quinta-feira, 25 de junho de 2009

testemunhas de Jeová e a transfusão do sangue

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Neste simpósio, a Drª Raquel de Souza fala da autonomia da vontade do paciente, que deve ser considerado um sujeito de direitos, e não um mero objeto de cuidados médicos.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Luz do PC mancha a pele


Luz do PC mancha a pele, diz estudo

SÃO PAULO - Um estudo produzido pela Sociedade Americana de Fotobiologia nos Estados Unidos concluiu que a luz emitida de telas de computador pode causar manchas à pele humana.

O estudo, publicado na revista científica Photochemistry and Photobiology, afirma que a luz artificial emitida por telas LCD e lâmpadas fluorescentes usadas em escritórios têm o poder de agredir a pele e causar pequenas manchas com o passar do tempo.

A revista lembra que há um consenso científico em torno da agressividade dos raios UVA e UVB emitidos pelo sol, mas poucas análises sobre o feito da luz visível (termo técnico para definir a luz de monitores e lâmpadas) sobre a pele humana.

Segundo o estudo, a luz de monitores tem baixa agressividade, mas a exposição contínua das mãos, braço e rosto a luminosidade do computador tem consequências ruins para nossa pele.

A análise diz que ficar oito horas por dia na frente do computador equivale a tomar sol por 1 minuto e vinte segundos. É um agravante o fato de ficarmos muito próximos do monitor durante o trabalho.

Uma forma de bloquear os efeitos ruins da luz visível é o uso de protetores solares. O estudo adverte, no entanto, para o fato de que há poucos protetores e cremes disponíveis no mercado que protegem também contra a luz visível. A maior parte deles tem fator de proteção apenas contra os raios solares.

A nicotina atinge o cérebro tão rapidamente quanto o crack


A nicotina é a droga encontrada em todos os derivados do tabaco (cigarro, charuto, cachimbo, entre outros) e que causa a dependência química.Esta substância é psicoativa, isto é, capaz de produz uma sensação de prazer, o que pode induzir ao abuso e à dependência.

Ao ser ingerida, a nicotina produz alterações cerebrais, modificando assim o estado emocional e comportamental dos fumantes, da mesma forma como ocorre com a cocaína, crack, heroína ou álcool. Depois que a nicotina atinge o cérebro, entre 7 a 9 segundos, libera várias substâncias (neurotransmissores cerebrais) que são responsáveis por estimular a sensação de prazer, explicando-se assim as boas sensações que o fumante tem ao fumar.A nicotina chega ao cérebro mais rapidamente que a cocaína e com a mesma velocidade do crack.

Apesar da cocaína e o crack serem obtidos a partir da pasta-base de coca, o segundo é significativamente mais barato, já que é um produto mais grosseiro.O efeito do crack é muito mais rápido e mais forte do que o da cocaína cheirada ou injetada.Ao ser fumado, ele atinge o cérebro em cerca de oito segundos.Um indivíduo pode tornar-se viciado em crack consumindo a droga em poucas ocasiões.

Com a ingestão contínua da nicotina, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses cada vez maiores para manter o mesmo nível de satisfação que tinha no início. Esse efeito é chamado de tolerância à droga. Com o passar do tempo, o fumante passa a ter necessidade de consumir cada vez mais cigarros. Com a dependência e o tabagismo crônico, cresce também o risco de se contrair doenças debilitantes, que podem levar à invalidez e à morte.

A síndrome do coração partido pode ser precipitada por exames cardiológicos de rotina, dizem pesquisadores

A síndrome (conjunto de sinais e sintomas) do coração partido tem despertado um grande interesse dentro da comunidade médica, em especial, entre os cardiologistas.Descrita inicialmente na população japonesa, esta síndrome afeta tipicamente mulheres menopausadas, muitas delas idosas, cursando com dor no peito e alterações do eletrocardiograma que são típicas de um infarto do miocárdio (ataque cardíaco).

Os sintomas da síndrome costumam aparecer após uma situação de estresse emocional.No entanto, a síndrome do coração partido também pode ser precipitada após exames cardiológicos de rotina, que envolvam uma liberação excessiva do neurotransmissor adrenalina. Essa é a constatação dos pesquisadores da Universidade Johns Hopkins.

Nove pacientes desenvolveram a síndrome coração partido após a administração intravenosa de dobutamina ou adrenalina, durante o exame de ecocardiograma de estresse.Os resultados desta casuística fornecem provas de que o estresse emocional ou físico sobre o coração, levando a uma estimulação simpática excessiva (com liberação de grandes quantidades de adrenalina) é a causa da síndrome do coração partido.

Esta síndrome, descrita pela primeira vez no japão em 1991, causa uma disfunção cardíaca intensa, mas reversível, com características clínicas que lembram um ataque cardíaco.A síndrome do coração partido caracteriza-se por uma leve elevação das enzimas cardíacas, na ausência de doença coronariana obstrutiva (obstrução das artérias por placas de gordura).

Outra característica da síndrome é que no ecocardiograma (ultrassom do coração) ou na ventriculografia (uma parte do exame de cateterismo cardíaco), a parte inferior (apical) do coração não se contrai , dando a impressão que este está cortado ou partido a partir desse ponto.

O Dr.Illan S. Wittstein avaliou 143 casos da síndrome do coração partido que ocorreram na Universidade Johns Hopkins entre 2001 e 2008, e constatou que 6,3% dos casos ocorreram imediatamente após a administração intravenosa adrenalina ou dobutamina durante o exame de ecocardiograma de estresse.

Fonte:JACC(2009).

Medicamento reduz amputação em diabético


Estima-se que cerca de 10% dos diabéticos sofrerá pelo menos uma amputação ao longo de sua vida. Um recente estudo demonstrou que um medicamento, chamado de fenofibrato, usado para tratar anormalidades das frações do colesterol (como os triglicerídeos elevados) é capaz de reduzir o risco de amputação em diabéticos.

Um estudo avaliou 9.795 diabéticos com idades 50 a 75 anos (média de 62,2 anos).A metade destes pacientes recebeu 200 mg de fenofibrato por dia e a outra metade, recebeu placebo (comprimidos sem ação terapêutica).Os diabéticos foram seguidos por um período mínimo de 5 anos.Todos os pacientes receberam um tratamento médico ótimo para o diabete, incluindo medicamentos para o controle do açúcar no sangue (glicemia), anti-hipertensivos, vastatinas, entre outros.

Globalmente, 115 pacientes tiveram pelo menos algum grau de amputação devido ao diabete melito.O risco relativo de amputação foi 36% menor em doentes que tomaram o fenofibrato.O benefício do fenofibrato não foi modificado pelo uso de outros medicamentos, pelo grau de controle da glicemia ou níveis do colesterol.

O número necessário de pacientes tratados com fenofibrato, para evitar pelo menos uma amputação, foi de 197.Esse número diminui para 25, nos diabéticos com úlceras nas pernas e albuminúria (perda urinária de proteínas, por uma lesão renal causada pelo diabete).

Os pesquisadores acreditam que o fenofibrato pode melhorar a cicatrização das feridas por vários mecanismos.Nenhum medicamento havia demonstrado a capacidade de reduzir o risco de amputações em pessoas com diabete melito.Os autores do estudo reconhecem que o estudo foi limitado pela falta de uma avaliação vascular mais detalhada dos pacientes antes do início do estudo.

Atenção: nunca inicie, suspenda ou troque um medicamento sem a autorização prévia de um médico. Estas atitudes colocam a sua saúde em risco".

Níveis elevados de açúcar no sangue associam-se ao declínio das funções mentais


Níveis elevados de açúcar no sangue associam-se ao declínio das funções mentais, diz estudo


Pesquisadores do centro médico da Universidade de Columbia (Nova York, Estados Unidos) suspeitam que níveis elevados de açúcar no sangue (glicemia) podem afetar o giro dentado - uma área do cérebro que participa da formação de memórias - e levar ao declínio das funções mentais.

Um total de 240 voluntários idosos tiveram o seu cérebro mapeado através de ressonância magnética funcional de alta resolução. No exame, os pesquisadores observaram que os indivíduos com altos níveis glicêmicos tinham um menor volume de sangue no giro denteado do cérebro, sinal da redução da atividade local ou que a função metabólica na região estava diminuída.

"A redução do volume de sangue no cérebro pode ser observada mesmo quando os níveis de glicemia no sangue são apenas ligeiramente elevados", afirmou o principal investigador do estudo, o Dr. Scott Small. A descoberta pode explicar parte do declínio mental relacionado à idade.

"A capacidade do organismo em controlar a glicemia começa a se deterior na terceira ou quarta década de vida.Mas essa função melhora com a prática de atividade física e uma alimentação adequada", conclui o Dr. Small.

Fonte:Annals of Neurology.

Turbulência em avião


Em vista dos atuais acantecimentos na aviação mundial é importante entendermos o que é turbulência.



Turbulência é o nome dado à movimentação do ar em grandes altitudes e que faz com que o avião balance. Basicamente, a turbulência acontece quando existe uma mudança brusca na temperatura, na velocidade ou na pressão do ar. Mudanças na pressão acontecem o tempo todo, mas quando são previsíveis, o piloto pode fazer ajustes na aeronave para se adaptar a elas – como mudar a potência das turbinas ou a posição dos flaps. Quando a mudança é de uma hora para outra ou quando acontecem muitas variações seguidas, não há como adaptar a aeronave e a pressão faz com que ela balance. Para entender porque isso acontece, é preciso levar em consideração que o avião se mantém no ar graças à força de sustentação, criada pela passagem de ar pelas asas do avião. Quando acontece uma mudança na velocidade do ar, a sustentação também varia, fazendo com que o avião fique instável.

A causa mais comum de uma turbulência são as nuvens de chuva. "Dentro dessas nuvens há grande variação de pressão. O ar está virando em redemoinhos e variando sua velocidade em todos os sentidos, o que causa uma grande turbulência", explica Fernando Catalano, professor do curso de Engenharia Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Mas também podem acontecer turbulências em áreas de céu limpo, quando acontecem as chamadas tesouras de vento. "Nesse caso, pode ter massas de ar que sobem por conta de mudanças de temperatura ou pressão. Essas massas podem atingir o avião, mudando sua sustentação", diz Fernando Catalano. A passagem de aviões grandes também causa uma mudança na velocidade dos ventos, criando a chamada esteira de turbulência, que afeta aviões que passem pela mesma região logo na sequência. Isso normalmente acontece na hora dos pousos e decolagens e, por isso, o controle de voo precisa ficar atento para evitar acidentes.

Em geral, as turbulências são previstas pelos radares, que conseguem detectar mudanças na densidade do ar. Assim, o piloto sabe a intensidade da turbulência que terá de enfrentar e decide se tenta escapar dela ou se segue em frente. "Normalmente, o que o piloto faz em uma zona de turbulência é desengatar o piloto automático e diminuir a velocidade, já que a turbulência é pior quanto maior a velocidade da aeronave", diz Fernando Catalano. Atualmente, o aquecimento global está modificando também a temperatura na atmosfera e, consequentemente, criando mais áreas de turbulência. Mas o engenheiro aeronáutico afirma que não há motivo para se preocupar. "Uma turbulência pode derrubar uma aeronave, mas para isso tem que ser muito forte. Os aviões são dimensionados para resistir a mais intempéries do que estatisticamente acontecem. A única regra a seguir é não enfrentar a natureza. Ou seja, nunca entrar em uma zona proibitiva, em que já se sabe que haverá mais turbulência do que o avião aguenta", afirma Fernando Catalano.

"Viva como as flores"



“Tomo por norma admitir dos meus amigos pelo menos duas faltas.”








Todos nós temos fraquezas, por isso não espere que seus amigos sejam perfeitos. Não cometa o engano de deixar que as fraquezas dos outros o cegue para com os pontos bons deles.

No entanto, quão inclinada não está a natureza humana imperfeita a fazer exatamente isso, de ver apenas as fraquezas dos outros ou de deixar que suas fraquezas eclipsem seus pontos bons.

Isto faz lembrar a ocasião em que um orador público fez uma mancha de tinta numa folha de papel branco, ergueu-a e perguntou aos ouvintes o que eles viam. Tudo o que viam era a mancha de tinta, não a folha de papel branco. Portanto,não permita que as faltas dos outros ofusquem os seus pontos fortes.

Uma grande ajuda para apreciarmos as qualidades boas dos outros é a empatia. Lembre-se de que as fraquezas dos outros talvez se devam à saúde fraca, à sua educação ou a outras circunstâncias que talvez não conheça.

Uma atitude negativa prejudicaria tanto a si mesmo como ao outro. Causaria divisão em vez de união. Fecharia assim a porta da amizade e de se ajudarem mutuamente.

Lembre-se da “regra áurea”. Também você tem fraquezas. Será que quer que os outros despercebam os seus pontos bons?

Portanto, procure ver os pontos bons e as qualidades elogiáveis dos outros. Talvez, no início, não sejam tão evidentes como as fraquezas deles, mas quando os achar, é bem provável que assumam aspecto muito mais agradável. — Luc. 6:31.


Assistir o video abaixo ajudará a refletir no assunto!

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Criança também tem enxaqueca, pedra no rim...


Criança também tem enxaqueca, pedra no rim...

Graças ao enorme número de pequenos obesos, sedentários ou atarefados demais, males típicos de adultos andam cada vez mais comuns nos pequenos

Se a cabeça dói pode ser enxaqueca. Um trabalho realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior paulista, mostra que a predisposição genética, a dieta, as alterações hormonais e a privação do sono estão por trás do tormento.

E, entre as crianças com a agenda lotada, as crises são muito mais frequentes.“Constatamos que o excesso de atividades extracurriculares piora a intensidade delas”, conta o pediatra e neurologista Marco A. Arruda, líder do estudo.

Quando a dor de cabeça é duradoura, leva à interrupção do sono no meio da noite e prejudica o desempenho escolar, é preciso buscar ajuda médica urgente para avaliar as causas e encontrar o melhor tratamento.

Remédio além da conta
“O uso abusivo de analgésicos, ou seja, algo em torno de duas ou mais doses por semana, pode provocar a dependência física”, alerta Marco A. Arruda. “E aí, ao menor sinal de dor, o cérebro passa a exigir mais e mais medicamentos.”

A tendência é que os pais cedam às queixas do filho e dêem remédios por conta própria. Assim o consumo infantil de analgésicos vai aumentando. Como uma bola-de-neve.

As doloridas pedras
Os cálculos renais andam cada vez mais corriqueiros entre a criançada. E os gordinhos são as principais vítimas, segundo estudiosos do Children’s Hospital Boston, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Eles ainda não sabem explicar direito o porquê dessa relação, mas há suspeitas. “A alta ingestão de alimentos carregados de sódio e o desequilíbrio hormonal são capazes de modificar a composição da urina”, acredita o urologista Caleb Nelson, autor do trabalho americano.

Para que seu filho fique longe das temidas pedras, ajude-o a prevenir a obesidade. Quanto mais cedo, melhor. Alguns sinais denunciam a presença de cálculos nos rins. “Dores na região do abdômen e sangue na urina precisam ser analisados”, conta o urologista. Os pais devem ficar atentos e buscar o quanto antes o auxílio de um especialista.

domingo, 7 de junho de 2009

Médicos que solicitam RM devem estar atentos para o risco de fibrose sistêmica nefrogênica em pacientes renais crônicos


Médicos que solicitam RM devem estar atentos para o risco de fibrose sistêmica nefrogênica em pacientes renais crônicos



A Fibrose Sistêmica Nefrogênica (FSN) é uma doença nova, rara e que pode evoluir com fibrose extensa, grave e debilitante, envolvendo vários órgãos de pacientes com insuficiência renal crônica terminal ou em diálise.Tem sido sugerida a relação com os meios de contrastes à base de gadolínio, embora outros co-fatores possam estar envolvidos. Por não existir ainda tratamento específico, a melhor alternativa é evitar a utilização de contraste (quelatos de gadolínio) em pacientes com RFG menor que 30mL/min/1,73m2.

Embora a causa da FSN ainda seja desconhecida, recentes notificações relacionam a FSN com os contrastes à base de gadolínio, especialmente gadodiamida (em cerca de 90% dos casos), mas, também, gadoversetamida e gadopentato de dimeglumina. Em todos os casos, a insuficiência renal crônica estava presente, sendo que 90% estavam em hemodiálise ou diálise peritoneal. Nenhum caso foi relatado em pacientes com função renal normal.

Quando o uso do gadolínio for contra-indicado em pacientes com insuficiência renal crônica terminal e outros exames não invasivos forem insuficientes, provavelmente o uso de contrastes contendo iodo parece
ser a única alternativa viável (exceto em pacientes alérgicos). Apesar de seus riscos, causam distúrbios geralmente reversíveis, contrariamente à FSN desenvolvida pelos contrastes contendo quelatos de gadolínio.

A Fibrose Sistêmica Nefrogênica (FSN) é uma rara doença fibrótica sistêmica e grave, geralmente progressiva, debilitante e potencialmente fatal que afeta a derme, fáscia subcutânea e músculos estriados. Pode também causar fibrose em pulmões, miocárdio e fígado, ocorrendo em pacientes com insuficiência renal crônica grave ou em tratamento dialítico, apesar de também poder ocorrer em casos de insuficiência renal aguda, particularmente com síndrome hepatorenal. Quanto mais grave o envolvimento sistêmico, pior será a evolução. Foi descrita inicialmente em 1997, em uma unidade de transplante renal na Califórnia, pelo Dr. Shawn Cowper, e denominada “Dermopatia Fibrosante Nefrogênica” por apresentar lesões semelhantes ao escleromixedema e de etiologia desconhecida. Posteriormente, foi modificada para “Fibrose Sistêmica Nefrogênica” após surgimento de casos com envolvimento sistêmico.

Até o momento, não existe tratamento específico conhecido para impedir ou retardar o surgimento das lesões fibróticas. Estas podem algumas vezes se estabilizar e raramente entrar em remissão espontânea.

Diagnóstico por imagem em crianças


Diagnóstico por imagem em crianças

A grande utilização de exames de diagnóstico por imagem em crianças trouxe à tona a

preocupação com a crescente dose de radiação absorvida na realização de um exame

radiográfico. O objetivo desta pesquisa foi realizar avaliação das práticas de raios X na

radiologia pediátrica, visando a otimização dos procedimentos radiológicos e a produção de

imagens com qualidade para o diagnóstico com a menor dose ao paciente. A metodologia

foi baseada no acompanhamento de exames pediátricos e medidas dosimétricas através do

uso de dosímetros termoluminescentes TLDs e software específico (DoseCal) para a

constatação da realidade dos serviços de radiologia pediátrica. Medidas de pacientes

pediátricos em exames radiográficos de tórax foram realizadas em um hospital público de

Curitiba e em uma clínica em Cascavel. Grupos com diferentes faixas etárias foram

formados na avaliação de exames rotineiros de tórax nas projeções AP/PA e LAT, e ossos

da face na projeção lateral, onde foram divididos em grupos de 0-1 ano, 1-5 anos, 5-10 anos

e 10-15 anos. As doses obtidas através do software DoseCal foram comparadas entre si

para determinar sua variabilidade. A DEP determinada pelos TLDs foi comparada com os

valores de referência dados pela comunidade européia para verificar as doses utilizadas. Os

valores de dose para crianças de até 1 ano apresentaram-se altos em comparação com os

demais grupos avaliados, um fator justificado em partes pela limitação dos equipamentos

utilizados. Na radiologia convencional os valores obtidos através dos TLDs foram

satisfatórios, obedecendo a referência máxima descrita pela comissão européia. Na

radiologia digital indireta obtivemos valores acima dos referenciados, fator este resultante

da implantação e da adaptação das técnicas radiológicas a nova forma de captação de

imagem. Concluí-se que o aprimoramento técnico das equipes em radiologia pediátrica é

uma das melhores maneiras de se obter bons resultados na diminuição da dose.

Teste antecipa diagnóstico de câncer pulmonar em fumante





Teste antecipa diagnóstico de câncer pulmonar em fumante

Um teste molecular de sangue poderá identificar precocemente o câncer de pulmão em fumantes, revela um estudo divulgado em junho no maior congresso de câncer do mundo, que acontece em Chicago, nos Estados Unidos. O exame está sendo desenvolvido por pesquisadores alemães e foi financiado por institutos do governo da Alemanha, sem a indústria farmacêutica.

Segundo o médico que coordenou o estudo, Thomas Zander, da Universidade de Colônia (Alemanha), a previsão é que o teste seja comercializado dentro de cinco a sete anos.

A pesquisa acompanhou 2.500 fumantes sem câncer preexistente por dois anos. A idade média dos participantes era de 65 anos. No final, 12 pessoas desenvolveram câncer. No trabalho, os pesquisadores puderam identificar pelo RNA ("primo" do DNA) dos participantes as moléculas precursoras do tumor. O teste teve sensibilidade de 75% para detectar o câncer de pulmão e de 85% para identificar as pessoas que não desenvolveriam câncer.

Zandler explica que, no futuro, o teste poderá ser oferecido à população alemã fumante gratuitamente. A expectativa é que, diagnosticado precocemente, o tratamento da doença seja mais eficaz. "Temos muito o que fazer ainda, mas é uma ótima notícia. É o primeiro teste com esse número pessoas e com uma população que ainda não desenvolveu a doença", afirmou Zandler.

A médica oncologista Julie Gralow, que moderou os debates sobre o estudo, disse que o resultados são preliminares, mas muito otimistas. "O câncer de pulmão é um dos que mais matam no mundo."

Remédio
Também ontem, no congresso da Associação Americana de Oncologia Clínica, que reúne 30 mil oncologistas do mundo todo, foi apresentada uma pesquisa que mostra como o tratamento do câncer de pulmão, especialmente os tumores avançados, está longe do ideal, seja pela eficácia, seja pelo custo.

Os resultados do estudo Flex, com 1.200 pacientes e financiado pela Merck, mostraram que o uso de uma droga de última geração (Erbitux) associada à quimioterapia só conseguiu aumentar a sobrevida em um mês e dois dias, em média, em relação aos pacientes que receberam apenas a quimioterapia.
Ainda assim, os pesquisadores se disseram otimistas com os resultados porque havia dez anos que não surgiam drogas que resultassem em alguma sobrevida aos pacientes com tumores avançados de pulmão.
A oncologista brasileira Maira Calef saiu de lá convicta de que o melhor caminho é as pessoas pararem de fumar. "Gastaram US$ 650 mil por paciente [no estudo] para um ganho de um mês de vida. A melhor relação custo e benefício é largar o cigarro o quanto antes.", afirma a doutora.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Nova Tecnologia para acompanhar o movimento dos pulmões


Nova Tecnologia para acompanhar o movimento dos pulmões

Apesar de todos os progressos da ciência moderna, ainda não era possível observar como os pulmões se movimentam. Fazê-lo diretamente é impossível, pois ao se abrir o tórax o órgão entra em colapso. Por essa razão, o Laboratório de Geometria Computacional da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveu um modelo tridimensional animado dos pulmões, baseado em imagens de ressonância magnética, que possa reproduzir a movimentação em computador.

A única maneira possível de se observar os pulmões é de forma indireta, determinando o movimento pulmonar por meio de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. "Embora a tomografia obtenha imagens tridimensionais instantâneas excelentes, o paciente não pode ser exposto aos raios-x por muito tempo", explica o professor Marcos de Sales Guerra Tsuzuki, responsável pela pesquisa. "A ressonância magnética, além de ser mais demorada, fornece apenas imagens bidimensionais".

Outra desvantagem da ressonância magnética é o fato de seu funcionamento basear-se na polarização de átomos de hidrogênio. "Como esse processo ocorre no sangue quando é bombeado pelo coração, a aquisição de imagens do pulmão é prejudicada", aponta Tsuzuki.. "Ao se realizar o imageamento do tórax, geralmente se deseja visualizar imagens onde o bombeamento sanguíneo não interfira, ou seja, instantes em que o coração não está
bombeando sangue, para que a imagem fique de melhor qualidade".

Diferenciar a movimentação dos pulmões e do coração é uma das etapas necessárias para construir um modelo tridimensional. "Enquanto o coração tem movimentos mais rápidos e de menor amplitude, o pulmão é mais lento, com maior amplitude", descreve o professor da Poli. "Essa informação pode ser agregada ao processamento computadorizado de imagem para auxiliar na determinação da silhueta dos pulmões".

A observação do diafragma é outra chave para a construção do modelo, observa Tsuzuki. "Nessa região do tórax, o pulmão se movimenta com mais amplitude, o que pode ser usado como padrão para todo o órgão", ressalta. "Se for sadio, os movimentos das outras partes serão sincronizados, mas em caso contrário, ou são do coração ou um indício de que há partes com movimentação obstruída". Essa observação poderá fazer com que no futuro a imagem tridimensional ajude a identificar problemas pulmonares.

Por fim, a imagem tridimensional é composta com várias sequências de imagens coronais e sagitais dos pulmões, de modo a obter uma silhueta mais próxima da real, com o movimento do diafragma servindo como base para estimar a movimentação do restante do órgão. "É preciso comparar várias sequências de imagens com informações redundantes para verificar se os cálculos estão corretos", afirma o professor.

O estudo com os pulmões começou durante o pós-doutoramento de Tsuzuki em 2005, em um trabalho conjunto com especialistas em Medicina da Universidade Municipal de Yokohama e do Kanagawa Cardiovascular and Respiratorial Center, além da Universidade Nacional de Yokohama, na área de processamento de imagem. "O contato com os médicos faz com que surjam novas possibilidades a serem exploradas nas pesquisas", diz o professor da Poli. "Há o interesse em se observar o movimento de cada lóbulo do pulmão, e se existe diferença de flexibilidade entre eles". Um artigo descrevendo o modelo foi aceito para publicação na revista científica Computer Aided Design.

Fonte: Agência USP e CONTER - Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia

Utilidade clínica da ultra-sonografia tridimensional e angiografia com Power Doppler no diagnóstico do carcinoma endometrial


Utilidade clínica da ultra-sonografia tridimensional e angiografia com Power Doppler no diagnóstico do carcinoma endometrial



Luis T. Mercê e Col realizaram um estudo cujo propósito é estabelecer se o volume endometrial em 3D e os índices do Power Doppler podem discriminar entre hiperplasia e carcinoma endometrial, assim como avaliar a possível invasão miometrial.

Oitenta e quatro mulheres com sangramento vaginal e diagnóstico histopatológico de hiperplasia endometrial (n=29) e carcinoma endometrial (n=55) foram examinadas no pré-operatório com a ultra sonografia transvaginal 3D e a angiografia com Power Doppler.

Foram mensurados o espessamento endometrial, o volume endometrial, o índice de vascularização (VI), o índice de fluxo (FI), o índice de vascularização-fluxo (VFI) e a resistividade intra tumoral (RI). O diagnóstico histopatológico foi realizado pela biópsia endometrial por histeroscopia ou curetagem. O volume endometrial avaliado pelo ultra-som endovaginal 3D e os índices do Power Doppler 3D (VI, FI, VFI) foram significantemente maiores nas pacientes com carcinoma endometrial do que na hiperplasia endometrial, enquanto que o RI foi significantemente menor neste caso (P<0.05).

O VFI = 2.07 foi o melhor ponto de corte para predizer o carcinoma endometrial, com sensibilidade de 76.5% e especificidade de 80.8%. O espessamento endometrial não apresentou diferenças significantes. O VI endometrial foi significantemente maior quando o estágio tumoral era acima de I.

Todos os índices do Power Doppler 3D foram significantemente maiores nos casos de infiltração tumoral miometrial maior que 50% .O RI foi significantemente menor nos casos de carcinoma de alto grau, infiltração miometrial maior que 50% e metástases linfonodais.

Conclusões: este estudo nos mostra que o VI, os índices do Power Doppler 3D e o RI são mais úteis do que o espessamento endometrial na diferenciação entre hiperplasia e carcinoma endometrial. O fluxo intratumoral mensurado com o Doppler pulsátil e a angiografia com Power Doppler 3D pode ainda avaliar a invasão miometrial do carcinoma endometrial.

Fonte: J Ultrasound Med

CAD pode melhorar sensibilidade dos exames com TCMD




CAD pode melhorar sensibilidade dos exames com TCMD

A tecnologia CAD (sigla em inglês para detecção auxiliada por computador) pode aumentar a sensibilidade dos radiologistas na detecção de nódulos de pulmão sólidos com mais de 4 mm, durante os estudos de peito com a TC multidetectora, de acordo com uma pesquisa publicada na edição de outubro de American Journal of Roentgenology.

"No contexto da comparação temporal dos exames de imagens da TCMD, a sensibilidade na detecção de nódulos de pulmão > 4 mm aumentou significativamente (p < 0,025) com a CAD sem comprometer o tempo de leitura," escreveu uma equipe de pesquisa do Hospital Pitié-Salpêtrière, de Paris, e da R2 Technology (hoje parte da Hologic, Bedford, E.UA.).

Para avaliar a detecção, o rastreamento e a leitura destes nódulos usando a CAD, os pesquisadores estudaram 54 pares de exames de peito com TCMD de baixa dose. Os exames foram coletados de uma população de 33 adultos que participavam o estudo piloto de exames Depiscan Francês (AJR, October 2007, Vol. 189:3, pp. 948-955).

Todos os estudos de TC foram realizados em um escâner TC LightSpeed de 16 slices (GE Healthcare, Chalfont St. Giles, U.K.), com parâmetros de aquisição de 100-120 kVp, 100-209 mA, com uma rotação de tubo de 700 mseg e um pico de 1,3. Foi usada uma grossura de fatia efetiva de 1,25 mm, com um intervalo de reconstrução de 0,6 mm, de acordo com a equipe de estudos. Não foi empregado qualquer material de contraste.

Dois radiologistas de peito, em consenso, estabeleceram que 25 exames continham 52 nódulos maiores que 4 mm. Os exames pareados foram, então, interpretados na versão 2.0 da estação de trabalho de CAD TC ImageChecker (Hologic), para detecção e rastreamento de nódulos de pulmão, antes e depois do uso da CAD. Um subconjunto de 33 pares de exames foram, posteriormente, lidos na estação de trabalho clínica usada na prática diária, com os resultados comparados com a estação de trabalho CAD, para avaliar o tempo de leitura.

Os pesquisadores descobriram que após o uso da CAD, a sensibilidade de detecção de nódulos foi aumentada em 9,6% para um leitor e em 23% para o outro. O uso da CAD também levou à correta identificação de um câncer que foi inicialmente omitido por um radiologista.

O tempo de leitura genérico foi comparável em ambos os radiologistas nas estações de trabalho CAD e clínica. Os leitores levaram em média de quatro a cinco minutos por caso para ler os exames pareados na estação CAD e de seis a oito segundos por marca CAD, de acordo com os pesquisadores.

O sistema CAD equiparou-se, com sucesso, em 91,3% com os nódulos detectados em ambos os exames e a taxa genérica de avaliação de crescimento CAD disponível foi de 54,9% de todos os pares de nódulos.

Os pesquisadores reconheceram várias limitações em seu estudo, incluindo a limitação da definição de nódulo para nódulos sólidos não calcificados maiores que 4 mm. Além disso, o software CAD não é desenvolvido para detectar opacidades de vidro fosco; 7 dos 33 pacientes tinham uma opacidade de vidro fosco maior que 4 mm, que não foi detectada pelo sistema CAD. Também, a base de dados usada no estudo consistiu de um número limitado de exames temporais com um número pequeno de nódulos maiores que 4 mm.

"Mas, apesar desta limitação, o impacto da detecção CAD foi estatisticamente significante," escrevem.

A sensibilidade de ambos os observadores na detecção de nódulos sólidos com 4 mm ou maiores em exames de peito com TCMD aumentou em 9,6% e 23% com a CAD, o que é estatisticamente significante (p = 0,025 e p = 0,0005, respectivamente).

"Este aumento na sensibilidade se deu no contexto da comparação temporal dos atuais e dos anteriores exames TCMD de baixa dose, em um programa de exames para câncer de pulmão e ocorreram sem comprometer o tempo de leitura," concluíram os autores. "Finalmente, o potencial da CAD para avaliar mais precisamente o crescimento de nódulos indeterminados pode provar-se útil na medida em que permite uma decisão mais antecipada de intervenção."

sábado, 6 de junho de 2009

Influenza A/H1N1 - perguntas e respostas


O que é a Influenza A/H1N1?

A Influenza A/H1N1 (gripe suína) é uma doença respiratória dos porcos causada pelo vírus da influenza do tipo A, que causa surtos regulares de influenza nos suínos. O vírus da gripe suína causa altos índices de doença e baixos índices de morte nos porcos. Este vírus pode circular entre os suínos durante todo o ano, porém a maioria dos surtos ocorre no final do outono e nos meses de inverno, de maneira similar aos surtos em seres humanos. O vírus clássico de influenza suína ( A H1N1) foi isolado pela primeira vez em 1930.

Quantos vírus de influenza A/H1N1 existem?

Como todos os vírus da influenza, o da influenza suína muda constantemente. Os porcos podem ser infectados pelos vírus da influenza aviária e da influenza humana, bem como pelos da influenza suína. Quando vírus de espécies diferentes infectam os porcos, podem se recombinar (ou seja, trocar genes) e novos vírus, uma mistura dos vírus de influenza suína, humana e/ou aviária, emergem. Ao longo dos anos, diferentes variações de vírus da gripe suína emergiram. Neste momento, existem quatro principais subtipos dos vírus de influenza A que foram isolados nos porcos: H1N1, H1N2, H3N2 e H3N, sendo que muitos dos vírus recentemente isolados dos porcos, têm sido H1N1.

Os seres humanos podem contrair a Influenza A/H1N1?

O vírus da gripe suína normalmente não infecta os seres humanos, o que tem ocorrido esporadicamente em pessoas com exposição direta aos porcos (por exemplo, crianças próximas de porcos em feiras, ou trabalhadores na indústria suína). Adicionalmente, têm ocorrido casos documentados de transmissão de pessoa a pessoa. Por exemplo, um surto aparentemente causado por infecção da gripe suína em porcos, ocorrido em Wisconsin, em 1988, resultou em múltiplas infecções humanas e, embora não tenha resultado surto comunitário, ocorreu evidência imunológica comprovando a transmissão do vírus do paciente para profissionais de saúde em contato próximo com ele.

A infecção de seres humanos com a Influenza A/H1N1 é comum?

No passado, o CDC/Atlanta/EUA recebeu relatos de aproximadamente uma infecção humana pelo vírus de influenza suína a cada um a dois anos, nos Estados Unidos. Porém, a partir de dezembro de 2005 até fevereiro de 2009, 12 casos de infecção humana pela influenza suína foram notificados.

Quais são os sintomas da influenza A/H1N1 nos seres humanos?

Os sintomas da gripe suína nos seres humanos são similares aos sintomas da influenza sazonal humana comum e incluem febre, desânimo, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas relatam, ainda, coriza, garganta inflamada, náuseas, vômitos e diarréia.

As pessoas podem contrair a Influenza A/H1N1 comendo carne de porco?

Não. O vírus da influenza suína não é transmitido pela comida. Você não vai contrair a gripe suína comendo carne de porco ou seus derivados. A ingestão de carne e derivados de porco, desde que manuseados e cozidos adequadamente, é segura. Cozinhar a carne de porco até que ela atinja a temperatura interna de mais ou menos 55°C mata o vírus da gripe suína, como mata, também, outros vírus e bactérias.

Como se transmite a Influenza A/H1N1?

O vírus de influenza pode ser transmitido diretamente dos porcos para as pessoas e das pessoas para os porcos. A infecção humana pelos vírus da influenza suína é mais provável de ocorrer quando as pessoas estão muito perto de porcos infectados, como em chiqueiros e exibição de animais vivos em feiras. A transmissão de pessoa para pessoa da gripe suína também pode ocorrer. Acredita-se que ela ocorra da mesma maneira como a transmissão da influenza sazonal nos seres humanos, ou seja, principalmente através da tosse ou dos espirros de pessoas infectadas com o vírus da influenza. As pessoas podem se infectar por tocar algo com os vírus da influenza e, em seguida, tocar sua boca ou seu nariz.

O que sabemos sobre a transmissão de pessoa para pessoa do vírus da Influenza A/H1N1?

Em setembro de 1988 uma grávida de 32 anos de idade, até então estava saudável, foi hospitalizada por pneumonia, vindo a morrer oito dias depois. Foi detectado um vírus da influenza suína H1N1. Quatro dias antes de adoecer, a paciente visitou uma feira agrícola de exibição de porcos, onde havia doença similar à influenza generalizada nos porcos.

Em estudos de seguimento, 76% dos expositores na feira que foram submetidos a testes tinham evidências de anticorpos contra a infecção da gripe suína, porém não foram detectados casos de doença grave nesse grupo. Estudos adicionais sugerem que um a três profissionais de saúde que tiveram contato com a paciente desenvolveu doença similar à influenza em sua forma branda, com evidências de anticorpos.

Como podemos diagnosticar infecções humanas pela Influenza A/H1N1?

Para diagnosticar infecção pela influenza suína tipo A, em geral deve ser coletada uma amostra respiratória em prazo que vai dos primeiros 4 a 5 dias da doença (momento em que a pessoa tem maior probabilidade de disseminar o vírus). Algumas pessoas, porém – em especial as crianças – podem disseminar os vírus durante 10 dias ou mais. A identificação de um vírus de influenza suína tipo A requer o envio da amostra para testes em laboratórios referenciados.

Quais medicamentos estão disponíveis para tratar a infecção pela Influenza A/H1N1 em seres humanos?

Existem quatro drogas antivirais que podem ser utilizadas para tratamento da influenza: amantadina, rimantadina, oseltamivir e zanamivir. Embora a maioria dos vírus da influenza suína seja suscetível a todas as quatro drogas, os vírus mais recentemente isolados de seres humanos são resistentes à amantadina e à rimantadina. No momento, recomenda-se o uso de oseltamivir ou zanamivir para o tratamento e/ou a prevenção de infecção pelos vírus da gripe suína.

Que outros exemplos de surtos de Influenza A/H1N1 existem?

Provavelmente, o mais conhecido é um surto de gripe suína ocorrido em soldados no Fort Dix, em Nova Jersey, em 1976. O vírus causou doença com evidência de pneumonia comprovada radiologicamente em pelo menos 4 soldados e um óbito; todos esses pacientes eram, anteriormente, saudáveis. O vírus foi transmitido por contato próximo, em um ambiente de treinamento básico, com transmissão limitada fora do grupo de treinamento. Pensa-se que o vírus possa ter circulado durante um mês e desaparecido. A fonte do vírus, o momento exato de sua introdução em Fort Dix e os fatores que limitaram sua disseminação e duração são desconhecidos. O surto de Fort Dix pode ter sido causado pela introdução de um vírus animal em uma população humana, que mantinha contato próximo, confinada em uma instituição durante o inverno. O vírus de influenza suína A coletado de um soldado de Fort Dix recebeu o nome de A/New Jersey/76(Hsw1N1)

O vírus H1N1 da Influenza A é o mesmo vírus H1N1 dos seres humanos?

Não. O vírus H1N1 da gripe suína é antigenicamente muito diferente dos vírus H1N1 dos seres humanos e, portanto, vacinas destinadas ao combate da influenza humana sazonal não vão conferir proteção contra os vírus suínos H1N1.

Como a Influenza A/H1N1 se dissemina em porcos?

Os vírus da gripe suína se disseminam especialmente através do contato próximo entre os porcos e possivelmente através de objetos contaminados que transitam entre porcos infectados e não infectados. Grupos com infecções suínas contínuas e grupos que são vacinados contra a gripe suína podem ter doença esporádica ou podem mostrar infecções brandas ou ser assintomáticos

Quais são os sinais da Influenza A/H1N1 em porcos?

Os sinais da gripe suína em porcos podem incluir acessos repentinos de febre, depressão, tosse (grunhidos), secreções líquidas dos olhos ou do nariz, espirros, dificuldade em respirar, olhos vermelhos ou inflamados e parar de comer

A Influenza A/H1N1 é comum em porcos?

Os vírus H1N1 e H3N2 são endêmicos nas populações de porcos nos Estados Unidos, sendo algo que a indústria enfrenta rotineiramente. Os surtos em porcos ocorrem, em geral, nos meses mais frios (final de outono e inverno) e, algumas vezes, ocorrem quando da introdução de novos porcos em grupos suscetíveis. Estudos demonstram que o vírus H1N1 da gripe suína é comum em populações de porcos de todo o mundo, com 25% dos animais mostrando evidência de infecção através de anticorpos. Nos Estados Unidos, estudos demonstram que 30% da população de porcos têm evidência, comprovada por anticorpos, de ter contraído infecção pelo H1N1. Mais especificamente, 51% dos porcos na região centro-norte dos Estados Unidos mostra evidência de anticorpos que comprovam ter sido infectados pelo H1N1 suíno. As infecções humanas pelo vírus H1N1 suíno são raras.

No entanto, sabe-se que os vírus suínos H1N1 têm circulado entre populações de porcos desde o final de 1930. Os vírus H3N2 inicialmente foram introduzidos na população de suínos a partir dos seres humanos. Os atuais vírus H3N2 suínos são intimamente relacionados aos vírus H3N2 humanos.

Existe vacina contra a Influenza A/H1N1?

As vacinas estão disponíveis para administração aos suínos, para prevenir a influenza suína. Não existe vacina destinada a proteger os seres humanos da gripe suína. A vacina contra a influenza sazonal tem a probabilidade de conferir proteção parcial contra o H3N2 suíno, mas não contra os vírus H1N1 suínos.

O que é a Influenza A/H1N1?

A influenza suína (gripe suína) é uma doença respiratória dos porcos causada por um vírus de influenza do tipo A, que é motivo de surtos regulares em porcos. As pessoas, normalmente, não contraem a gripe suína, porém infecções em seres humanos podem acontecer e de fato acontecem. Estudos mostraram que os vírus da gripe suína podem se disseminar de pessoa para pessoa; porém, no passado, essa transmissão era limitada e não sustentada para além de três pessoas.

Existem infecções humanas pela Influenza A/H1N1 nos Estados Unidos?

No final de março e no começo de abril de 2009, foram notificados os primeiros casos de infecção humana causada pela influenza suína A (H1N1) no sul da Califórnia e próximo de San Antonio, no Texas. Outros estados americanos notificaram casos de influenza suína em seres humanos e também foram notificados casos internacionais. Uma contagem atualizada de infecções confirmadas de gripe suína está disponível no site HTTP://www.cdc.gov/swineflu/investigation/htm. O CDC e agências locais de saúde estão trabalhando em conjunto para investigar essa situação.

Esse vírus é contagioso?

O CDC concluiu que esse vírus da influenza suína tipo A (H1N1) é contagioso e está se disseminando de pessoa para pessoa. Neste momento, porém, não se sabe com que facilidade o vírus se transmite entre as pessoas.

Quais são os sinais e sintomas da Influenza A/H1N1 nos seres humanos?

Os sintomas da gripe suína nos seres humanos são similares aos sintomas da influenza humana comum, e incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarréia e vômitos associados à gripe suína. No passado, formas graves da doença (pneumonia e falência respiratória) e mortes foram relatadas com a infecção pela gripe suína em seres humanos. A exemplo da influenza sazonal, a gripe suína pode causar uma piora de doenças crônicas já existentes.

Como se transmite a Influenza A/H1N1?

Acredita-se que a transmissão do vírus da gripe suína tipo A (H1N1) aconteça da mesma maneira pela qual se transmite a influenza sazonal. Os vírus da influenza se disseminam de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirros das pessoas infectadas. Algumas vezes, as pessoas podem se infectar tocando objetos que estão contaminados com os vírus da influenza e depois tocando sua boca ou seu nariz.

Como alguém que está com a gripe pode infectar outras pessoas?

As pessoas infectadas podem infectar outras a partir do primeiro dia antes do desenvolvimento dos sintomas e até sete dias ou mais depois de adoecer. Isso quer dizer que você pode transmitir o vírus para outra pessoa antes de saber que está doente, bem como depois de adoecer.

O que eu devo fazer para evitar contrair a gripe?

Primeira medida e a mais importante: lave as mãos. Tente permanecer saudável. Durma bem, pratique atividade física, controle seu stress, beba muito líquido e prefira alimentos nutritivos. Tente não tocar superfícies que podem estar contaminadas com o vírus da gripe. Evite contato próximo com pessoas doentes.

Existem medicamentos para tratar a Influenza A/H1N1?

Sim. O CDC recomenda o uso do oseltamivir ou do zanamivir para tratamento e/ou prevenção da infecção por esses vírus da influenza suína. Medicamentos antivirais são drogas (comprimidos, líquidos ou inaláveis) que combatem a gripe evitando que os vírus se reproduzam em seu corpo. Se você adoecer, os medicamentos antivirais podem tornar sua doença mais branda e fazer com que você se recupere mais depressa. Eles também evitam complicações graves da influenza. Para o tratamento, os medicamentos antivirais funcionam melhor se forem administrados logo após a pessoa adoecer (em até dois dias depois do início dos sintomas).

Durante quanto tempo a pessoa doente pode transmitir a Influenza A/H1N1 para outras pessoas?

As pessoas infectadas pela influenza suína podem ser consideradas potencialmente contagiantes durante todo o período em que manifestarem os sintomas e possivelmente por até 7 dias depois do início da doença. As crianças, particularmente as menores, podem ser potencialmente contagiantes por períodos mais longos.

Quais superfícies podem ser fontes mais prováveis de infecção?

Os germes podem ser transmitidos quando uma pessoa toca algum objeto contaminado e depois toca seus olhos, nariz ou boca. Gotículas de tosse ou espirro de pessoas infectadas se movem pelo ar. Os germes podem ser transmitidos quando uma pessoa toca gotículas da respiração de outras pessoas ou uma superfície, como uma mesa, e então toca seus olhos, boca ou nariz sem lavar as mãos.

Quanto tempo os vírus sobrevivem fora do corpo?

Sabemos que alguns vírus ou bactérias vivem por 2 horas ou mais em superfícies como mesas de cafeterias, maçanetas de portas e mesas de escritório. Lavar as mãos com freqüência ajuda você a reduzir as chances de se contaminar a partir dessas superfícies.

O que posso fazer para não ficar doente?

No momento, não existe vacina para proteger contra a gripe suína. Existem ações cotidianas que podem ajudar a prevenir a disseminação dos germes que causam doenças respiratórias tais como a influenza. Para proteger sua saúde você deve:

  • Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar, jogando o lenço no lixo após o uso.
  • Lave as mãos com freqüência, usando água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar. Produtos para desinfecção das mãos à base de álcool também são eficientes.
  • Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se transmitem dessa maneira.
  • Tente evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Se você contrair a influenza, o CDC recomenda que fique em casa, evitando ir ao trabalho ou à escola. Evite contato com outras pessoas, para não infectá-las.

Qual é o melhor meio para evitar transmitir o vírus pela tosse ou pelo espirro?

Se você estiver doente, limite ao máximo possível o contato com outras pessoas. Não vá ao trabalho ou à escola se estiver doente. Cubra a boca e o nariz com um lenço de papel quando tossir ou espirrar. Isso pode evitar que as pessoas que estão perto de você adoeçam. Jogue seus lenços de papel usados no lixo. Se não tiver lenços de papel, cubra com a mão a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar e, em seguida, lave as mãos. Faça isso a cada vez que tossir ou espirrar.

Qual é a melhor técnica para lavar as mãos e evitar contrair a gripe?

Lavar as mãos com freqüência ajuda você a se proteger dos germes. Lave com água e sabão, ou limpe com soluções contendo álcool. Recomendamos que, ao lavar as mãos – com sabão e água quente – lave durante 15 a 20 segundos. Quando não houver água e sabão disponíveis, use lenços descartáveis contendo álcool ou sanitizantes em gel. Você os encontra em supermercados ou farmácias. Quando estiver usando o gel, esfregue as mãos até que o produto seque. O gel não precisa de água para sua ação desinfetante, uma vez que o álcool que ele contém mata os germes das suas mãos.

O que devo fazer se eu adoecer?

Se você reside em áreas nas quais foram identificados casos de influenza suína e adoecer com sintomas similares aos da influenza, incluindo febre, dores no corpo, coriza, garganta inflamada, náuseas ou vômitos ou diarréia, você deve entrar em contato com seu médico, particularmente se estiver preocupado com tais sintomas. Seu médico vai determinar se são necessários testes ou tratamentos para influenza.

Se você estiver doente, deve ficar em casa e evitar ao máximo possível o contato com outras pessoas, para evitar transmitir sua doença para os outros.

Se você adoecer e tiver qualquer um dos seguintes sinais de alerta, procure serviços médicos de emergência.

Em crianças, os sinais de alerta que necessitam de urgente atenção médica são os seguintes:

  • Respiração acelerada ou difícil
  • Coloração azulada da pele
  • Não ingerir líquidos em quantidade suficiente
  • Não acordar ou não interagir
  • Estar tão irritada que não quer ser carregada ao colo
  • Sintomas similares aos da influenza melhoram, porém retornam com febre e piora da tosse
  • Febre com manchas vermelhas

Em adultos, os sinais de alerta que exigem urgente atenção médica são os seguintes:

  • Dificuldade em respirar ou falta de ar
  • Dor ou pressão no peito ou no abdômen
  • Tontura repentina
  • Confusão mental
  • Vômitos intensos ou persistentes.

A Influenza A/H1N1 é grave?

Como a influenza sazonal, a gripe suína nos seres humanos pode variar em intensidade de branda a grave. De 2005 até janeiro de 2009, 12 casos humanos da gripe suína foram detectados nos Estados Unidos, sem registro de ocorrência de óbitos. A infecção pela gripe suína, porém, pode ser grave. Em setembro de 1988, em Wisconsin, uma grávida de 32 anos, que até então estava saudável, foi internada por causa de pneumonia, depois de ter contraído a gripe suína, e morreu oito dias depois. Em um surto de gripe suína ocorrido em Fort Dix , Nova Jersey, em 1976, houve mais de 200 casos, com a forma grave da doença sendo registrada em muitas pessoas e causando uma morte.

Eu posso pegar a gripe ingerindo ou preparando carne de porco?

Não. Os vírus da influenza suína não se transmitem pela comida. Você não vai contrair a gripe ingerindo carne de porco ou seus derivados. É seguro consumir carne de porco e seus derivados, desde que adequadamente manuseados e cozidos.

Informações disponíveis em http://www.cdc.gov/swineflu/swineflu_you.htm

Novo método de cirurgia sem sangue chega na Região Sul


Novo método de cirurgia sem sangue chega na Região Sul

Criciúma - O Hospital São José em busca de seu aperfeiçoamento e melhorias na sua tecnologia, visando, além do atendimento mais humano e de qualidade, está adquirindo um equipamento de recuperação de sangue. Como já se sabe nas cirurgias, principalmente nas de grande porte, como a cirurgia cardíaca, ocorre uma grande perda de sangue e necessidade de transfusões. Para isso, atualmente existe uma máquina italiana chamada Cell Saver, ou seja, “Salvadora de Células”. Ela suga todo o sangue perdido durante uma cirurgia, separa suas impurezas e o prepara para ser administrado ao paciente. Isso significa que o paciente pode ter todo o seu sangue recuperado. Desta forma não existe a possibilidade de riscos das transfusões e se respeita a ideologia de todas as crenças.

Neste mês de agosto, a equipe de Cirurgia Cardíaca do Hospital São José, realizou uma cirurgia na instituição, utilizando este novo equipamento, cuja a cirurgia teve duração de oito horas. Segundo o médico e responsável pelas Cirurgias Cardíacas, Ricardo Choma, o paciente não precisou de nenhuma bolsa de hemáceas. “Sem a máquina haveria a perda de 1000 mililitros de sangue, com a necessidade de transfundirmos três ou quatro bolsas de sangue. Os resultados da cirurgia sem a necessidade de transfusões são fantásticos, com menor tempo de internação e riscos”, ressaltou o cirurgião cardíaco.

Nesta linha de tratamento o grupo está desenvolvendo o CM&CSS (Centro Médico e Cirurgia Sem Sangue), que é um hospital com pensamento e procedimentos voltados a terapia médica sem utilização de sangue e seus derivados. Em primeiro encontro, o CM&CSS, apresentou para a equipe de cirurgia do Hospital, material científico para embasamento deste trabalho. Todo o processo é apoiado pela COLI (Comissão de Ligação com Hospitais para Testemunhas de Jeová). “Recebemos todo o material científico e estamos implantado as rotinas com um grupo composto por médicos, bioquímicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiras, técnicos de enfermagem . Neste protocolo de implantação, consta a aquisição de equipamentos, mudanças de rotinas, utilização de medicação especial e principalmente na conscientização de que é possível realizar cirurgias sem utilização de sangue. Neste ponto o Cell Saver é fundamental”, conclui Choma.



Cirurgiões adotam técnica inédita para operar o crânio de bebê

Revista Época -abrindo a cabeça
cirurgiões adotam técnica inédita para operar o crânio de bebê

O fundamentalismo religioso, quem diria, impulsionou o progresso da Ciência. Uma equipe da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) adotou uma técnica inédita no Brasil para tratar uma malformação rara no crânio de uma criança. Seus pais, testemunhas de Jeová, não permitiam que o filho fosse tratado pela técnica cirúrgica convencional (bastante eficaz e segura) porque a religião não admite transfusões de sangue. O menino, Pedro Henrique das Mercês, nasceu com craniostenose. A doença causa o fechamento precoce de uma ou mais suturas do crânio. Essas fendas no osso permitem a expansão uniforme do cérebro na fase de crescimento do bebê e só se fecham completamente aos 16 anos. As vítimas da craniostenose acabam tendo deformações na cabeça, que podem levar até a retardo mental.

“Os médicos diziam que, sem receber sangue, meu filho estava condenado à morte”

WALTER DAS MERCÊS,
pai de Pedro Henrique

Ainda na maternidade o pediatra percebeu que algo poderia estar errado com Pedro. A cabeça do menino era achatada, a testa e a nuca proeminentes. Uma radiografia revelou a doença. Quanto mais nova a criança, menor a deformação da cabeça e mais eficiente o resultado da cirurgia. Mas o choque entre a solução apontada pela Ciência e a crença dos pais do menino criou um dilema. “Conversei com mais de 12 médicos e eles eram categóricos em dizer que, sem sangue, meu filho morreria na mesa de cirurgia”, conta Walter Pereira das Mercês. “Mas eu preferia que meu filho morresse a receber sangue de outra pessoa”, diz.

Diante do impasse, o neurocirurgião pediátrico Sérgio Cavalheiro decidiu usar um endoscópio, aparelho cilíndrico que contém uma câmera de vídeo e permite manusear instrumentos cirúrgicos sem abrir toda a calota craniana durante a cirurgia (leia o quadro abaixo). Bastou fazer um corte de 6,5 centímetros no couro cabeludo da criança e introduzir o endoscópio entre a pele e o crânio. Com a técnica menos invasiva, Pedro não precisou receber sangue. Também não foi necessário aplicar um dreno na cabeça. O bebê ficou apenas um dia na UTI do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. O método convencional exige em média três dias. Dois meses após a operação Pedro é uma criança saudável. “A técnica cirúrgica convencional continua boa. Mas deverá gradualmente ser substituída pela operação com o endoscópio”, diz Cavalheiro.