quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dispositivo 3D auxilia tratamento de doença neurológica infantil

Dispositivo 3D auxilia tratamento de doença neurológica infantil Técnica permite que crianças com transtorno do desenvolvimento da coordenação melhorem suas habilidades motoras.
Pesquisadores da Universidade de Indiana, nos EUA, propuseram um tratamento inovador para o transtorno do desenvolvimento da coordenação (DCD) , doença neurológica potencialmente debilitante em que o desenvolvimento das habilidades motoras de uma criança é prejudicado. A abordagem consiste em um dispositivo de realidade virtual 3D que permite que as crianças com DCD melhorem suas habilidades motoras, traçando um caminho virtual tridimensional. DCD atinge cerca de um em cada 20 crianças, principalmente meninos, e frequentemente ocorre junto com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtornos do espectro do autismo e outras condições conhecidas. Como TDAH, DCD tem impacto acadêmico, social e emocional amplo. Ela pode afetar gravemente a capacidade de ortografia, leitura e escrita, e também pode levar a problemas com autoestima, obesidade e lesões. A gravidade da doença varia e, como explicam os pesquisadores, ela é às vezes chamada de "distúrbio oculto" por causa da maneira como os casos mais leves escondidos por estratégias de enfrentamento, como o uso de computadores para evitar tarefas de escrita, e vestir camisas sem botões, ou sapatos sem cadarços. O trabalho foi publicado na revista Journal of Child Neurology. A equipe, liderada por Geoffrey Bingham, recrutou dois grupos de crianças com idades entre 7 e 8 anos com e sem a condição. Os pesquisadores treinaram as crianças ao longo de um período de cinco a seis semanas, um dia por semana durante 20 minutos a uma hora. A chave para o treinamento foi uma tecnologia exclusiva: o dispositivo de realidade virtual tridimensional, o PHANTOM Omni, desenvolvidos para a visualização de nós por topólogos, que estudam formas geométricas no espaço. Segurando uma caneta ligada a um robô, os participantes do estudo desenvolveram suas habilidades motoras participando de um jogo em que tinham que traçar um caminho virtual tridimensional no ar, representado visualmente em uma tela de computador. Forças como a de atração magnética e de atrito podem ser aplicadas no caminho e ajustadas para que os participantes realmente possam sentir que uma superfície mudou conforme os parâmetros foram alterados. O estudo comparou a evolução dos dois grupos em um jogo tridimensional de rastreamento. A tarefa era empurrar um peixe colorido ao longo de um caminho visível na tela de um computador a partir do local de partida ao ponto de chegada enquanto corriam contra um peixe concorrente. O treinamento começou com um nível mais alto de atração magnética, um concorrente mais lento e um caminho mais curto. O objetivo do treinamento foi permitir que as crianças progredissem em seu próprio ritmo através das diferentes combinações e níveis de atração, caminhos e concorrentes. A tecnologia permite que as crianças produzam um movimento inicial e melhorem suas habilidades por meio da repetição. A tecnologia deu tanto o apoio necessário para produzir o movimento, bem como a flexibilidade para permitir que crianças ativamente gerem o movimento. A equipe acredita que a tecnologia pode ser amplamente acessível e pode ser usada sem um terapeuta, além de ser portátil o suficiente para ser colocado em clínicas, salas de aula ou em casa. Ele também pode ser ajustado para atender às necessidades de crianças como todos os graus de gravidade de DCD. Fonte: Isaude.net

Mensagens negativas têm pouco impacto sobre o cérebro de dependentes

Mensagens negativas têm pouco impacto sobre o cérebro de dependentes Descoberta tem potencial para ajudar a direcionar políticas de saúde pública para reduzir ou impedir o abuso de drogas e álcool.
Pesquisadores da Universidade de Indiana, nos EUA, descobriram que mensagens negativas são menos eficazes para pessoas que fazem uso abusivo de álcool e drogas. A descoberta pode ajudar a guiar políticas de saúde pública para impedir o abuso de drogas e álcool ou dissuadir as pessoas de se envolverem em comportamentos de risco. "Os resultados são um tanto irônicos, porque muitos anúncios de serviço público dizem "Drogas são ruins para você", "Basta dizer não", ou "Este é o seu cérebro em drogas" mostrando uma imagem de ovos fritos. O que estamos vendo é que as mensagens negativas não estão tendo o mesmo impacto sobre o cérebro", afirma o principal investigador Joshua Brown. A pesquisa foi publicada no Psychology of Addictive Behaviors. Utilizando técnicas de neuroimagem, os pesquisadores examinaram o impacto de diferentes mensagens sobre os cérebros de indivíduos dependentes de substância e comparou-o com seus efeitos sobre pessoas não dependentes. Eles também procuraram determinar onde está o problema no circuito cérebro, mensagem e comportamento. Eles sugeriram que talvez o cérebro de pessoas dependentes de substâncias é sensível ao risco, mas o conhecimento não orienta seu comportamento. Ou talvez dependentes percebam as mensagens de forma diferente em primeiro lugar. Para responder a estas questões, os participantes participaram de um jogo virtual, o Iowa Gambling Task, frequentemente utilizado em estudos psicológicos sobre tomada de decisão. Quatro baralhos de cartas aparecem em uma tela, e os participantes são informados de que vão ganhar ou perder dinheiro, escolhendo certos baralhos. O grupo dependente da substância mostrou menos atividade no cérebro em resposta à mensagens negativas de que um baralho certo levaria a perdas. As mensagens negativas também levaram decisões piores e significativamente mais arriscadas do grupo de dependentes de substâncias tóxicas do que no grupo de não usuários. Os resultados sugerem que o nível de atividade cerebral em regiões do cérebro que avaliam o risco é menor em indivíduos dependentes de substância do que aqueles que não usam drogas ou álcool. Os dois grupos analisados processam as mensagens de forma diferente, particularmente aquelas mensagens que enfatizam a perda ou redução de perspectivas de ganho. A pesquisa contribui para um crescente corpo de evidências que analisam o impacto de determinados tipos de mensagens sobre os mecanismos neurais envolvidos na tomada de decisões arriscadas. Segundo Brown, ainda não pode dizer se as mensagens positivas são mais eficazes para reduzir o uso de drogas porque sua experiência envolveu decisões sobre o dinheiro em vez de drogas. Eles estão trabalhando nisso, porém, estão apenas começando a ver como as pessoas tomam decisões com relação às drogas. Fonte: Isaude.net
Equipe identifica proteína essencial para diferenciação sexual em embriões Pesquisa lança luz sobre a rede genética que controla como os embriões se desenvolvem em machos ou fêmeas.
Cientistas da Johannes Gutenberg University Mainz, na Alemanha, identificaram uma proteína essencial para o início do desenvolvimento de órgãos sexuais masculinos. A pesquisa revela uma nova cascata de sinalização que atua no início do desenvolvimento para determinar as gônadas em machos e lança luz sobre a rede genética que controla como os embriões se desenvolvem em machos ou fêmeas. A equipe, liderada por Christof Niehrs descobriu que a deleção do gene Gadd45g resulta em camundongos machos com genitália externa que são indistinguíveis das de camundongos fêmeas. Além disso, os órgãos internos de reprodução dos ratos mutantes do sexo masculino são semelhantes aos das fêmeas, o que indica a ocorrência de inversão sexual completa. "Ao produzir ratos com mutações em Gadd45g, ficamos intrigados por que vimos apenas fêmeas, até que descobrimos que algumas dessas fêmeas, na verdade, carregavam um cromossomo Y", afirma Niehrs. Os investigadores mostraram ainda que Gadd45g exerce o seu efeito através da regulação de uma cascata de sinalização que controla o gene Sry, regulador mestre do desenvolvimento sexual masculino. Segundo os pesquisadores, este estudo não só identifica um novo papel para Gadd45g, mas sugere ainda uma nova via de sinalização que pode ter importantes implicações para a pesquisa sobre transtornos do desenvolvimento sexual. Para os órgãos sexuais masculinos se desenvolverem corretamente, é essencial que o gene Sry seja expresso em níveis elevados em um período muito estreito de tempo no embrião. Niehrs e seus colegas mostraram que Gadd45g é expresso em um padrão muito semelhante ao de Sry. O gene Gadd45g está ativo, no entanto, um pouco antes de Sry ser ligado. É importante notar que em ratinhos sem Gadd45g, o gene Sry não é expresso corretamente. Isto indica que Gadd45g controla a expressão desse regulador principal e, por sua vez, o desenvolvimento do sexo masculino. Os cientistas também sugerem um possível mecanismo através do qual Gadd45g regula Sry. Eles acreditam que Gadd45g liga e ativa as principais proteínas sinalizadoras, como p38, que ativam o fator de transcrição Gata4. Quando ativo, este fator se liga e ativa o gene SRY. A pesquisa foi publicada na revista Developmental Cell. Fonte: Isaude.net

SUS vai gastar R$ 63,5 bi com assistência ambulatorial da população em 2030

SUS vai gastar R$ 63,5 bi com assistência ambulatorial da população em 2030 Projeção é baseada no envelhecimento da população, com o consequente crescimento na utilização do sistema único de saúde.
Os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com assistência ambulatorial como consultas e exames diagnósticos e internação hospitalar podem atingir, em 2030, R$ 63,5 bilhões, uma elevação de quase 149% em relação aos R$ 25,5 bilhões gastos em 2010. A estimativa foi divulgada, nesta terça-feira (27), pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess). De acordo com o instituto, a projeção é baseada no aumento e envelhecimento da população brasileira, com o consequente crescimento na utilização do sistema de saúde e nos gastos de atendimento. Segundo o Iess, em 2010, o Brasil contava com 190,8 milhões de habitantes, dos quais 11% de idosos (a partir de 60 anos de idade). Para 2030, a estimativa é que o total de idosos atinja 40,5 milhões, ou 19% da população, prevista para 216,4 milhões. As despesas com internação de idosos, por exemplo, podem atingir R$ 14,3 bilhões em 2030, valor 4,7 vezes superior ao registrado em 2010. " Apenas com o impacto do aumento e envelhecimento da população, os gastos com serviços ambulatoriais e hospitalares seriam de R$ 35,8 bilhões em 2030. Considerando, ainda, o crescimento das taxas de utilização do SUS e dos gastos médios por atendimento, projeta-se o cenário mais realista, no qual as despesas atingirão R$ 63,5 bilhões" , conforme trecho do relatório. O Iess questiona ainda se o país terá orçamento suficiente para arcar com as despesas da saúde. Com um crescimento de 2% ao ano, o orçamento do SUS, segundo o instituto, será de R$ 37,9 bilhões em 2030. " Em um cenário otimista, de crescimento do PIB de 4% ao ano, o orçamento do SUS ficaria em R$ 56 bilhões" , inferior aos R$ 63,5 bilhões estimados para as despesas hospitalares e ambulatoriais. A assistência ambulatorial compreende procedimentos realizados por profissionais de saúde no âmbito do ambulatório, sem necessidade de internação hospitalar, como consultas, exames diagnósticos, terapias e procedimentos clínicos e cirúrgicos. Com informações da Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram como uma toxina encontrada em pacientes com Alzheimer pode causar depressão.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram como uma toxina encontrada em pacientes com Alzheimer pode causar depressão.
O estudo revela que oligômeros presentes no cérebro de pessoas com Alzheimer e ligados a perda de memória também provocam sintomas depressivos. A pesquisa, liderada por Sérgio T. Ferreira, foi publicada na revista Molecular Psychiatry. A depressão é um dos sintomas psiquiátricos mais comuns na doença de Alzheimer e evidências sugerem que o transtorno depressivo maior aumenta o risco dessa doença neurológica, no entanto, até o momento, os mecanismos moleculares subjacentes à associação entre a depressão clínica e Alzheimer ainda não eram claros. Oligômeros solúveis do peptídeo beta-amiloide (AßOs), ou oligômeros de Abeta, se acumulam nos cérebros de pacientes com Alzheimer e são cada vez mais reconhecidos como as neurotoxinas responsáveis pela falha de sinapse e déficits de memória característicos do Alzheimer. A equipe decidiu investigar se os AßOs podem estar mecanicamente ligados a mudanças comportamentais no Alzheimer. A fim de testar esta hipótese, eles injetaram uma única dose da toxina em ratos que foram posteriormente avaliados em três tipos de testes utilizados para diagnosticar casos de depressão em roedores. Os animais foram avaliados em dois períodos distintos: durante as primeiras 24 horas após a aplicação da toxina e oito dias depois da injeção dos oligômeros. Em comparação com ratinhos injetados com um placebo, os camundongos que receberam AßOs exibiram um aumento significativo nos sintomas depressivos. Os resultados mostraram que os animais com Alzheimer e sintomas depressivos que foram tratados com o medicamento antidepressivo fluoxetina apresentaram melhoras na perda de memória e nas alterações do humor. Como o déficit de memória é o principal sintoma clínico do Alzheimer, a equipe investigou o impacto dos AßOs na memória dos camundongos usando a tarefa de reconhecimento do objeto. Os resultados mostraram que 24 h após a injeção, os camundongos tratados com AßO gastaram quantias iguais de tempo explorando tanto objetos antigos (familiares) quanto novos, indicando déficit claro na memória de reconhecimento, enquanto os animais que receberam placebos exibiram preferência pelo objeto novo. O tratamento com a fluoxetina também impediu o déficit de memória induzido por AßOs. Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que AßOs têm um impacto agudo na aprendizagem, memória e humor em camundongos, e que o tratamento com fluoxetina impediu tanto o comprometimento cognitivo quanto o comportamento depressivo induzido por AßOs. Resposta inflamatória As ações benéficas da fluoxetina foram parcialmente atribuídas ao seu efeito anti-inflamatório. Isso levou os pesquisadores a perguntar se AßOs desencadearam uma resposta inflamatória no cérebro dos ratos. Eles então analisaram os cérebros dos animais para os níveis de citocinas pró-inflamatórias após a injeção de AßOs ou placebo. Animais injetados com a toxina mostraram níveis cerebrais significativamente elevados de interleucina-1ß e a-fator de necrose tumoral em comparação com animais injetados com o placebo. Os resultados mostraram que AßOs ligam problemas de memória e comportamento depressivo em camundongos. De acordo com os cientistas, isso fornece evidências clínicas que associam o Alzheimer com o transtorno depressivo. Fonte: Isaude.net

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O livre arbítrio do paciente e as diretivas antecipadas de vontade

O livre arbítrio do paciente e as diretivas antecipadas de vontade Décio Policastro, conselheiro e membro da Comissão de Estudos de Ética Profissional do Instituto dos Advogados de São Paulo.
A autonomia do indivíduo de submeter-se ou não a tratamentos médicos não é novidade. Sua autodeterminação e o livre direito de escolha são reconhecidos nas leis civis e no Código de Ética Médica. Portanto devem ser respeitados. Tanto é assim que o Código Civil e o Código de Ética Médica não permitem desrespeitar o livre arbítrio da pessoa de decidir sobre procedimentos a serem realizados em seu corpo bem como a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas. Partindo dos comentários acima, vê-se que o absolutamente capaz, apto a praticar os atos da vida civil, doente ou não doente, pode deixar orientações a respeito de condutas futuras, porquanto não há impedimento médico em acatá-las. Diretivas antecipadas de vontade, por conseguinte, são instruções deixadas pela pessoa acerca de tratamentos e não tratamentos que deseja ser submetida, caso acometida de enfermidade fora das possibilidades terapêuticas que a faça, mesmo temporariamente, inconsciente ou incapaz de expressar a vontade quando chegar ao final dos seus dias. Podem ser feitas em documento particular ou público, revogadas ou modificadas em qualquer momento, ainda que verbalmente, apenas por quem as produziu; não podem ser contestadas por familiares e independem de serem levadas a registro público. A expressão " testamento vital" , embora não sendo das mais felizes, possui igual significado de disposições ou diretivas antecipadas de vontade, consideradas mais corretas. Encontrando-se o doente terminal em estado de inconsciência, a conduta médica regrar-se-á na vontade manifestada previamente pelo enfermo de alguma forma ou na da família ou, então, se não houver ninguém, no próprio julgamento científico e humanitário do profissional que poderá decidir o melhor para o doente. Em nosso país, embora com manifestações favoráveis admitindo a validade de instruções dessa natureza, não há lei dispondo sobre o assunto, de modo que não sendo obrigatório acatá-las, seu cumprimento no meio médico dependerá dos familiares ou de quem tiver sido indicado pelo enfermo para representá-lo. Entretanto, a tendência é admiti-las como válidas. Veja-se como exemplo o Enunciado 527 aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça na V Jornada de Direito Civil: "É válida a declaração de vontade expressa em documento autêntico, também chamado " testamento vital" , em que a pessoa estabelece disposições sobre o tipo de tratamento de saúde, ou não tratamento, que deseja no caso de se encontrar sem condições de manifestar a sua vontade." Sempre atento à liberdade de decisão do paciente e enfatizando que os avanços científicos têm de ser empregados de forma adequada, sem exageros e sem deificar a tecnologia, de modo a evitar condutas que apenas prolongam a vida sem benefício algum, o Conselho Federal de Medicina, em boa hora, editou a Resolução CFM n. 1.995/2012 dispondo sobre as diretivas antecipadas de vontade dos pacientes. A resolução, ao tempo em que dá mais conforto para o médico agir, possibilita a ele estabelecer com o doente os limites terapêuticos. Define as diretivas como o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pela pessoa, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar livre e autonomamente sua vontade. Acentua que o médico deve registrá-las no prontuário quando lhes forem comunicadas diretamente pelo paciente e dispõe que prevalecerão sobre qualquer parecer não médico, inclusive sobre os desejos dos familiares e terceiros acatando-as, porém, desde que de acordo com os ditames do Código de Ética Médica. Inexistindo determinações do paciente, na falta de familiares ou de consenso entre eles e nem havendo representante designado pelo doente para falar em seu nome, se surgirem conflitos éticos o médico, caso entender necessário e conveniente, recorrerá ao Comitê de Bioética da instituição onde estiver atendendo o enfermo ou à Comissão de Ética Médica do hospital ou, então, ao Conselho Regional e Federal de Medicina. Enfim, os familiares juntamente com o médico decidirão se cumprirão ou não o desejo da pessoa. Quando possível, devem respeitá-lo sem, contudo, irem além dos limites éticos e legais. Fonte: CFM

Descoberto o processo de metástase do câncer de estômago

Descoberto o processo de metástase do câncer de estômago Proteína que impede a proliferação de células cancerosas tem sua produção comprometida no câncer gástrico.
Cientistas da Universidade de Liverpool descobriram que a produção de uma proteína que impede o crescimento e disseminação de células cancerígenas é comprometida em pacientes com câncer de estômago. A descoberta pode contribuir para futuras terapias contra este tipo de câncer, segunda maior causa de mortes entre as doenças malignas em todo mundo, restaurando as funções da proteína chamada TGFâig-h3. A TGFâig-h3 é liberada por células chamadas miofibroblastos, parte integrante do tecido que reveste as células cancerosas. O ambiente de miofibroblastos, vasos sanguíneos e outros tipos de células, permite que o câncer sobreviva, podendo chegar a significar 90% da massa total do tumor. Os cientistas na Liverpool descobriram que, em tumores com câncer gástrico avançado, os miofibroblastos diminuem a libertação da proteína que normalmente inibe o crescimento e propagação da doença. De acordo com a professora Andrea Varro, do University' s Institute of Translational Medicine, "esta proteína normalmente atua como uma âncora para vincular outras células de proteínas aos ambientes vizinhos onde as células cancerosas se desenvolveram. Isso nos possibilita um excelente alvo para o tratamento, já que as células do câncer ficam concentradas. O problema é que, em estádios avançados da doença, os efeitos desta proteína são diminuídos, aumentando o risco de que a doença se espalhe para outras partes do corpo. Fonte: Isaude.net

Tecnologia 4D revela que fetos saudáveis são capazes de bocejar

Pesquisa sugere que bocejo é processo de desenvolvimento que poderia ser usado pelos médicos como índice de saúde de um feto.
Os seres humanos adquirem a capacidade de bocejar ainda no útero da mãe. É o que indica estudo realizado por pesquisadores das universidades de Durham e Lancaster, no Reino Unido. A pesquisa sugere que o bocejo é um processo de desenvolvimento que poderia ser usado pelos médicos como um índice de saúde de um feto. O estudo foi publicado na revista PLoS ONE. O trabalho foi realizado em oito fetos do sexo feminino e sete fetos do sexo masculino entre as semanas 24 e 36 de gestação. A equipe, liderada por Nadja Reissland avaliou os fetos por meio da tecnologia 4D, um tipo de ultrassom que permite ver detalhes tridimensionais dos fetos em tempo real. Usando seus critérios recém-desenvolvidos, a equipe de pesquisa descobriu que mais da metade das aberturas de boca observadas no estudo foram classificadas como bocejos. Enquanto alguns pesquisadores sugeriram que os fetos bocejam, outros discordam e afirmam que é a abertura da boca simples. No entanto, a equipe afirma que o exame 4D distingue claramente o 'bocejo' de 'abertura de boca aleatória' , com base na duração da abertura. Embora a função e a importância do bocejo ainda sejam desconhecidas, os resultados do estudo sugerem que o bocejo pode estar ligado ao desenvolvimento fetal, e, como tal, poderia fornecer mais uma indicação da saúde do feto para os médicos. "Os resultados deste estudo demonstram que o bocejo pode ser observado em fetos saudáveis. Nosso estudo longitudinal mostra que o bocejo diminui com o aumento da idade fetal. Ao contrário de nós, os fetos não bocejam de forma contagiosa, nem bocejam porque estão sonolentos. Em vez disso, a frequência dos bocejos no útero pode ser ligada ao amadurecimento do cérebro no início da gestação", afirma Reissland. Ela acrescenta que o bocejo pode estar relacionado com a maturação do sistema nervoso central, mas mais pesquisas envolvendo a mãe e o feto ainda são necessárias para examinar esta teoria. Fonte: Isaude.net

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Composto presente na uva torna tumores de próstata mais sensíveis à radioterapia

Composto presente na uva torna tumores de próstata mais sensíveis à radioterapia Resveratrol aumenta chances de recuperação completa de todos os tipos de câncer de próstata, incluindo tumores agressivos
Pesquisadores da Universidade de Missouri, nos EUA, descobriram que o resveratrol, composto encontrado na casca da uva e no vinho tinto pode tornar as células tumorais da próstata mais suscetíveis ao tratamento de radiação. A pesquisa revela que o consumo da substância aumenta as chances de uma recuperação completa de todos os tipos de câncer de próstata, incluindo tumores agressivos. "Outros estudos observaram que o resveratrol torna as células tumorais mais sensíveis à quimioterapia, e queríamos ver se tinha o mesmo efeito para a terapia de radiação. Verificamos que, quando expostos ao composto, as células tumorais são mais susceptíveis à radioterapia", afirma o pesquisador Michael Nicholl. Células tumorais da próstata contêm níveis muito baixos de duas proteínas, perforina e granzima B, que podem funcionar em conjunto para matar as células. No entanto, ambas as proteínas têm de ser altamente "expressas" para matar as células tumorais. No estudo atual, quando Nicholl introduziu resveratrol nas células de tumor da próstata, a atividade das duas proteínas aumentou consideravelmente. Após o tratamento com radiação, os pesquisadores descobriram que até 97% das células tumorais morreram, porcentagem muito mais elevada do que o tratamento com a radiação sozinha. "É crítico que ambas as proteínas, perforina e granzima B, estejam presentes a fim de matar as células tumorais, e verificamos que o resveratrol ajudou a aumentar a atividade das mesmas em células de tumor da próstata. Após o tratamento com radiação fomos capazes de matar muitas células tumorais. É importante notar que a abordagem matou todos os tipos de células de tumor da próstata, incluindo células de tumor agressivo", afirma Nicholl. Resveratrol está presente na casca da uva e no vinho tinto. No entanto, a dosagem necessária para ter um efeito sobre as células tumorais é tão grande que muitas pessoas experimentam efeitos secundários desconfortáveis. "Não precisamos de uma grande dose no local do tumor, mas o corpo processa este composto de forma tão eficiente que uma pessoa tem de ingerir uma grande quantidade de resveratrol para ter certeza suficiente de que ele chegue ao tumor. Devido a esse desafio, temos de olhar para métodos de entrega diferentes para que este composto seja eficaz. Ele é muito atraente como um agente terapêutico, uma vez que é natural e é altamente consumido", destaca Nicholl. O próximo passo da equipe será testar o procedimento em um modelo animal antes que quaisquer ensaios clínicos possam ser iniciados. Fonte: Isaude.net

Dispositivo utiliza 'tentáculos' de DNA para caçar células tumorais circulantes

Dispositivo utiliza 'tentáculos' de DNA para caçar células tumorais circulantes Tecnologia vai permitir que médicos acompanhem pacientes com câncer para determinar a eficácia dos tratamentos
Equipe de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, nos EUA, criou um novo dispositivo microfluídico capaz de isolar células tumorais circulantes (CTCs) para detecção e monitoramento do câncer. Inspirada pelos tentáculos de uma água-viva, a equipe revestiu um canal microfluídico com longas cadeias de DNA que agarram as proteínas específicas encontradas nas superfícies das células de leucemia conforme elas fluem pelo corpo. Usando esta estratégia, eles alcançaram taxas de fluxo 10 vezes mais elevadas do que os dispositivos existentes, rápido o suficiente para tornar os sistemas práticos para utilização clínica. A equipe acredita que usando esta tecnologia, os médicos poderão acompanhar os pacientes com câncer para determinar se o tratamento está funcionando. "Se você tivesse um teste rápido que pode dizer se há mais ou menos destas células ao longo do tempo, isso iria ajudar a monitorar a progressão do tratamento e a progressão da doença", afirma o pesquisador Jeff Karp. Este tipo de dispositivo pode também permitir tratamentos personalizados. Uma vez que as células são isoladas de um paciente, os médicos podem testar drogas diferentes sobre elas para determinar quais são mais eficazes. Tentáculos de DNA O número de CTCs encontrado em um mililitro de sangue de um paciente em particular pode variar de apenas alguns para milhares. Para isolar as células raras, os investigadores têm tentado construir canais microfluídicos pontilhados com anticorpos específicos para a proteína encontrada nas células-alvo. No entanto, com essa abordagem, a captura de células pelos anticorpos é lenta. Para ampliar o alcance das moléculas de captura, Karp e seus colegas imitaram os tentáculos da água-viva, criando longas fitas repetitivas de sequências de DNA. Essas sequências, conhecidas como aptâmeros, atacam uma proteína encontrada em grande número nas células de leucemia. As cadeias de DNA são ligadas a um microcanal com um padrão em ziguezague. Essas nervuras fazem com que o sangue gire à medida que flui através do canal, aumentando as possibilidades de que células individuais entrem em contato com os tentáculos. Isto permite que os pesquisadores aumentem a taxa de fluxo sanguíneo. "Normalmente, o que acontece com altas taxas de fluxo são as células realmente não chegarem perto da superfície, e isso atrapalha a captura das células-alvo. No entanto, a combinação destes sulcos em ziguezague para misturar a solução e colocar as células em contato com superfícies permite taxas de captura muito elevadas", observa o pesquisador Rohit Karnik. As taxas de fluxo do novo dispositivo são 10 vezes maiores do que as relatadas para os dispositivos anteriores, e o sistema pode capturar 60 a 80% das células alvo. No atual modelo, a taxa de fluxo é de um mililitro por hora. Ao tornar o dispositivo maior, os pesquisadores dizem que podem aumentar a taxa de fluxo para 100 mililitros de sangue por hora, rápido o suficiente para processar rapidamente 10 a 20 mililitros de amostras que seriam necessárias para obter uma contagem CTC precisa de um doente individual. Uma vez que os "tentáculos" são feitos de DNA, eles podem ser facilmente abertos com enzimas, liberando as células capturadas para análise posterior. A equipe afirma que esta tecnologia é uma alternativa interessante para as abordagens existentes para capturar células raras, acrescentando que são necessários mais testes para validar sua utilidade. Os dispositivos de captura de CTCs podem oferecer uma alternativa à análise da medula óssea para determinar se o tratamento do câncer está funcionando em um paciente com leucemia, por exemplo. A equipe está atualmente adaptando as cadeias de DNA para reconhecer outras moléculas, tais como os receptores encontrados na superfície das células deslocadas de tumores sólidos. Fonte: Isaude.net

domingo, 11 de novembro de 2012

Investindo em seu Desenvolvimento e sua Capacitação Profissional

Cuidar do planejamento e do desenvolvimento da carreira é uma obrigação do profissional preocupado com sua competitividade
Devido à crise financeira mundial, o mercado vem se tornando cada vez mais competitivo. Com o número de vagas sobrando em contraponto à quantidade de desempregados, os profissionais precisam se enquadrar às novas exigências impostas pela globalização, com foco no investimento contínuo em capacitação. Segundo Hamel & Prahalad, no livro Competindo pelo Futuro, o conceito de competitividade implica a “capacidade de chegar no futuro entre os primeiros”, com a exigência de enfrentar a concorrência e investir na construção de um lugar singular no mercado. Porém, mesmo diante desse cenário atual de redução de custos e de pessoal, há processos seletivos em que, por vezes, sobram vagas devido à escassez de candidatos que preencham o perfil traçado. A qualidade da mão de obra vem melhorando, mas ainda é um aspecto que preocupa. Isso só reforça a hipótese de que a empregabilidade depende, cada vez mais, de um investimento contínuo. E, embora seja necessário também um investimento financeiro (cursos de línguas, atualizações, capacitações, etc.), há outros que merecem destaque: de tempo, força de vontade, persistência e, acima de tudo, foco. Há um grande número de profissionais que reconhecem a necessidade de estar sempre buscando o seu desenvolvimento visando vencer a concorrência, mas ainda há os que acreditam que a iniciativa deve partir da empresa. E mais: que a empresa deve arcar com os custos da capacitação. Esse é um mito que merece ser desfeito. Embora haja empresas que se disponham a fazer tal investimento, vale ressaltar que essa iniciativa é um plus, e não uma obrigação. A razão é muito simples: por mais que a empresa ganhe com o aperfeiçoamento de sua equipe, o maior beneficiado é o profissional. Afinal, conhecimento e experiência são ganhos que cada um inevitavelmente carrega consigo aonde for. Ou seja: cuidar do próprio desenvolvimento é uma tarefa que cabe a cada um de nós, independentemente das oportunidades que venham, ou não, a surgir. De início, é sempre bom ter um planejamento de carreira. Cada profissão oferece um leque de opções, e, quanto mais direcionados os esforços, mais eficazes eles tendem a ser. Portanto, é preciso assumir uma posição ativa na construção do seu projeto profissional. Apenas quando estabelecemos um objetivo e, com base nele, planejamos nossas ações focadas no futuro, temos uma visão mais clara do que nos é oferecido. Isso significa identificar melhor o que de fato é uma oportunidade e o que constitui uma ameaça à carreira profissional. Dessa forma, desde o começo da formação, é importante o exercício do autoconhecimento: reconhecer as áreas e atividades com que se identifica; os pontos fortes, as habilidades e os talentos; o que precisa ser aperfeiçoado; e, principalmente, o que se deseja conquistar. É com base nisso que o profissional deve começar a planejar e investir na carreira. O segundo passo é ter a perseverança e autodisciplina para “fazer acontecer” o que foi planejado, o que exige acompanhamento permanente. E, por último, manter o foco, de modo a ter resultados mais sólidos e sustentáveis. É bom lembrar que todo investimento na carreira, se bem direcionado e aproveitado, é de fato um investimento, e não somente um custo. É preciso, desde cedo, ter uma visão de longo prazo para distinguir as duas coisas e fazer escolhas corretas, visando à melhor maneira para vencer a concorrência e conquistar um lugar no mercado de trabalho. Fonte: http://www.intero.com.br/blogdaagilis/blog/?p=496 Acessado em 01/03/2011 as 11:00.

Entenda como funciona o tratamento de câncer no Brasil

Enquanto na rede pública brasileira o paciente com câncer enfrenta uma longa espera por consultas, exames e pelo tratamento contra a doença, na rede privada é preciso lidar com a espera pela autorização dos convênios e com a falta de cobertura para remédios oncológicos.
Saiba como o paciente é encaminhado para o tratamento contra o câncer nos dois casos. Rede pública Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente deve ir até a unidade de saúde mais próxima de onde mora quando apresentar um sintoma ou queixa de saúde. Caso esta unidade não tenha condições de dar um atendimento para o caso, ele será encaminhado para um ambulatório de especialidades ou para um hospital. Lá, ele será visto por um médico especialista na área, que vai pedir exames para comprovar a existência do câncer. Segundo o oncologista Rafael Kaliks, do Instituto Oncoguia, este é o primeiro momento em que a pessoa pode enfrentar atrasos. “Os pedidos são frequentemente recusados por falta de médicos e horários. O paciente pode esperar meses até conseguir uma consulta”, diz. A depender da região onde está, o paciente pode ser encaminhado diretamente para um hospital ou clínica que seja uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), capacitada para tratar os tipos de câncer mais comuns no Brasil, ou para um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), que pode tratar qualquer tipo. Outra opção é que a pessoa seja encaminhada para um centro de excelência, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, ou o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Para ser aceito nestes locais, é preciso ter sido indicado por uma unidade que faça parte do sistema de referências do centro, que tem autorização para encaminhar pacientes para ele. Além disso, o paciente tem que apresentar os exames específicos que comprovem o câncer. Em seguida, o paciente é cadastrado e passa por uma nova triagem, que determinará se ele necessita de tratamento oncológico naquele local. No Inca e no Icesp, dois centros de referência no Brasil, o tempo de espera entre a triagem e a autorização para o início do tratamento chega a 30 dias, de acordo com os médicos. A partir deste momento, o paciente começa a espera por uma vaga para os tratamentos de radioterapia, quimioterapia e cirurgia, que pode ultrapassar os três meses. Rede privada Ao apresentar sintomas, a pessoa deve ir ao ambulatório de um hospital na rede de cobertura do seu plano ou marcar uma consulta com um médico dessa mesma rede. “Os convênios de saúde privados têm a obrigação de conseguir uma consulta para o paciente com câncer dentro do prazo de um mês. Por isso, caso não seja possível marcar com um ou mais médicos do plano dentro desse prazo, o paciente pode ligar para a empresa e exigir a consulta”, diz Rafael Kalilks. Após a consulta, o médico precisa pedir autorização para o convênio para realizar os exames. De um modo geral, a empresa tem até cinco dias úteis para autorizá-lo, mas esse prazo pode ser estendido por mais cinco dias caso a empresa peça “informações adicionais” ao médico. Depois dos exames, o convênio ainda precisará aprovar o tratamento indicado para o paciente. De acordo com o caso, o tratamento pode começar imediatamente depois da autorização ou em cerca de duas semanas. No entanto, o paciente da rede privada ainda pode ter que enfrentar problemas durante o tratamento com remédios prescritos pelo médico, segundo Kaliks. “Os convênios quase nunca cobrem a compra de medicamentos orais porque a ANS (Agência Nacional de Saúde) não exige que eles cubram. Mas cerca de 30% de todos os medicamentos do tratamento oncológico são por via oral, e esse número deve chegar a 80% nos próximos anos.” Caso não possa pagar pelos remédios, que chegam a custar R$ 15 mil por mês, o paciente pode entrar na Justiça contra o Estado brasileiro. Mas em geral, o processo dura menos de um mês e é favorável ao paciente. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111101_cancer_passoapasso_cc.shtml Acessado em 03/11/2011 as 10:52.
No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez, lembrado hoje (10), a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (Aborl-CCF) alerta que até 35% das perdas de audição ocorrem por causa da exposição aos sons intensos, como fones de ouvido em aparelhos de MP3 e ruídos no ambiente de trabalho. De acordo com a associação, a surdez causada pela exposição aos sons intensos vai acumulando ao longo dos anos.
O presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Distrito Federal, Diderot Parreira, alerta que a prevenção é " a melhor arma para a gente lutar contra a perda auditiva" . " A audição perdida não volta mais. Prevenir é a melhor opção," recomenda Parreira. Parreira aponta qual o volume ideal para ouvir música: " O volume adequado [no uso de fones de ouvido] é aquele que enquanto você está escutando uma música, uma notícia, você também escuta outra pessoa falando com você normalmente." " Provavelmente, vamos ter mais velhinhos com problemas de audição na nossa geração do que na anterior, dos nossos pais, justamente por causa da exposição a ruídos intensos," ressalta Parreira. O uso de fones que são inseridos no canal auditivo levam o som diretamente à membrana timpânica, sem nenhuma barreira de proteção às delicadas estruturas que compõem a orelha interna. Os fones tipo concha são os mais indicados pelos médicos, desde usados em uma intensidade sonora adequada, informa a associação. Com relação aos ruídos no trabalho, os trabalhadores da construção civil são os que correm maior risco de ter a audição comprometida. Os profissionais que atuam em aeroportos e, em alguns casos, motoristas de ônibus também são afetados. " Na nossa cidade [Brasília], os motores dos ônibus ficam na frente, próximo ao motorista, do lado direito dele. Imagina, ele fica horas e horas com aquele ruído, sem proteção nenhuma, já que no trânsito não se pode usar. Ele vai ter essa perda de audição" , explica Parreira. Chegando em casa, isso vai aflorar um pouquinho e pode fazer a pessoa ter diminuição de concentração, nervosismo, estresse, dificuldade pra dormir Para o presidente, uma boa opção para proteger a audição desses profissionais é retirar o motor dos ônibus do lado do motorista, como já é feito em algumas cidades brasileiras com leis nesse sentido. A poluição sonora também pode afetar a audição. De acordo com a associação, ruídos a partir de 85 decibéis (nível de pressão sonora), intensidade registrada em uma avenida movimentada, são prejudiciais. A orientação é não permanecer por mais de oito horas em ambientes com sons em torno de 85 decibéis. A partir de 95 decibéis, a permanência recomendada cai para duas horas, por exemplo, ambiente onde alguém está tocando piano bem alto. Parreira lembra que os ruídos do dia a dia também podem alterar o lado emocional das pessoas. " A parte emotiva da pessoa vai ficar alterada. Chegando em casa, isso vai aflorar um pouquinho e pode fazer a pessoa ter diminuição de concentração, nervosismo, estresse, dificuldade pra dormir. Tudo isso pode estar relacionado à poluição sonora que a gente vive no dia a dia." Fonte: AGÊNCIA BRASI

Beber leite na infância mantém desempenho físico até a terceira idade

Beber leite na infância mantém desempenho físico até a terceira idade Idosos que consumiram mais laticínios quando criança andavam mais rápido e eram menos prováveis de sofrer problemas com a balança.
Crianças que bebem leite regularmente na infância são fisicamente ativas até a terceira idade, de acordo com pesquisa realizada na Universidade de Bristol, no Reino Unido. O estudo revela que pessoas idosas que consumiram maiores quantidades de leite e laticínios na infância eram capazes de andar mais rápido e foram muito menos prováveis de sofrer problemas com a balança. Segundo os pesquisadores, os resultados são importantes porque o equilíbrio ruim aumenta o risco de fraturas na velhice. Estudos anteriores mostraram que o consumo de leite, queijo e outros produtos lácteos ajudam a construir ossos fortes, proporcionando doses necessárias de cálcio durante a infância. O objetivo da nova pesquisa era ver se os benefícios do consumo de leite no início da vida duravam até os anos posteriores. Eles recrutaram 400 homens e mulheres com idade a partir de 60 e os acompanharam até o final dos anos 80. Todos tinham tomado parte em um estudo que teve início na década de 1930 para analisar o efeito da dieta e estilo de vida em saúde em longo prazo. Como parte do estudo, os voluntários, que eram crianças no início do estudo, foram rastreados para o consumo de leite e derivados. Para testar se isso teve algum impacto sobre a saúde na terceira idade, os voluntários foram testados para suas velocidades de caminhada e seu equilíbrio. Os resultados mostraram que aqueles que consumiram muito leite tinham andar 5% mais rápido do que aqueles que bebiam pouco ou nenhum leite. Eles também eram 25% menos propensos a ter problemas de equilíbrio. "Este é o primeiro estudo a mostrar associações positivas da ingestão de leite na infância com o desempenho físico na velhice", concluem os pesquisadores. Fonte: Isaude.net

Pneumonia é a doença que mais mata crianças menores de cinco anos

Pneumonia é a doença que mais mata crianças menores de cinco anos Maior causa de internações no Brasil, com 900 mil casos registrados por ano, principais vítimas são crianças e idosos.
A pneumonia figura entre as doenças que mais matam no mundo. Responsável por 18% dos óbitos infantis, a doença é o primeiro agente de morte entre as crianças menores de cinco anos. No Brasil, as pneumonias são a maior causa de internações, com números que chegam a 900 mil por ano. As vítimas são principalmente crianças e idosos. Para alertar sobre a doença, o Dia Mundial da Pneumonia será lembrado nesta segunda-feira (12). Ocasionadas por bactérias, fungos ou vírus que penetram o interior dos pulmões, as pneumonias são infecções que costumam se desenvolver após quadros de gripe ou resfriados, explica o diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), Mauro Gomes. Tosse, expectoração, mal-estar e febre de rápida evolução são alguns dos sintomas ocasionados pela doença. De acordo com o especialista, alguns casos de pneumonia podem apresentar evolução mais demorada, mesmo que isso não seja o comum. Esses casos são chamados de evolução atípica. Levam entre duas ou três semanas para se desenvolver e costumam acarretar falta de ar, tosse seca e dores musculares no paciente?. Prevenir para não remediar O diagnóstico clínico da doença depende da avaliação dos sintomas, mas a confirmação do diagnóstico só vem após a realização de uma radiografia do tórax. Apenas os casos mais graves necessitam de realização de exames específicos. Segundo o especialista, não existe uma forma totalmente eficaz para prevenir a pneumonia, mas alguns cuidados básicos podem contribuir para afastar o risco da doença. A manutenção das condições de saúde através de boa alimentação, atividade física e repouso adequado são fundamentais para um bom equilíbrio do sistema imunológico e por sua vez afastam as chances de desenvolver a doença?. Mas o pneumologista alerta: ?A forma mais adequada de prevenção contra o risco de morte por pneumonia é a vacinação anual contra a gripe?. Resultado em números De acordo com Mauro Gomes, em idosos, a vacinação contra a gripe reduz cerca 50% a mortalidade por doenças respiratórias quando comparados aos não vacinados. Já em portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), bronquite crônica ou enfisema pulmonar, a redução da mortalidade chega a 70% com a imunização. Além da vacina contra influenza, outra alternativa para quem deseja se proteger é a vacina específica contra pneumococo. Mas atenção! A vacina contra pneumococo tem eficácia limitada e deve ser administrada somente a pessoas com alto risco de adoecimento pela bactéria, como os idosos, diabéticos, alcoolistas, pessoas com doença renal, pulmonar ou doença cardíaca crônica e, ainda, naqueles que precisaram remover o baço por algum motivo. Outro alerta importante feito pelo médico diz respeito à periodicidade da vacinação. Mauro explica que a vacina contra a gripe deve ser tomada indispensavelmente todos os anos. "No Brasil, a aplicação costuma ocorrer entre os meses de março a junho. Isso é recomendado porque a vacina precisa de 30 a 45 dias para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é período de maior circulação do vírus, tomando a vacina no outono o paciente recebe máxima proteção contra o vírus influenza durante os meses mais frios", diz.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A sabedoria popular indica diversos alimentos para o tratamento de doenças

A sabedoria popular indica diversos alimentos para o tratamento de doenças, mas nem sempre o que é passado de boca a boca está correto.
“Esses mitos, de que certos alimentos curam alguma enfermidade surgem porque alguém comeu enquanto estava doente e depois saiu comentando que melhorou por causa daquele alimento”, comenta Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE). Veja opinião de especialistas para descobrir quais são os mitos e verdades relacionados aos poderes de alguns alimentos: Ameixa preta para acabar com a prisão de ventre – VERDADE Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP), explica que por ter maior concentração de fibras e ácidos orgânicos, a fruta estimula o intestino e melhora eventuais constipações. “As enzimas facilitam a expulsão das fezes porque aceleram os movimentos intestinais”, completa Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE). Abacate para tratar bronquite – MITO O abacate tem muitas funcionalidades que podem ajudar no tratamento de doenças, mas não há evidências científicas de que ele participe no tratamento da bronquite. Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE) recomenda, para quem sofre da doença, fazer um xarope de mel. “É só ferver mel, gengibre, abacaxi e agrião, pois esses alimentos são mucolíticos, desinflamam e quebram o muco”, explica ela. Acerola para prevenir gripes – VERDADE A acerola é a segunda maior fonte de vitamina C e aumenta a imunidade de quem a consome. “A presença da vitamina é importante, pois ela é parte fundamental do mecanismo de proteção do nosso corpo e previne muitas gripes e resfriados”, exemplifica Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE). Suco de batata inglesa para curar úlcera – MITO O suco de batata contém um fator antinutricional e não é recomendado por Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE). “Esse composto é prejudicial à saúde porque inibe a absorção de vitaminas e minerais, além de irritar a mucosa do intestino”, conta ela. Quem sofre de úlcera também deve evitar verduras e frutas cruas com casca, frituras, refrigerantes, bebidas alcoólicas e leite de vaca. “O ideal é que a pessoa também não consuma nada muito quente nem muito gelado, pois a temperatura queima a mucosa do estômago”, completa Vanderlí. Ameixa japonesa para melhorar a artrite – VERDADE A fruta concentra substâncias anti-inflamatórias, como o ômega 3, que podem acarretar na melhora da artrite. “Não é um alimento que previne a doença, pois existem questões genéticas que determinam se a pessoa irá desenvolver essa patologia, mas por ter essas substâncias ela pode sim contribuir para uma melhora do paciente”, explica Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP), que ainda destaca que, por mais que a fruta tenha boas propriedades, ela sozinha não é capaz de tratar ninguém Thinkstock. Suco de beterraba para curar anemia – MITO Por ser vermelho, muitas pessoas acreditam que o vegetal tem ferro e que por isso teria a capacidade de acabar com a anemia. Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP), explica que o ferro contido no vegetal é pouco e que para que ele possa ser absorvido pelo organismo precisa estar aliado a outro alimento que contenha vitamina C. “O ideal para quem está com anemia é comer lentilha e feijão que tem maior quantidade de ferro”, destaca Thinkstock. Banana acaba com câimbras – VERDADE Rica em potássio e carboidrato, o consumo de banana ajuda a manter as contrações musculares equilibradas. “O alimento também tem magnésio, que relaxa a musculatura e precisa estar em equilíbrio com o cálcio, que contrai o músculo. Por isso, para não ter câimbra, também é preciso ter equilíbrio entre as concentrações de cálcio e magnésio”, explica Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP). Caju para curar frieiras – MITO Não há comprovação científica de que a fruta ajuda a combater a doença e nenhuma dos especialistas ouvidos pelo UOL Ciência e Saúde relacionaria a cura da frieira com algum alimento específico. Berinjela para diminuir o colesterol – VERDADE Por ter alta concentração de fibras e presença de substâncias bioativas, como a antocianidinas, o consumo da berinjela é importante para quem quer diminuir os níveis de LDL, colesterol ruim, no sangue. “Por ter muitas fibras solúveis, ela carrega a gordura para o intestino, que a elimina com as fezes, dessa maneira ajuda a diminuir a absorção de colesterol e gordura”, explica Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas. Cereja para combater o reumatismo – MITO A associação entre a fruta e a doença não é comprovada cientificamente. Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), dá a dica de outros alimentos que podem ajudar quem sofre da doença. “Por ser uma inflamação, o ideal é consumir elementos com ômega 3 elevado, como os grão de chia, a linhaça e peixes, principalmente a sardinha”, conta ela que também indica o uso do gengibre como tempero nos alimentos para quem está com a doença. Cebola para prevenir o câncer de mama – VERDADE Em pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Besançon, na França, 345 pacientes que foram diagnosticadas com câncer de mama realizaram um questionário sobre a frequência com que consumiam alguns alimentos, além de escrever um diário com tudo o que comeram por seis dias. A pesquisa revelou que os riscos de desenvolver a doença eram menores para quem consumia cebola. “O alimento tem substâncias bioflavanóides que atuam junto com a vitamina C e tem ação anti-oxidante, isto é, combate os radicais livres que envelhecem as células e previnem uma série de doenças”, explica Madalena Vallinoti, diretora do Sindicato de Nutricionistas. Óleo de abacate para combater a caspa – MITO De acordo com a nutricionista Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), a caspa é característica pela falta de zinco e o óleo de abacate não é uma fonte desse mineral. “Nesse caso, outros alimentos são indicados, como grãos integrais e frutos do mar”, completa ela. Cenoura para bronzeamento – VERDADE Por conter betacaroteno, uma substância que a ajuda a sintetizar a melanina que dá a cor a nossa pele, comer cenoura ajuda no bronzeamento. “Se uma pessoa consome regularmente o vegetal e depois de um tempo passa a tomar mais sol, a síntese aumenta e isso faz com que a pessoa consiga absorver os raios solares na pele. A cenoura também ajuda a fixar o bronzeado”, destaca Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP). Folhas de manga para curar a gengivite – MITO Não há comprovação científica de que o uso das folhas da fruta ajuda na cura da inflamação. Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), destaca o chá verde como um possível alimento auxiliar para a doença. “Como a bebida é bactericida ela mata bactérias e reduz inflamações em geral. Dessa maneira a incidência da doença é menor em quem o consome”, afirma ela. Chá de cabelo de milho para tratar o rim – VERDADE Por possuir um conjunto de fitoquímicos que estimulam a função renal, ele é diurético e bom para o rim. “Tomar duas xícaras desse chá por dia já faz a diferença para quem está com algum problema no órgão”, explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva. Leite para eliminar veneno – MITO O consumo de leite após ingestão de alguns tipos de veneno poderia, inclusive, formar compostos tóxicos no organismo. De acordo com Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), o fígado seria o órgão mais afetado, pois é nele que ocorre o metabolismo de pesticidas e venenos. A nutricionista indica apenas o consumo de chá cardo mariano para ajudar na recuperação. “Não existe um alimento que sequestre o veneno do corpo depois de ingerido, mas esse chá ajuda a regenerar as células do fígado e melhora a desintoxicação do corpo”, comenta ela. Chá de pata de vaca para abaixar a glicemia – VERDADE De acordo com a Revista Eletrônica de Farmácias, a folha da planta Bauhinia forficata se mostrou eficiente como terapia complementar aos diabéticos em diversos estudos, pois abaixa a glicemia. Seu uso é indicado especialmente para os diabéticos tipo 2, que não tomam insulina. Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), adverte que o consumo do chá não deve ser consumido sem orientação especializada, pois em combinação com os remédios antidiabéticos e a insulina pode causar hipoglicemia. Mamão para a tratar gastrite – MITO O mamão é rico em papaína, uma enzima digestiva que auxilia no processo, mas não cura a inflamação sozinha. “A polpa do mamão conta com essa enzima que digere melhor proteínas e gorduras e é indicado para quem tem sintomas de má digestão. O indicado é consumir uma fatia grande de mamão formosa ou meia unidade de papaia”, explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE). A nutricionista indica para gastrite o consumo de banana cozida, pois é um alimento que ajuda na recuperação da doença e é de fácil digestão. Chá de boldo para tratar o fígado – VERDADE Segundo pesquisa publicada na Revista Brasileira de Farmacognosia, o chá de boldo érapidamente absorvido, instala-se no fígado e ajuda a evitar o acúmulo de gordura. “Quem bebe frequentemente e em grandes quantidades acumula gordura no fígado e isso faz mal para o organismo”, explica Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP). A nutricionista, entretanto afirma que não adianta tomar muitas xícaras da bebida para curar a ressaca. “O ideal é tomar no máximo duas xícaras”, ensina ela. Laranja e limão cortam a gripe – MITO Ainda que ambas as frutas sejam ricas em vitamina C, não é possível dizer que acabem com a gripe. “A gripe é virótica, não tem como usar a laranja ou o limão para matar esse vírus. O consumo periódico dessas frutas aumenta a imunidade pelo conjunto de vitaminas que elas têm, portanto só ajudam a prevenir futuras doenças”, explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE) Karime Xavier/Folhapress. Leite fermentado para combater a diarreia – VERDADE O leite fermentado tem lactobacilos responsáveis por repovoar o intestino de microorganismos que fazem bem para o funcionamento da flora intestinal. “Quando se toma um antibiótico, por exemplo, ele não destrói só o microorganismo que causa a doença, ele também acaba com alguns que são bons, portanto o leite fermentado ajuda a manter esse equilíbrio”, explica Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP). Ela indica o uso contínuo da bebida, pois mantém a parede intestinal mais saudável. Linhaça para combater o reumatismo – VERDADE O alimento é fonte de ômega 3 e outras substâncias anti-inflamatórias muito importantes para combater a doença. Mas Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP), acrescenta, “Não adianta o alimento ter todas as propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar no tratamento da doença, se a pessoa não tiver alimentação e hábito. Maçã e goiaba prendem o intestino – VERDADE Estas frutas prendem o trânsito intestinal e retardam o esvaziamento do órgão. “Como elas tem fitoquímicos que retardam o esvaziamento intestinal, são muito recomendadas em caso de diarreia. Mas elas não reduzem a formação de fezes, apenas tornam o movimento intestinal mais demorado”, explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação. Maracujá como calmante – VERDADE Os efeitos calmantes do consumo da polpa de maracujá ou chá, na forma de infusão de folhas, já são conhecidos pela ciência. Entretanto, o consumo deve ser moderado, sem doses exageradas, e não é indicado para quem tem pressão sanguínea baixa. Além de ser calmante, a fruta é diurética, rica em vitamina C e sua casca também pode ajudar no tratamento de outras doenças. “A casca pode ser seca e torrada para depois ser acrescentada na alimentação, pois as fibras ajudam a diminuir níveis de glicose e colesterol no sangue”, explica Madalena Vallinoti, nutricionista do Personal Diet e diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP). Tomate para prevenir câncer próstata – VERDADE Alimentos ricos em caroteno, como o tomate (que possui licopeno), são associados a um risco menor de desenvolver câncer de próstata. Madalena Vallinoti, diretora do Sindicato de Nutricionistas (SINESP), destaca que como o caroteno é uma pró-vitamina A lipossolúvel (solúvel em gordura), deve ser consumido com uma fonte de gordura, como o azeite de oliva extra virgem, para melhorar a absorção do composto pelo corpo. Vanderlí Marchiori, nutricionista e secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), recomenda triturar o tomate orgânico, fervê-lo por dez minutos e beber 50 ml todos os dias.
O uso das radiações ionizantes tem por décadas, sido associado atividades perigosas e sem benefício algum. Porém, atualmente, o uso de radiações ionizantes (partículas ou ondas eletromagnéticas) tem contribuído significativamente para atividades industriais para as quais o uso de outras técnicas, não traria o mesmo resultado. O objetivo do presente artigo é mostrar as tecnologias empregadas nesses processos, bem como o processo em si e suas vantagens sobre outros métodos de uso comum, abordando também um mercado em potencial em que se utilizam as radiações ionizantes. Para obter todas essas informações, o grupo realizou duas pesquisas em campo no Centro de Tecnologia do IPEN/CNEN-SP, onde foi visitado o irradiador de multipropósito e outras fontes intensas de radiação. Os levantamentos teóricos, juntamente com a visita realizada no instituto, apontam para o crescimento dessas aplicações no Brasil e no mundo. Leia mais em:http://playmagem.com.br

Proteção Radiológica de pacientes

Nenhuma prática envolvendo o uso de radiação ionizante deve ser autorizada a menos que produza benefício para o individuo exposto ou para a sociedade de modo a compensar o prejuízo que possa ser causado. As instalações e práticas devem ser planejadas, implantadas e executadas de modo que a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposições acidentais sejam tão baixos quanto razoavelmente exequíveis praticáveis, levando-se em conta fatores sociais e econômicos (Princípio ALARA/ALARP). Leia mais em http://playmagem.com.br/portal/2012/11/07/protecao-radiologica-de-pacientes/

Energia do batimento cardíaco vai alimentar marca-passos evitando substituição

Energia do batimento cardíaco vai alimentar marca-passos evitando substituição Coletor que usa carga elétrica gerada a partir do movimento do coração produz 10 vezes a energia necessária para o aparelho.
Cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, criaram um dispositivo capaz de aproveitar a energia do batimento cardíaco para produzir eletricidade suficiente para manter um marca-passo funcionando. Operações repetidas são atualmente necessárias para substituir baterias em marca-passos. Testes sugerem que o dispositivo, que utiliza a piezoeletricidade, carga elétrica gerada a partir do movimento, poderia produzir 10 vezes a quantidade de energia necessária. "A abordagem é uma solução tecnológica promissora para marca-passos porque requer apenas pequenas quantidades de energia para operar. A piezoeletricidade também pode alimentar outros dispositivos cardíacos implantáveis, como desfibriladores, que também têm necessidades mínimas de energia", afirma o autor da pesquisa M. Amin Karami. Marca-passos hoje devem ser substituídos a cada cinco a sete anos, quando suas baterias se esgotam, o que é caro e inconveniente. Muitos pacientes são crianças que vivem com o aparelho por muitos anos. Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia tem potencial para evitar muitas operações. Os pesquisadores mediram as vibrações induzidas pelo batimento cardíaco no peito. Então, eles usaram um aparelho para reproduzir as vibrações no laboratório e o conectaram a um protótipo de coletor de energia cardíaca. As medições de desempenho do protótipo, baseado em conjuntos de 100 batimentos cardíacos simulados em diversas frequências cardíacas, mostrou o coletor de energia gerou mais de 10 vezes a potência que os marca-passos modernos exigem. O próximo passo será a implantar o coletor de energia, que é cerca de metade do tamanho de pilhas usadas agora em marca-passos. Os pesquisadores esperam integrar sua tecnologia a marca-passos comerciais. Dois tipos de coletores de energia podem alimentar um marca-passo típico: linear e não linear. Coletores lineares funcionam bem apenas com uma frequência cardíaca específica, por isso as mudanças de frequência cardíaca os impedem de colher energia suficiente. Em contraste, um coletor não linear, do tipo utilizado no estudo, usa ímãs para aumentar a produção de energia e tornar a ceifeira menos sensível a variações do ritmo cardíaco. O coletor não linear gera energia suficiente de batimentos cardíacos que vão de 20 a 600 batimentos alimentando continuamente um marca-passo. A equipe destaca que dispositivos como telefones celulares ou micro-ondas não afetariam o dispositivo não linear. Fonte: Isaude.net

Célula epitelial criada em laboratório pode tratar doenças neurodegenerativas

Célula epitelial criada em laboratório pode tratar doenças neurodegenerativas Células do plexo coroide derivadas de células-tronco eliminam proteínas causadoras de placas no cérebro e param doenças.
Pesquisadores da University of California Irvine, nos EUA, criaram um novo tipo de célula derivada de célula-tronco capaz de tratar doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. O líder da pesquisa Edwin Monuki e seus colegas desenvolveram essas células, chamadas células epiteliais do plexo coroide (CPECs), a partir de linhagens de células-tronco embrionárias de ratos e humanas. CPECs são críticas para o funcionamento adequado do plexo coroide, o tecido do cérebro que produz fluido cerebrospinal. Entre os seus vários papeis, CPECs removem resíduos metabólicos e substâncias estranhas do fluido e do cérebro. Em doenças neurodegenerativas, o plexo coroide e as CPECs envelhecem prematuramente, resultando na redução do fluido cerebrospinal reduzida e diminuição da capacidade de expulsar detritos, tais como as proteínas formadoras de placas que são a marca registrada da doença de Alzheimer. Estudos anteriores mostraram a possibilidade de terapias baseadas em CPECs. No entanto, essas terapias têm sido dificultadas pela incapacidade para expandir ou gerar essas células em cultura. "Nosso método é promissor, porque pela primeira vez podemos usar células-tronco para criar grandes quantidades destas células epiteliais, que poderiam ser utilizados de diferentes formas para tratar doenças neurodegenerativas", afirma Monuki. O estudo aparece na edição de hoje do The Journal of Neuroscience. Para criar novas células, Monuki e seus colegas persuadiram células-tronco embrionárias a se diferenciarem em células-tronco neurais imaturas. Em seguida, as células se transformaram em CPECs imaturas capazes de serem entregues ao plexo coroide de um paciente. Segundo Monuki, estas células podem ser parte de tratamentos de doenças neurodegenerativas, em pelo menos três formas. Primeiro, são capazes de aumentar a produção de fluido cerebrospinal para ajudar a eliminar as proteínas causadoras de placas no tecido cerebral e limitar a progressão da doença. Em segundo lugar, CPEC pode ser concebida para o transporte de compostos terapêuticos para a medula cerebral e a coluna vertebral. Em terceiro lugar, estas células podem ser utilizadas para pesquisar e otimizar drogas que melhoram a função do plexo coroide. De acordo com a equipe, os próximos passos são o desenvolvimento de um sistema de rastreio eficaz de drogas e a realização de mais estudos para ver como essas CPECs afetam o cérebro em modelos de ratos com condições como Huntington, Alzheimer e doenças pediátricas. Fonte: Isaude.net

Chip estabelece base para detecção precoce de doenças como câncer e Alzheimer

Chip estabelece base para detecção precoce de doenças como câncer e Alzheimer Técnica desenvolvida no Japão detecta presença de RNA no sangue e em outros fluidos corporais como saliva em 20 minutos.
Cientistas japoneses criaram um pequeno dispositivo portátil que permite detectar a presença de moléculas de RNA no sangue e em outros fluidos corporais rapidamente, fornecendo resultados em apenas 20 minutos. Por meio da redução do tempo e da quantidade de amostra necessária para detecção, o chip estabelece as bases para diagnóstico em estágio inicial de doenças como câncer e Alzheimer. Segundo os pesquisadores do Instituto Riken de Ciência Avançada, o novo chip não precisa de fonte externa de energia e permite descobrir microRNA em volumes bem pequenos de amostras de sangue ou outros fluidos. O microRNA é uma molécula pequena de RNA que tem a função de regular a expressão dos genes em uma série de processos biológicos, como a divisão das células, sua diferenciação e sua morte. A presença concentrada de microRNA em fluídos corporais, como o sangue e a saliva, aumenta conforme doenças como câncer e Alzheimer progridem. Este é o efeito que os cientistas esperam detectar utilizando o novo dispositivo. Técnicas atualmente disponíveis para a detecção de miRNA requerem dias para chegar a um diagnóstico e envolvem equipamentos operados apenas por pessoal treinado, tornando-se impraticável para uso em muitas situações. A sensibilidade desta técnica reduz drasticamente a quantidade de amostra necessária para o diagnóstico e acelera o tempo de detecção para apenas 20 minutos. Os cientistas esperam que o microchip, quando aperfeiçoado e com mais pesquisas, possa se tornar um novo método de diagnóstico de doenças em todo o mundo, principalmente em regiões mais carentes. Fonte: Isaude.net

Dispositivo ensina cérebro de pessoas cegas a enxergar através do som

Dispositivo ensina cérebro de pessoas cegas a enxergar através do som Estudo desafia crença de que se o córtex virtual não recebe dados visuais na infância, a criança não poderá enxergar no futuro.
Cientistas da Hebrew University Medical School, em Israel, descobriram que pessoas cegas podem descrever objetos e até identificar letras e palavras através de sons especiais. Os resultados mostram que áreas do cérebro de pessoas cegas podem aprender a processar a informação visual através desses sons mesmo em pessoas com alguns anos de cegueira ou naqueles que nunca enxergaram. A pesquisa desafia o senso comum de que, se o córtex virtual não recebe informações visuais na infância, a criança dificilmente poderá enxergar objetos no futuro. "O cérebro adulto é mais flexível que pensávamos. Outros trabalhos já demonstraram que as áreas do cérebro não apenas servem especificamente para um sentido (visão, audição, tato...), mas para várias modalidades", afirma Amedi. A equipe, do pesquisador sênior Amir Amedi, ensinou os pacientes cegos a utilizarem um dispositivo de substituição sensorial. O equipamento tem o objetivo de fornecer informações visuais aos cegos através de outros sentidos. Os usuários só precisam usar uma pequena câmera conectada a um computador e fones de ouvido. As imagens são convertidas em paisagens sonoras, o que permite ao indivíduo interpretar as informações. Os deficientes visuais que passaram pela experiência alcançaram um nível de acerto que ultrapassa o critério estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a cegueira, segundo os pesquisadores. Os resultados, apesar de não convencionais, já que não utilizam o sistema oftalmológico do corpo, não deixam de ser visuais, por ativarem a rede de identificação visual do cérebro. Os resultados mostraram que naqueles pacientes que se dedicaram a 70 horas de treinamento com o dispositivo puderam identificar imagens de rostos, casas, objetos em geral e texturas. Algumas conquistas mais complexas foram as posições de determinadas pessoas e expressões faciais. Segundo os pesquisadores, a reintrodução dos centros visuais no cérebro cego poderia restaurar a visão complexa, e os dispositivos de substituição sensorial podem ser úteis para a reabilitação visual. "Os dispositivos podem ajudar cegos ou pessoas com deficiência visual aprendem a processar imagens complexas, como foi feito no presente estudo, ou eles podem ser usados como intérpretes sensoriais que fornecem suporte para um sinal visual que chega de um dispositivo externo", conclui Amedi. Fonte: Isaude.net

Índices de Chernobyl confirmam perigos da radiação em baixas doses

Índices de Chernobyl confirmam perigos da radiação em baixas doses O estudo tem como base 20 anos de trabalhos com 110 mil pessoas que ajudaram nos serviços de limpeza da central nuclear.
Um estudo de 20 anos acompanhando 110 mil trabalhadores que participaram da limpeza da central nuclear de Chernobyl, em1986, na Ucrânia, mostra que eles tiveram um aumento significativo do risco de desenvolvimento de leucemia. Os resultados servem de base para definir o risco de câncer associado a baixas doses de radiação como as encontradas em procedimentos de diagnóstico médico como tomografia computadorizada. No geral, foram identificados 137 casos de leucemia entre os trabalhadores, com 16% destes casos atribuídos à exposição direta à radiação de Chernobyl. As descobertas destacam a polêmica questão da exposição a baixas doses de radiação, uma realidade para mineiros, trabalhadores de usinas nucleares, de centros médicos de diagnóstico, entre outros profissionais que são cronicamente expostos ou em pacientes que recebem doses de radiação durante exames. Embora os riscos de leucemia em decorrência da exposição à radiação já fossem esperados, o que surpreendeu os pesquisadores foi o alto índice de leucemia linfocítica crônica (LLC),chegando a ser semelhante ao risco estimado de casos de leucemia não LLC. Esta conclusão contesta a ideia de que a leucemia linfocítica crônica não está ligada a exposição à radiação. Por muitos anos, as melhores estimativas vieram de estudos de longo prazo envolvendo 1,9 mil sobreviventes dos detonações de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial. A partir dessas avaliações de risco de câncer, os cientistas estimaram os riscos de exposição a pequenas doses de radiação. " Nós sempre tivemos problemas com esta abordagem," afirma Lydia Zablotska, professora de epidemiologia e bioestatística da University of California, San Francisco (UCSF), e pesquisadora responsável pelo estudo realizado em parceria com o Chernobyl Research Unit at the Radiation Epidemiology Branch of the National Cancer Institute. " Primeiramente, os sobreviventes da bomba atômica foram banhados com raios de nêutrons, enquanto alguém que se submete a uma tomografia computadorizada é exposto a raios-X, um tipo diferente de radiação. Além disso, ainda existem os fatures genéticos, de estilo de vida e dieta que diferenciam a população japonesa da ocidental." O novo trabalho ajuda a cobrir uma lacuna, pois as doses recebidas pelos trabalhadores ucranianos que ajudaram na limpeza em Chernobyl, fica em algum lugar entre o alto nível recebido pelos japoneses vítimas da bomba atômica e os níveis mais baixos recebidos por pessoas que passam por extensos exames médicos. " A composição genética da população japonesa pode ter escondido este aumento de risco, A população do país asiático é muito menos propensa a desenvolver este tipo de câncer. A Leucemia Linfocítica Crônica atinge somente 3% dos casos da doença entre japoneses contra cerca de 30% dos casos da entre os norte-americanos e 40% de todos os casos de leucemia na Ucrânia," diz a pesquisadora. "Nosso objetivo com este estudo é aumentar a consciência destes profissionais sobre os perigos da exposição a baixas doses de radiação", completa Zablotska. Fonte: Isaude.net

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Novo sensor sem fio monitora pressão no interior do cérebro

Novo sensor sem fio monitora pressão no interior do cérebro Sonda vai melhorar acompanhamento de pessoas em risco de aumento da pressão intracraniana, protegendo contra derrames e demência.
Cientistas do Fraunhofer Institute, na Alemanha, desenvolveram uma sonda que pode ser colocada no interior do cérebro para medir a pressão intracraniana. O dispositivo tem potencial para melhorar o monitoramento de pessoas com maior suscetibilidade ao aumento da pressão intracraniana, evitando derrames e o aparecimento de demência. Atualmente o tratamento se baseia em uma sonda que é inserida do lado de fora através da calota craniana e ligada ao cérebro. O cabo mantém o paciente conectado ao aparelho de medição. Como a pressão cerebral flutua, ele tira as medidas extensivas, a fim de chegar a um diagnóstico definitivo da doença. Os pacientes, portanto, tem que ficar no hospital normalmente por vários dias, e às vezes até mesmo semanas. Há algum tempo, os engenheiros têm trabalhado em uma sonda de pressão intracraniana, que opera sem um cabo e pode ser lida a partir da transmissão de ondas de rádio. Mas não há nenhum produto estabelecido no mercado para implantação de longo prazo, porque os sensores sempre apresentam o mesmo problema: a embalagem, que anteriormente tinha sido produzida principalmente a partir de materiais sintéticos biologicamente aceitos, permite que a umidade penetre, o que destrói o sensor em apenas alguns dias ou horas. A sonda criada por Thomas Velten e seus colegas é feita à base de metal de alta qualidade que fica impermeável quando colocado dentro do cérebro. Ela tem apenas um centímetro de altura, dois centímetros de largura e, no futuro, deve ficar ainda menor. Dentro da sonda existe um sensor de pressão feito de silício, semelhantes aos sensores utilizados hoje em automóveis, para manipular as tarefas de medição mais exigentes. "A tampa do recipiente de metal minúsculo é feita de uma membrana de metal flexível que reage às mudanças de pressão no cérebro. Esta pressão é transmitida para o chip de silício no interior. O valor de medição é então transmitido para o dispositivo de medição do lado de fora do corpo através de ondas de rádio. Os benefícios são imensos. O paciente já não tem de ser monitorado em ambiente hospitalar, mas sim vem à clínica para uma consulta breve", explica Velten. O sensor é lido a partir do exterior dentro de segundos. Ela opera sem pilhas, uma vez que é ativado pelo dispositivo de leitura. Assim, o paciente pode usá-lo durante vários meses, ou mesmo anos, sem a necessidade de uma cirurgia adicional. Um aumento da pressão pode provocar demência cerebral e pode destruir o cérebro. As empresas têm procurado encontrar sensores de monitorização que podem ser implantados no cérebro, e lidos do lado de fora do corpo. A equipe acredita que o novo sensor minúsculo pode fornecer a ajuda necessária. O aparelho vai ser apresentado na feira Medica que acontece em Düsseldorf de 14 a 17 novembro de 2012. Fonte: Isaude.net
Novo método ajuda a reparar lesões em nervos da medula espinhal A novidade minimiza o processo de cicatrização da medula, possibilitando a regeneração dos nervos.
Cientistas das universidades de Liverpool e Glasgow, no Reino Unido, descobriram um possível método para reparar lesões em nervos da medula espinhal. Com base no conceito de que a cicatrização do tecido lesado na medula cria uma barreira impenetrável à regeneração do nervo, causando a paralisia irreversível associada com lesões na coluna vertebral, os cientistas descobriram que os açúcares de cadeia longa, chamados sulfatos de heparano, desempenham um papel significativo no processo de formação de cicatrizes em modelos de células em laboratório. Os resultados da pesquisa têm o potencial de contribuir para novas estratégias de manipulação do processo de cicatrização induzido na medula espinhal, melhorando a eficácia das terapias de transplante de células em pacientes com este tipo de lesão. A cicatriz ocorre devido à ativação, com mudança de forma e rigidez, de células chamadas astrócitos, que são os principais suportes nervosos da medula espinhal. Uma forma possível para reparar lesões nervosas é o transplante de células de suporte a partir de nervos periféricos, chamados de células de Schwann. A equipe, no entanto, descobriu que estas células secretam açúcares de sulfato de heparano, os quais criam cicatrizes que podem reduzir a eficácia da reparação dos nervos. A novidade apresentada agora é que este processo pode ser inibido por heparinas quimicamente modificadas, que impediriam a reação cicatrizante dos astrócitos, abrindo novas oportunidades para o tratamento. O professor Jerry Turnbull, do University of Liverpool's Institute of Integrative Biology, afirmou que "a lesão medular é uma condição devastadora e pode resultar em paralisia permanente. Os açúcares que estamos investigando são produzidos por quase todas as células do corpo e são semelhantes à heparina utilizada para o afinamento do sangue". "Estudos em células animais ainda são necessários, mas o interessante sobre este trabalho é que ele pode, no futuro, fornecer uma maneira de desenvolver tratamentos para melhorar a reparação de nervos, usando células Schwann do próprio paciente, suplementadas com açúcares específicos", completa Turnbull. Fonte: Isaude.n

Rotatividade excessiva de células da placenta desencadeia pré-eclâmpsia

Rotatividade excessiva de células da placenta desencadeia pré-eclâmpsia Pesquisa pode levar a uma nova abordagem de prevenção da condição que pode se desenvolver após a 20ª semana de gravidez.
Cientistas da Georgia Health Sciences University, nos EUA, descobriram que a rotatividade excessiva de células da placenta pode desencadear um aumento natural da pressão arterial, que coloca mãe e do bebê em risco. A pesquisa pode levar a uma nova abordagem de prevenção da pré-eclâmpsia, condição que pode se desenvolver após a 20ª semana de gravidez, levando a um aumento na pressão sanguínea da mãe, que pode resultar em parto prematuro. A equipe, liderada por Stella Goulopoulou, decidiu investigar se células mortas da placenta em alguns casos produzem uma resposta imune exagerada que contrai os vasos sanguíneos e aumenta a pressão arterial. "Durante a gravidez, há uma rotatividade natural de trofoblasto, tipo de célula principal da placenta. Em gestações com pré-eclâmpsia, vemos taxas exageradas de morte celular em comparação com gestações normais", afirma Goulopoulou. Quando estas células morrem, podem liberar suas mitocôndrias, que então se ligam a um receptor-chave, Toll-like receptor 9, e provocam resposta inflamatória. Pesquisas anteriores já haviam ligado as mitocôndrias liberadas pelas células danificadas ou mortas a respostas inflamatórias associadas com a septicemia e insuficiência cardíaca. Os vasos sanguíneos, tal como outros tecidos, têm receptores que respondem ao DNA mitocondrial e outros componentes da mitocôndria. O DNA da mitocôndria pode ativar especificamente Toll-like receptor 9, que está presente nos vasos sanguíneos. Nos experimentos, os pesquisadores descobriram que a ativação de Toll-like receptor 9 faz com que os vasos sanguíneos se contraiam mais do que o normal. "A placenta é um tecido dinâmico. Acreditamos que ela é a fonte da mitocôndria implicada na pré-eclâmpsia, porque é o único tecido que sofre renovação celular durante a gravidez. Isso também acaba, na maioria dos casos, quando a placenta e o bebê são entregues", explica Goulopoulou. A pesquisa pode levar a novas estratégias para a prevenção da condição caracterizada por pressão arterial elevada, proteína na urina, um sinal de que os rins estão sobrecarregados - e restrição do crescimento do feto. A equipe está planejando mais pesquisas para confirmar o papel do Toll-like receptor 9 que pode, assim, ser utilizado como alvo terapêutico válido. Fonte: Isaude.net

Aplicativo ajuda pacientes com enxaqueca a acompanhar e analisar a dor Com apenas um toque na tela o paciente pode identificar o local da dor e, em seguida, sua intensidade e fatores externos

Aplicativo ajuda pacientes com enxaqueca a acompanhar e analisar a dor Com apenas um toque na tela o paciente pode identificar o local da dor e, em seguida, sua intensidade e fatores externos.
Um novo aplicativo para iPhone desenvolvido na University of Michigan (UM) permite acompanhar pacientes com enxaqueca e dor facial para registrar os momentos de maior ocorrência das crises, ajudando o médico a desenvolver um plano para gerir a dor. De acordo com Alexandre da Silva, diretor da Headache & Orofacial Pain Effort (H.O.P.E.) da U-M School of Dentistrye, um dos responsáveis pelo projeto, o aplicativo vai ajudar as pessoas com enxaqueca, desordens temporomandibulares (DTM) e outros tipos de dor do nervo facial. " Estas dores podem mudar ao longo do tempo, têm múltiplos gatilhos, e o doente pode responder de forma diferente para o mesmo tratamento de um ataque ao seguinte. Para desenvolver um plano de gestão bem sucedido é crucial que os pacientes, especialmente os que sofrem de enxaqueca, transmitam estas informações para os médicos, o que pode ser bastante complicado. No novo sistema, basta um toque na tela, que tem um crânio em 3D, para identificar a localização da dor, respondendo, em seguida, a perguntas sobre a intensidade, influências externas e outros fatores. O aplicativo foi desenvolvido para as plataformas iPhone, iPad e iPod. A Apple App Store irá liberar provisoriamente o aplicativo gratuito em novembro. O aplicativo foi co-criado por Eric Maslowski com a colaboração de Stephanie O'Malley, Sheehan Sean e Sean Petty, todos do Laboratório UM 3D. Fonte: Isaude.net

Três quartos das mulheres grávidas se afastam do trabalho por motivo de doença Fatores como cansaço e sono são os mais responsáveis por licença. Ajustes no emprego podem reduzir ausência

Três quartos das mulheres grávidas se afastam do trabalho por motivo de doença Fatores como cansaço e sono são os mais responsáveis por licença. Ajustes no emprego podem reduzir ausência.
A maior parte das mulheres grávidas tira licença médica por pelo menos dois meses durante a gestação. É o que revela estudo de pesquisadores do Stavanger University Hospital, na Noruega. A investigação mostra ainda que três quartos das grávidas tiram licença médica integral na gestação, alegando problemas como cansaço e sono como principais motivos para faltar ao trabalho. No entanto, os pesquisadores afirmam que os empregadores podem ajudar a reduzir essa ausência através de ajustes flexíveis de trabalho. A equipe, liderada por Signe Dorheim, analisou mulheres grávidas durante um período de 18 meses e mediu a prevalência de razões e fatores associados à licença médica durante a gestação. Pesquisadores recolheram informações através de um questionário realizado às 17 e 32 semanas de um total de 2.918 mulheres, das quais 2.197 (ou pouco mais de 75%) receberam licença médica em algum momento durante a sua gravidez. O estudo descobriu que as mulheres tiveram uma média de oito semanas de licença médica, que varia de uma a 40 semanas, a maioria necessária entre as semanas quatro a 16 semanas da gravidez. Os fatores associados com afastamento variaram de acordo com o trimestre da gravidez com mais mulheres exigindo afastamento conforme a gravidez progredia. Na semana 32, 63% das mulheres estavam de licença médica. Em geral 35% das mulheres citaram fadiga e problemas de sono como o principal motivo para a tomada de licença médica, seguidos por dor pélvica (provocada pela dificuldade de locomoção e funcionamento das articulações da pelve) e náusea ou vômito, com 32 e 23% das mulheres sofrendo destes sintomas, respectivamente. Embora poucas mulheres (2,1%) citavam ansiedade ou depressão como razão para a licença médica, elas somaram a maior média de doentes afastadas nas 20 semanas de gravidez. O estudo também analisou os ajustes de trabalho para as mulheres grávidas e concluiu que 60% das 2.197 mulheres relataram ter ajustes para trabalhar. Em média as mulheres relataram tirar a menos sete dias de licença médica do que aquelas que ficaram sem os ajustes no emprego. "Nós descobrimos que um grande número de mulheres grávidas se afasta do trabalho com licença médica. Os fatores associados com baixa por doença variaram de acordo com o trimestre da gravidez, mas alguns desses fatores não são necessariamente causados apenas pela gravidez. Enquanto o histórico médico e as condições socioeconômicas podem influenciar a ocorrência e a duração de tempo da licença médica, as situações de trabalho das mulheres durante a gravidez foram contribuintes significativos para nossas descobertas", afirma Dorheim. Os resultados mostraram que as mulheres que sofrem fadiga relacionada ao trabalho, tais como insônia, são susceptíveis de exigir licença médica por mais tempo, especialmente durante o final da gravidez. "Mais pesquisas são necessárias para olhar como o tratamento de certas condições e ajustes de trabalho podem levar a menos tempo de afastamento do trabalho e, finalmente, uma melhor qualidade de vida para as mulheres grávidas", conclui Dorheim. Fonte: Isaude.net

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Equipe identifica momento exato de perda de consciência após anestesia geral

Equipe identifica momento exato de perda de consciência após anestesia geral Descoberta sobre ação do propofol pode ser aplicável a outras drogas e melhorar monitoramento de pessoas anestesiadas.
Cientistas do Massachusetts General Hospital, nos EUA, identificaram pela primeira vez o momento exato em que uma pessoa perde a consciência após receber uma anestesia geral. Embora o estudo só tenha envolvido o uso de um anestésico, o propofol, os pesquisadores acreditam que as descobertas serão aplicáveis a outras formas de anestesia geral e podem levar a melhores formas de monitoramento de pacientes anestesiados. "Como os anestésicos produzem inconsciência é um grande mistério científico, de modo que este achado é muito importante porque sugere um mecanismo específico de como o propofol, um dos medicamentos anestésicos mais utilizados, trabalha", afirma o autor da pesquisa Patrick Purdon. A descoberta foi publicada na revista "PNAS Plus". A equipe analisou três pacientes que já tinham eletrodos no cérebro para diagnosticar epilepsia e passariam por uma remoção desses aparelhos. O objetivo do trabalho era medir a atividade individual dos neurônios e também das redes neurais. Para isso, cada indivíduo deveria apertar um botão sempre que ouvisse um som, gerado a cada 4 segundos. Quando a pessoa deixasse de responder a dois estímulos seguidos, em um intervalo de cinco segundos, esse seria considerado o ponto de perda da consciência. Ao medir a atividade individual dos neurônios, os pesquisadores observaram que ela só começou a cair após 30 segundos de inconsciência. E o momento dessa perda coincidiu com uma alteração significativa na estrutura geral do cérebro. Enquanto a atividade elétrica em períodos conscientes parecia desorganizada, sem padrões regulares, quando a inconsciência teve início eles notaram oscilações regulares entre os estados de ativação e desativação neural. "O padrão que encontramos marca um novo estado cerebral em que os neurônios em áreas diferentes se tornam inativados em momentos diferentes, prejudicando a comunicação entre áreas distintas do cérebro", explica Purdon. Segundo a coautora Laura Lewis, "é como se uma região do cérebro estivesse em Boston, nos EUA e outra em Singapura, na Ásia. Elas não podem fazer chamadas telefônicas para a outra porque uma está dormindo enquanto a outra está acordada". Embora este padrão de oscilação lenta tenha sido anteriormente observado em humanos, este é o primeiro estudo a registar a atividade neuronal durante a transição para a perda de consciência. "Antigamente, os padrões de ondas cerebrais e fisiologia do cérebro indicando inconsciência não eram claros, assim anestesistas não tinham uma maneira para monitorar o cérebro durante a anestesia geral. Sem esse conhecimento, monitores cerebrais anestésicos existentes são muito imprecisos. Agora que identificamos um marcador fisiológico específico associado com a perda de consciência, podemos desenvolver sistemas que indicam com precisão o nível de consciência dos pacientes e ajudar o anestesiologista a determinar a melhor dosagem da droga. Tendo essa informação podemos tanto prevenir os casos raros, quando os pacientes recuperar a consciência durante a cirurgia e evitar overdose de anestesia", conclui Purdon. Fonte: Isaude.net