quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aplicativo 3D reúne arquivos de articulações digitalizados durante 10 anos

Aplicativo 3D reúne arquivos de articulações digitalizados durante 10 anos O sistema teamLabBody permite analisar todos os movimentos, além das ligações dos músculos, veias, artérias e nervos com os ossos. Um novo aplicativo 3D do corpo humano reúne informações, recolhidas durante mais de 10 anos, sobre as articulações e movimentos de pessoas vivas, permitindo visualizar as partes do corpo humano de todos os ângulos possíveis. "Os dados sobre as articulações e movimentos de pessoas vivas foram digitalizados. As partes podem ser aumentadas para que os movimentos possam ser estudados em detalhe considerável, afirma o professor Kazuomi Sugamoto, do Departamento de Ortopedia da Universidade de Osaka ( Japão), onde foi desenvolvido o aplicativo." O sistema chamado teamLabBody ainda permite analisar as ligações dos músculos, veias, artérias e nervos com os ossos. Com um simples toque no canto superior direito da tela, o sistema entra em modo de esqueleto, onde podem ser vistos todos os movimentos do esqueleto humano. Atualmente, o aplicativo suporta Japonês e Inglês e está disponível para compra através da App Store e Google Play. "Este aplicativo já foi introduzido em hospitais, apoiando as explicações dos médicos para receber o consentimento informado do paciente. Com ele, os profissionais podem explicar que parte do corpo está envolvida, como os músculos e os nervos são conectados a ela, e por que os sintomas estão ocorrendo,"completa o pesquisador. Fonte: Isaude.net

Estimulação magnética consegue curar casos de bulimia e anorexia

Estimulação magnética consegue curar casos de bulimia e anorexia Mais de 30% do pesquisados tiveram redução de 80% na compulsão alimentar e, em alguns casos, os sintomas desapareceram Pacientes com anorexia ou bulimia que receberam estimulação magnética cerebral não invasiva experimentaram alívio de sua compulsão alimentar e problemas de comportamento. Os médicos usaram a estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) em 20 pacientes com casos arraigados de anorexia ou bulimia. O tratamento resultou numa melhora substancial dos sintomas em mais da metade do grupo. Conseguimos uma redução de 50% no comportamento compulsivo", disse o autor do estudo, Jonathan Downar, do departamento de psiquiatria da University Health Network, em Toronto (Canada). "Alguns dos pacientes já havia tentado de tudo para controlar seu transtorno alimentar, sem sucesso. Então, o que nós estamos falando é completamente sem precedentes". A noção de que a estimulação do cérebro poderia funcionar para estes pacientes surgiu quase por acidente, após um tratamento de depressão. Foi um caso em particular, atendido em 2011, que apontou o caminho. Uma paciente com diagnóstico de depressão e bulimia conseguiu superar quase completamente as duas condições, depois de apenas duas semanas de estimulação cerebral. Neste último estudo, 20 pacientes que sofriam de anorexia ou bulimia receberam sessões de 45 minutos de estimulação do cérebro, por 20 vezes, ao longo de um período de quatro a seis semanas (a um custo de cerca de US $ 6 mil). O estímulo foi direcionado para a região do cérebro considerada crítica na execução do auto-controle com relação a pensamentos, emoções e comportamentos. O resultado foi uma maior atividade nas regiões-alvo resultando em uma queda de 50% na compulsão alimentar e problemas comportamentais entre quase metade dos pacientes, outro terço do grupo estudado teve uma diminuição de pelo menos 80% destes problemas e, em alguns casos, os comportamentos desapareceram completamente. As varreduras do cérebro indicaram que os pacientes que responderam ao tratamento podem ter diferentes padrões de atividade cerebral do que aqueles que não o fizeram. "Os integrantes do grupo que responderam bem à estimulação cerebral mostraram uma falta de conexão entre a parte do cérebro responsável por conter os impulsos e desejos e o área de regulação. A estimulação desta área ajudou a refazer estas ligações perdidas", explicou o pesquisador. "Já os pacientes que não responderam à estimulação pareciam não ter mais conexões com o circuito regulador. Desta forma, a estimulação não surtiu resultados. Acreditamos que se mudarmos o alvo do estímulo para esses pacientes, para inibir em vez de estimular, poderemos, finalmente, ser capazes de ajudar mesmo esta outra parcela do grupo", completou Downar. O resultado da pesquisa foi apresentado, nesta terça-feira (12), na reunião anual da Society for Neuroscience, em San Diego. Fonte: Isaude.net

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nanotecnologia

A nanotecnologia que cria borboletas e flores
A confirmação da existência das borboletas de Hofstadter pode abrir a porta para a descoberta de propriedades elétricas completamente desconhecidas nos materiais. [Imagem: The University of Manchester] Borboleta de Hofstadter Nem sempre o resultado de um trabalho denso e complicado de física precisa abrir mão da beleza nos resultados. Acaba de ser comprovada experimentalmente a existência de um efeito conhecido como Borboleta de Hofstadter. O fenômeno, um complexo padrão nos estados de energia dos elétrons, apresenta-se na forma de uma borboleta. Ele já aparecia em vários livros didáticos de física como um conceito teórico da mecânica quântica previsto pelo matemático Douglas Hofstadter, em 1976. Entretanto, ele nunca tinha sido observado diretamente até agora. A confirmação de sua existência, feita com a ajuda do grafeno, pode abrir a porta para a descoberta de propriedades elétricas completamente desconhecidas nos materiais. "Estamos agora à beira de uma fronteira completamente nova em termos de explorar as propriedades de um sistema, algo que não era possível antes," disse o professor Cory Dean, membro de uma das equipes que comprovaram a existência das borboletas de Hofstadter. "A capacidade de gerar esse efeito poderia ser explorada para criar novos dispositivos eletrônicos e optoeletrônicos." Nada menos do que três grupos internacionais de pesquisadores publicaram simultaneamente resultados similares sobre as borboletas nanotecnológicas. A nanotecnologia que cria borboletas e flores As esculturas curvilíneas e delicadas não lembram em nada as formas cúbicas ou irregulares dos cristais - mas é isso o que elas são: flores de cristais. [Imagem: Wim L. Noorduin, Harvard University] Flores de cristais
Manipulando gradientes químicos em um frasco de laboratório, Wim Noorduin e seus colegas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criaram cristais em formato de flor. As esculturas minúsculas, curvilíneas e delicadas, não lembram em nada as formas cúbicas ou irregulares normalmente associadas com os cristais - mas é justamente isso o que elas são, flores de cristais. "Por pelo menos 200 anos, as pessoas têm-se intrigado acerca de como formas complexas poderiam ter evoluído na natureza. Este trabalho ajuda a demonstrar o que é possível fazer apenas com alterações químicas ambientais," disse Noorduin. Na verdade, ele apenas ajustou os parâmetros dos fluidos no interior dos frascos, e os cristais cresceram de forma autônoma, um autêntico design inteligente deixando que as forças da natureza atuassem. "Nossa abordagem é estudar sistemas biológicos, pensar o que eles podem fazer e o que não podem, e, em seguida, usar essas abordagens para otimizar tecnologias existentes ou criar novas tecnologias," disse a professora Joanna Aizenberg, orientadora do estudo, ela própria autora de outros trabalhos unindo beleza e nanotecnologia.

Radiação de calor em nanoescala desafia Lei de Planck

Radiação de calor em nanoescala desafia Lei de Planck
Onda de calor A Física está decididamente sendo invadida por uma "onda de calor" - mais especificamente, sobre mudanças radicais na forma como a ciência compreende e interpreta o calor. Depois de uma proposta inusitada para marcar o tempo pelo calor, demonstrou-se que o calor pode ser manipulado como se fosse luz, usando lentes e espelhos. Mas as duas novidades mais radicais vieram com a demonstração, feita por equipes separadas, de que a energia pode ser transportada diretamente do frio para o calor e que, em escala atômica, o calor se concentra e não aquece todos os lugares. Agora, Christian Wuttke e Arno Rauschenbeutel, da Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria, fizeram uma descoberta ainda mais surpreendente, que mexe com um dos pilares da física, a chamada Lei de Planck, ou "lei da radiação dos corpos negros". Lei de Planck Em 1900, o físico Max Planck estruturou uma fórmula que descreve a radiação de calor dos corpos como uma função da sua temperatura, estabelecendo as bases para a física quântica. Sua teoria descreve a radiação de uma ampla variedade de objetos, da luz emitida pelas estrelas até a cor de uma bijuteria brilhante, passando pela invisível radiação de calor, que pode ser registrada com câmeras de infravermelho. Mas, embora a teoria possa ser aplicada a muitos sistemas diferentes, o próprio Planck já sabia que ela não era universal e teria que ser substituída por uma teoria mais geral quando objetos muito pequenos fossem envolvidos. Esses objetos muito pequenos começaram a ser envolvidos de fato nas pesquisas com o desenvolvimento das nanociências e com a criação das ferramentas para a nanotecnologia. Em 2009, por exemplo, Sheng Shen e seus colegas do MIT demonstraram que, quando dois objetos muito pequenos ficam próximos o suficiente, abre-se um buraco na Lei de Planck, um fenômeno com possibilidades de aplicação em discos rígidos e na geração de energia termovoltaica: Na distância certa, nanotecnologia fica fora da lei Lei geral da radiação termal Agora, a dupla austríaca trabalhou não com distâncias, mas especificamente com a dimensão das partículas, conforme previsto por Planck. E descobriram que, quando os objetos são menores do que o comprimento de onda da radiação termal, o calor não se irradia da "forma eficiente" verificada nos corpos maiores. Ao verificar isto experimentalmente, os dois cientistas desenvolveram uma teoria mais genérica da radiação termal. E não se trata apenas de uma teoria, a descoberta é importante para o gerenciamento do calor em nanodispositivos - nas dimensões que os processadores de computador estão chegando - e para a ciência dos aerossóis, micropartículas que ficam dispersas na atmosfera e que influenciam o clima. "A radiação térmica de um pedaço de carvão pode ser descrita perfeitamente pela lei de Planck, mas o comportamento das partículas de fuligem na atmosfera só podem ser descritas por uma teoria mais geral, que pudemos agora confirmar em nosso experimento," disse Rauschenbeutel. Impacto dos aerossóis sobre o clima ainda é pouco conhecido Fibras ópticas ultrafinas O experimento consistiu em enviar luz através de fibras ópticas ultrafinas, com um diâmetro de apenas 500 nanômetros. Os pesquisadores então mediram a quantidade de energia óptica que foi convertida em calor e, a seguir, irradiada para o ambiente. "Pudemos mostrar que as fibras levam muito mais tempo para alcançar a temperatura de equilíbrio do que uma simples aplicação da lei de Planck poderia sugerir," disse Rauschenbeutel. "Entretanto, nossos achados estão em perfeito acordo com a teoria mais geral da eletrodinâmica flutuacional, que permite levar a geometria e a dimensão do corpo em consideração," completou o pesquisador. O grupo trabalha com fibras ópticas ultrafinas para transportar informações quânticas. Para isso, é muito importante entender bem o comportamento termal dessas fibras porque qualquer variação no transporte efetivo do calor cria um risco real de que as fibras derretam-se quando os dados são transmitidos. Fonte:Site Inovação Tecnológica

Laser insere gene em células individuais

Transfecção Você certamente já ouviu falar de terapia genética, engenharia genética, animais e plantas geneticamente modificados e etc. Mas você já parou para pensar como é que os pesquisadores manipulam os genes? O termo técnico para a inserção de um gene exógeno em uma célula é transfecção. Há muitos métodos para realizar a transfecção, mas todos tendem a ser complicados e destrutivos, não permitindo um controle preciso sobre a inserção do DNA, obrigando os pesquisadores a destruir um grande número das células até finalmente acertar em uma. Na prática, o que eles fazem é trabalhar com aglomerados de células, selecionando estatisticamente aquelas que devem ter recebido o gene. Transfecção óptica Agora, Muhammad Waleed e seus colegas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Gwangju, na Coreia do Sul, usaram luz para criar a técnica mais precisa para inserir DNA nas células disponível até agora. A técnica consiste em usar um laser pulsado para criar nanofuros muito precisos na superfície de uma célula, e, em seguida, enfiar suavemente um pedaço de DNA através do furo usando "pinças ópticas", manipuladores de luz gerados pelo campo eletromagnético de outro laser. A partícula de DNA é colocada sobre a célula, funcionando como guia para o disparo do primeiro laser, que faz o furo bem ao seu lado. A seguir, as pinças ópticas capturam a partícula e enfiam-no pelo furo. "O que é mais fantástico é que tudo isso acontece em uma única célula," comenta o professor Yong-Gu Lee, orientador do estudo. "Até hoje, a transfecção de genes vem sendo realizada em uma grande quantidade de aglomerados de células, e o resultado é calculado como uma média estatística, sem observações em células individuais." Segundo o pesquisador, com a técnica de transfecção óptica, "você pode colocar um gene em uma célula, outro gene numa outra célula, e nenhum gene em uma terceira. Então você pode estudar exatamente como [esse gene] Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br

Grafeno emite pulsos de laser terahertz

Radiação terahertz
Se o grafeno não tivesse nenhuma outra utilidade e nenhuma outra propriedade interessante, esta seria suficiente para colocá-lo em lugar de destaque. O material é capaz de emitir pulsos de raios laser com comprimentos de onda muito longos, na frequência dos terahertz. A emissão direta de radiação terahertz terá amplo uso na ciência e na tecnologia, mas até hoje ninguém conseguiu construir um laser capaz de fazer isso. Isabella Gierz e seus colegas do Instituto Max Planck, na Alemanha, demonstraram que isso pode ser feito com o grafeno. Funcionamento do laser Um laser amplifica a luz gerando várias cópias idênticas dos fótons - clonando os fótons, por assim dizer. O processo de clonagem dos fótons é chamado de emissão estimulada de radiação - LASER é uma sigla para o termo em inglês para Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação. Um fóton faz com que elétrons no material do laser (um gás ou um sólido) passe de um estado de energia mais alto para um estado de energia mais baixo, emitindo um segundo fóton completamente idêntico. Este novo fóton pode, por sua vez, gerar fótons idênticos - o resultado é uma avalanche de fótons clonados. Uma condição para isso é ter mais elétrons no estado de energia mais elevado do que no estado de energia mais baixo - em princípio, todos os semicondutores podem satisfazer este critério. Isabella Gierz descobriu que o mesmo é verdade para o grafeno. Semicondutor sem bandgap A descoberta é surpreendente porque o grafeno não tem uma propriedade semicondutora clássica, chamada bandgap. A bandgap é uma região de estados de energia "proibidos", que separam o estado fundamental dos elétrons de um estado excitado, de maior energia. Sem excesso de energia, o estado excitado acima da bandgap será quase vazio, e o estado fundamental abaixo da bandgap quase completamente preenchido. O efeito avalanche necessário para fazer o laser é conseguido pela chamada "inversão da população", adicionando energia para que os elétrons saltem por essa barreira. No entanto, a banda proibida no grafeno é infinitesimal. "No entanto, os elétrons no grafeno se comportam de forma semelhante às de um semicondutor clássico," ressalta Gierz. Embora pareça um contrassenso, isso significa que o grafeno poderia ser descrito como um "semicondutor de bandgap zero". Devido à ausência de bandgap, a inversão de população no grafeno só dura cerca de 100 femtossegundos - menos de um trilionésimo de segundo. E é justamente aí que está a vantagem. "É por isso que o grafeno não pode ser usado para lasers contínuos, mas potencialmente pode gerar pulsos ultracurtos de laser," esclarece Gierz. O grafeno pode então ser utilizado para amplificar a luz laser com comprimentos de onda muito longos - a radiação terahertz. Largura de banda Até hoje, a radiação terahertz tem sido produzida usando os chamados processos ópticos não lineares, relativamente ineficientes. Além disso, a gama de comprimentos de onda disponível é muitas vezes limitada pelo material não-linear utilizado. O grafeno, por sua vez, pode ser usado para a amplificação de banda larga de comprimentos de onda arbitrariamente longos. Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br

Barata ciborgue

Barata ciborgue: neurocientista do futuro ou psicopata do presente?
Barata ciborgue: neurocientista do futuro ou psicopata do presente? A Backyard Brains diz que o aparelho tem o objetivo de fazer as crianças se interessarem por neurociência, mas o projeto já está obrigando a companhia a se defender de acusações de crueldade. [Imagem: Backyard Brains] Há bastante tempo os cientistas criam insetos ciborgues para estudar a robótica e outros temas. Mas ganhar dinheiro com isso parece ter passado das contas. O neurocientista Greg Gage lançou uma empresa para comercializar uma "mochila eletrônica" que pode ser colocada em uma barata para permitir que os movimentos do inseto sejam controlados por meio de um telefone celular. A ideia não foi bem recebida, embora o "teste de mercado" ainda não tenha sido feito. A Backyard Brains diz que o aparelho tem o objetivo de fazer as crianças se interessarem por neurociência, mas o projeto já está obrigando a companhia a se defender de acusações de crueldade. Antes de receber a mochila, a barata tem que ser preparada. Primeiro, ela é colocada viva em água gelada - que funciona como uma espécie de anestesia. Depois, a cabeça do inseto é lixada para eliminar uma camada de cera. Um conector e eletrodos são então colados no corpo do inseto e uma agulha é usada para fazer um buraco no tórax, para que um fio seja inserido. As antenas da barata são então cortadas para que eletrodos sejam instalados. Um circuito é preso nas costas do inseto. Esse aparato é capaz de receber sinais emitidos por meio de um aplicativo instalado em um telefone celular. O sistema permite ao usuário controlar alguns movimentos da barata, definindo se ela anda para a esquerda ou para a direita. O processo, claro, é irreversível. Polêmica O professor de filosofia da Universidade Queens, Michal Allen, disse que o aparelho vai "encorajar amadores a operar de forma invasiva em organismos vivos" e "encorajar o pensamento de que organismos vivos e complexos são meras máquinas ou ferramentas". A empresa, baseada em Michigan, chegou a receber e-mails dizendo que a "mochila eletrônica" - batizada de Roboroach - "ensina crianças a serem psicopatas". Mas a Backyard Brains diz que 20% da população do mundo em breve terá uma desordem neurológica - enfermidades para as quais ainda não há cura conhecida. As "mochilas eletrônicas" seriam uma forma dos estudantes começarem cedo a analisar o problema. A companhia afirma que a "mochila eletrônica" foi desenvolvida exclusivamente para encorajar as crianças a desenvolver interesse pela neurociência, um conhecimento que precisaria ser melhor lecionado nas escolas. Os aparelhos chegarão ao mercado norte-americano em Novembro a um preço estimado de US$ 99 (R$ 227). Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br

Um novo aparelho de TC expõe os pacientes a menos radiação

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
e fornece imagens mais nítidas para ajudar em diagnósticos, de acordo com pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA A tomografia computadorizada é uma tecnologia que consiste em combinar muitas imagens de raio X tiradas de diferentes ângulos numa visão tridimensional do interior do corpo. A tecnologia pode ser especialmente útil para diagnósticos em situações de emergência, e o número de exames de TC nos últimos anos aumentou drasticamente, afirmou Marcus Chen, operador de imagens cardiovasculares do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, em Bethesda, Maryland. Mas o maior uso de exames de TC levanta temores sobre a quantidade de radiação à qual os pacientes são expostos, explicou Chen. O risco de desenvolver câncer com a radiação de um exame de TC é baixo, mas o maior número de exames realizados a cada ano – mais de 70 milhões – representa um risco significativo. Pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer estimam que os 72 milhões de exames de TC realizados nos EUA em 2007 poderiam levar a 29 mil novos cânceres. Na média, o órgão de um adulto estudado num exame de TC recebe cerca de 15 milisieverts de radiação, sendo que a exposição radioativa por fontes naturais é de aproximadamente 3,1 milisieverts por ano. Essa preocupação levou pesquisadores a buscar maneiras de reduzir a quantidade de exposição radioativa do paciente num exame. Eles estão trabalhando para aprimorar tanto o hardware, para fazer os exames serem mais rápidos e exigirem menos repetições, quanto o software, para processar melhor os dados de raio X. O novo sistema de TC combina diversas melhorias para reduzir a exposição radioativa. A estrutura de um aparelho de TC tem o formato de um grande anel. Um tubo de raios X e um detector giram separadamente no anel, um em frente do outro, e o paciente fica no centro. Raios X passam pelo paciente conforme são entregues pelo tubo e capturados pelos detectores. A nova máquina possui cinco vezes mais detectores do que a maioria das máquinas, significando que uma parte maior de um órgão pode ser capturada num dado momento – reduzindo o número de passagens exigidas pelo leitor. Os componentes de raios X no novo sistema também giram mais rápido – eles precisam de apenas 275 milissegundos para concluir uma rotação, em vez de 350 milissegundos –, e o paciente é irradiado por menos tempo. Em casos onde médicos estejam analisando um órgão em movimento, como o coração, esse giro mais rápido também reduz o número de tentativas para se obter uma boa imagem. "É como ter um filme mais rápido em sua câmera", comparou Chen. Mudanças na forma como o sistema gera os raios X e computa as imagens também significam que o paciente passa menos tempo sendo atingido por radiação. Chen e colegas do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue usaram o sistema para examinar 107 pacientes adultos de diferentes idades e tamanhos em busca de acúmulo de placas e problemas cardiovasculares. O tamanho do paciente importa porque mais raios X são necessários para gerar imagens de uma pessoa maior. "Muitos centros de imagens usam uma configuração para todos os pacientes", afirmou Chen. "Você consegue uma incrível qualidade de imagem para todos, mas a desvantagem é que alguns pacientes recebem mais radiação do que deveriam." Em seu estudo, o sistema realiza uma leitura preliminar que usa raios X de baixa dose para definir o tamanho do paciente – e quanta radiação será necessária para as imagens de diagnóstico. A maioria dos pacientes examinados na nova máquina recebeu 0,93 milisieverts de radiação, e quase todos eles receberam menos de 4 milisieverts. Frente a outros aparelhos de TC atualmente em uso, a exposição radioativa foi reduzida em até 95%. Fonte: CONTER

Descoberta acidental viabiliza memórias holográficas 3D

Luz do acaso Cientistas descobriram por acaso um aumento de 400 vezes na condutividade elétrica de um cristal simplesmente expondo-o à luz. O efeito, que dura vários dias depois que a luz foi desligada, pode melhorar drasticamente o desempenho dos computadores, criando memórias holográficas 3D. Marianne Tarun fez a descoberta depois de chegar ao laboratório e verificar que a condutividade elétrica de alguns cristais de titanato de estrôncio esquecidos sobre a mesa havia disparado. Inicialmente ela pensou que as amostras estavam contaminadas, mas uma série de experimentos mostrou que o efeito foi gerado pela exposição à luz. "Foi totalmente acidental. Não é algo que esperávamos," confessa ela. Tarun então refez tudo de modo criterioso, expondo novas amostras de titanato de estrôncio à luz durante 10 minutos. A condutividade subiu 400 vezes e permaneceu nesse patamar durante dias, sem a necessidade de expor novamente o cristal à luz. Fotocondutividade persistente A equipe levanta a hipótese de que a luz libera elétrons no material, permitindo que ele transporte mais corrente, mas isso é algo que somente estudos mais detalhados poderão confirmar. O fenômeno, chamado fotocondutividade persistente, fica longe da supercondutividade, a ausência total de resistência elétrica apresentada por alguns materiais, geralmente em temperaturas próximas do zero absoluto. Mas o fato de que a fotocondutividade persistente ocorre no titanato de estrôncio a temperatura ambiente faz com que o fenômeno possa ter aplicações práticas imediatas. As memórias de computador armazenam os dados na superfície de um chip de silício ou na camada superior de um disco rígido. Já um dispositivo que apresente a fotocondutividade persistente poderá armazenar informações ao longo de todo o volume de um cristal. Esse é o princípio das chamadas memórias holográficas, ou memórias 3D, que poderão representar um salto na densidade de armazenamento, guardando muito mais informações por área.

Condições ao nascer interferem no desenvolvimento infantil

Condições ao nascer interferem no desenvolvimento infantil Pesquisa investigou a relação entre aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais com prematuridade e peso.
Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP avaliou 677 crianças que nasceram prematuras, pequenas para a idade gestacional ou com baixo peso, e identificou altas taxas de comprometimento comportamentais e emocionais destas crianças O estudo da psicóloga Adriana Martins Saur, do Departamento de Psicologia, investigou possíveis associações entre o desenvolvimento de crianças no que se refere a aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais e a relação com a prematuridade e peso ao nascer. O estudo foi desenvolvido em Ribeirão Preto (SP) e avaliou 677 crianças entre 10 e 11 anos de idade, de ambos os sexos. Elas foram divididas em grupos segundo três critérios: peso ao nascer, podendo ser muito baixo peso (MBP), baixo peso (BP) peso insuficiente (PI), peso normal (PN) e muito alto peso (MAP); idade gestacional (prematuros e a termo); e tamanho ao nascer, neste caso podendo ser pequeno para a idade gestacional (PIG) ou adequado para a idade gestacional (AIG). Do ponto de vista cognitivo, as crianças foram avaliadas por meio dos Testes de Raven (teste de inteligência não-verbal, em que as crianças são solicitadas a escolher uma figura que se encaixe na matriz apresentada) e da técnica de Desenho da Figura Humana (medida de desenvolvimento cognitivo e conceitual, em que as crianças são solicitadas a desenhar as figuras de um homem e uma mulher). Para análise comportamental e emocional, os pais colaboraram, respondendo a um questionário sobre as capacidades e dificuldades de seus filhos.A pesquisa também identificou os fatores que podem interferir no desenvolvimento cognitivo, comportamental e emocional destas crianças com base em variáveis biológicas, clínicas e socioeconômicas. Estabeleceu, ainda, as taxas de problemas comportamentais encontradas, independentemente do critério adotado. Baixo peso e hiperativas Os resultados mostraram que crianças de muito baixo peso são mais hiperativas que os outros grupos. Além disso, o peso ao nascer não se mostrou associado ao desfecho cognitivo ou comportamental. Em relação aos sintomas emocionais, o grupo formado por crianças com baixo peso ao nascer apresentou mais problemas emocionais do que aquelas que nasceram com muito baixo peso ou peso normal. No que se refere ao critério da prematuridade, este não se mostrou associado a nenhum dos três desfechos investigados e, em relação ao tamanho ao nascer, o estudo identificou que crianças consideradas pequenas para a idade gestacional apresentaram mais comprometimentos cognitivos, comportamentais e emocionais em comparação àquelas nascidas com peso adequado para a idade gestacional. Outro importante resultado encontrado mostra que o grau de escolaridade da mãe e a classificação econômica influenciaram os desfechos cognitivo, comportamental e emocional das crianças avaliadas no estudo. Além disso, nascer com tamanho considerado pequeno para a idade gestacional contribuiu para o aumento de problemas emocionais. Meninos apresentaram mais chances de desenvolver problemas comportamentais. Em geral, as taxas de identificação de problemas comportamentais foram altas: 38,2% para problemas gerais e 53,9% para sintomas emocionais. Os resultados encontrados no estudo apontam para a necessidade de ações preventivas direcionadas ao período pré-natal das gestantes, a fim de evitar o nascimento prematuro e/ou de crianças com baixo peso ao nascer, atenuando possíveis riscos decorrentes de tais adversidades. Além disso, sugere-se também a elaboração de programas sociais que possam incrementar as condições socioeconômicas e educacionais da população visto serem estes fatores que influenciaram o desenvolvimento das crianças em idade escolar. Fonte: USP

OMS lança estratégia para melhorar planejamento familiar no pós-parto

OMS lança estratégia para melhorar planejamento familiar no pós-parto Objetivo é que as mulheres recebem informações e acesso à métodos contraceptivos para evitar nova gravidez antes de dois anos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma iniciativa para melhorar o acesso das mulheres ao planejamento familiar, após terem dado à luz e durante o primeiro ano de maternidade. De acordo com a agência, a ferramenta denominada "Acesso Completo ao Planejamento Familiar Pós-Parto" fornece intervenções de cuidados de saúde a todos os níveis. Apresentado nesta quarta-feira (13), em Adis Abeba (Etiópia), o recurso pretende ampliar o acesso às medidas para novas mães através de métodos cientificamente comprovados. A agência lembra que há riscos para a saúde das mães e dos bebês devido ao curto espaço de tempo entre as vezes em que elas engravidam ou quando a gravidez ocorre num momento indesejado. Estudo sobre Dados Demográficos e de Saúde em 27 países em desenvolvimento demonstra que 95% das mulheres querem evitar nova gravidez por pelo menos dois anos após o parto. Entretanto, quase sete em cada dez não usam nenhum método de contracepção. A Etiópia é destacada em análise similar por ter oito em cada 10 mulheres sem usar qualquer contraceptivo após terem um filho De acordo com a OMS, um espaçamento de pelo menos dois anos entre duas gestações pode evitar 10% das mortes de bebês, e cerca de um em cada cinco casos de mortes de crianças entre um e quatro anos de idade. Os principais alvos do novo recurso são gestores de programas de saúde e responsáveis pela criação de políticas para o setor. Uma das principais ações propostas é garantir boa aplicação da estratégia de distribuição e incentivo do uso de contraceptivos no pós-parto. Também foi sugerido material informativo de alta qualidade e de fácil compreensão sobre as opções de planeamento, além da aplicação de padrões globais de cuidados na formação dos profissionais de saúde. O lançamento dos novos procedimentos aconteceu na capital etíope durante a Conferência Internacional sobre Planeamento Familiar que termina nesta sexta-feira (15). Fonte: Isaude.net

domingo, 17 de novembro de 2013

Efeitos do autismo podem ser minimizados com intervenções precoces

Efeitos do autismo podem ser minimizados com intervenções precoces Estudo consegue identificar marcadores para doença a partir dos dois meses de idade, antes do declínio das habilidades sociais.
O contato com os olhos durante a primeira infância pode ser a chave para a identificação precoce de autismo, de acordo com um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH) dos Estado Unidos. Publicado semana passada na revista Nature, o estudo revela o primeiro sinal de desenvolvimento do autismo seria um declínio constante na fixação dos olhos do segundo ao sexto mês de vida. O autismo geralmente é diagnosticado depois de 2 anos de idade, quando os atrasos no comportamento social e habilidades linguísticas de uma criança se tornam aparentes. Este estudo mostra que crianças apresentam claros sinais de autismo em uma idade muito mais jovem, disse Thomas R. Insel, diretor do NIMH. "Quanto mais cedo formos capazes de identificar marcadores precoces para o autismo, as intervenções de tratamento podem ser mais eficazes." Crianças com desenvolvimento típico começam a focar rostos humanos nas primeiras horas de vida, e eles aprendem a entender os sinais socialização, prestando especial atenção aos olhos de outras pessoas. As crianças com autismo, no entanto, não apresentam esse tipo de interesse. Na verdade, a falta de contato visual é uma das características de diagnóstico da doença. O estudo acompanhou crianças desde o nascimento até 3 anos de idade. Os participantes da pesquisa foram divididos em dois grupos, com base em seu risco de desenvolver um transtorno do espectro do autismo. Os integrantes do grupo de alto risco tinham um irmão mais velho já diagnosticado com autismo, aqueles no grupo de baixo risco, não. O estudo utilizou equipamentos de rastreamento ocular para medir os movimentos dos olhos de cada criança enquanto elas observavam as cenas de um vídeo do cuidador. Os pesquisadores calcularam a porcentagem de tempo que cada criança fixou os olhos na boca, corpo, bem como nos espaços não-humanos das imagens. Todas as crianças realizaram 10 diferentes testes entre 2 e 24 meses de idade. Aos 3 anos, algumas das crianças (quase todas do grupo de alto risco) tinham recebido um diagnóstico clínico de um transtorno do espectro do autismo. Os pesquisadores, então, revisaram os dados de rastreamento ocular para determinar quais os fatores que diferenciaram as crianças que receberam um diagnóstico de autismo e aquelas que não o tiveram. Nas crianças que foram diagnosticadas com autismo, observamos um declínio constante no tempo que eles permanecem olhando para os olhos mãe, afirmaram os pesquisadores. Esta queda na fixação do olhar começou entre dois e seis meses e continuou durante todo o curso do estudo. Por 24 meses, os bebês que mais tarde foram diagnosticados com autismo ficaram focados nos olhos cuidador apenas metade do tempo que o grupo de bebês com desenvolvimento normal. Em oposição a uma teoria de longa data que afirma que comportamentos sociais são inteiramente ausente em crianças com autismo, os resultados deste estudo sugerem que as habilidades de engajamento social estão intactas logo após o nascimento de crianças com o problema. Fonte: Isaude.net

Novo teste sanguíneo pode prever pré-eclâmpsia durante a gravidez

Novo teste sanguíneo pode prever pré-eclâmpsia durante a gravidez O teste mede os níveis de uma proteína chamada fator de crescimento placentário (PlGF) e foi avaliado em 625 mulheres.
Novo exame de sangue pode ajudar os médicos a determinar se uma mulher vai desenvolver uma forma grave de hipertensão arterial, conhecida como pré-eclâmpsia durante a gravidez. A pré-eclâmpsia pode danificar os rins, fígado e cérebro, e levar a complicações como parto prematuro, baixo peso ao nascimento e morte fetal. O novo teste verifica os níveis de uma proteína chamada fator de crescimento placentário (PlGF), e foi avaliado em 625 mulheres britânicas. De acordo com o estudo, 61% das participantes que desenvolveram pré-eclâmpsia tinham baixos níveis de PlGF. Os resultados também mostraram que se os níveis de PlGF em uma mulher caem abaixo de um determinado limiar antes de sua 35 ª semana de gravidez, o bebê pode nascer num prazo de 14 dias. "O teste foi projetado para diferenciar as mulheres com pré-eclâmpsia daquelas com pressão arterial elevada," afirmou a pesquisadora Lucy Chappell. "Os testes atuais apenas detectam a doença, nos precisamos prever que ela vai acontecer, evitando sua evolução e os consequentes danos aos órgãos." Ao utilizar o teste para identificar mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia, "os médicos podem monitorar melhor e tratar a pressão arterial", disse Chappell. "Esta detecção precoce também evita internações desnecessárias das pacientes que não são susceptíveis a desenvolver pré-eclâmpsia." Fonte: Isaude.net

Brasil está atrasado em procedimentos de implantes cardíacos

Brasil está atrasado em procedimentos de implantes cardíacos Levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular comparou países da América Latina e Caribe.
Levantamento feito entre 2000 e 2010 pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (Deca), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) mostra que o Brasil está atrasado nos procedimentos de implantes de marcapassos, de ressincronizadores cardíacos e no uso de desfibriladores em comparação aos países da América Latina e do Caribe. Para a diretora do Deca, Stela Sampaio, o resultado "não é muito animador". O Registro Brasileiro de Marcapassos, Ressincronizadores Cardíacos e Desfibriladores (RBM) está completando 20 anos. Esta base de dados nacional disponibiliza informações sobre os procedimentos de estimulação cardíaca efetuados em todo o país. A doutora Stela Sampaio disse que no Nordeste houve redução do número de implantes de marcapassos, sem que houvesse diminuição da população. "O Brasil é um país que coloca menos marcapassos que o Uruguai, a Argentina e vários países menores. Comparando com Europa e Estados Unidos, aí é que os números ficam mais significativos", ressaltou. De acordo com o Censo Mundial de Marcapassos e Desfibriladores, o Brasil implanta 190 marcapassos por 1 milhão de habitantes, enquanto, no Chile, esse número sobe para 216; na Argentina para 382; no Uruguai para 578; e em Porto Rico, para 606 marcapassos por 1 milhão de pessoas. Nos Estados Unidos, o censo revela que o total de marcapassos implantados supera 765 por 1 milhão de habitantes. Já na França, na Itália e na Alemanha, o total de implantes de marcapassos alcança, respectivamente, 1.019, 1.048 e 1.267 por 1 milhão de cidadãos. "A gente tem batalhado para que isso [a diferença] seja amenizado, mas os governos, os gestores de cada região, não são sensíveis à resolutividade de um problema que não é difícil [de resolver]", ponderou Stela. Ela disse que existem médicos suficientes no país, bem como especialistas, inclusive em cidades do interior, mas não é liberada verba para que o problema dos pacientes possa ser resolvido. Isso faz com que muitos cardiopatas morram enquanto aguardam a liberação de nova verba para o implante. A médica destacou a importância da implantação de marcapassos. Segundo ela, trata-se de um procedimento que "salva vidas e previne". Ela esclareceu que além dos marcapassos convencionais, há outros tipos que melhoram a insuficiência cardíaca e evitam a morte súbita. "São tratamentos resolutivos. Não é um tratamento paliativo. A gente realmente consegue resolver o problema do paciente, melhorar a qualidade de vida, diminuir a mortalidade". Stela Sampaio lamentou, entretanto, que muitos hospitais não apresentam capacidade de fazer procedimentos de alta complexidade, o que aumenta a fila de espera. "É um sofrimento para nós e para a população". Fonte: AGÊNCIA BRASIL

teamLabBody 3D human anatomy app #DigInfo

Aplicativo 3D reúne arquivos de articulações digitalizados durante 10 anos

Aplicativo 3D reúne arquivos de articulações digitalizados durante 10 anos O sistema teamLabBody permite analisar todos os movimentos, além das ligações dos músculos, veias, artérias e nervos com os ossos.
Um novo aplicativo 3D do corpo humano reúne informações, recolhidas durante mais de 10 anos, sobre as articulações e movimentos de pessoas vivas, permitindo visualizar as partes do corpo humano de todos os ângulos possíveis. "Os dados sobre as articulações e movimentos de pessoas vivas foram digitalizados. As partes podem ser aumentadas para que os movimentos possam ser estudados em detalhe considerável, afirma o professor Kazuomi Sugamoto, do Departamento de Ortopedia da Universidade de Osaka ( Japão), onde foi desenvolvido o aplicativo." O sistema chamado teamLabBody ainda permite analisar as ligações dos músculos, veias, artérias e nervos com os ossos. Com um simples toque no canto superior direito da tela, o sistema entra em modo de esqueleto, onde podem ser vistos todos os movimentos do esqueleto humano. Atualmente, o aplicativo suporta Japonês e Inglês e está disponível para compra através da App Store e Google Play. "Este aplicativo já foi introduzido em hospitais, apoiando as explicações dos médicos para receber o consentimento informado do paciente. Com ele, os profissionais podem explicar que parte do corpo está envolvida, como os músculos e os nervos são conectados a ela, e por que os sintomas estão ocorrendo,"completa o pesquisador. Sistema chamado teamLabBody permite analisar as ligações dos músculos, veias, artérias e nervos com os ossos. Sistema chamado teamLabBody permite analisar as ligações dos músculos, veias, artérias e nervos com os ossos. Um novo aplicativo 3D do corpo humano reúne informações, recolhidas durante mais de 10 anos, sobre as articulações e movimentos de pessoas vivas, permitindo visualizar as partes do corpo humano de todos os ângulos possíveis. "Os dados sobre as articulações e movimentos de pessoas vivas foram digitalizados. As partes podem ser aumentadas para que os movimentos possam ser estudados em detalhe considerável, afirma o professor Kazuomi Sugamoto, do Departamento de Ortopedia da Universidade de Osaka ( Japão), onde foi desenvolvido o aplicativo." O sistema chamado teamLabBody ainda permite analisar as ligações dos músculos, veias, artérias e nervos com os ossos. Com um simples toque no canto superior direito da tela, o sistema entra em modo de esqueleto, onde podem ser vistos todos os movimentos do esqueleto humano. Atualmente, o aplicativo suporta Japonês e Inglês e está disponível para compra através da App Store e Google Play. "Este aplicativo já foi introduzido em hospitais, apoiando as explicações dos médicos para receber o consentimento informado do paciente. Com ele, os profissionais podem explicar que parte do corpo está envolvida, como os músculos e os nervos são conectados a ela, e por que os sintomas estão ocorrendo,"completa o pesquisador. Fonte: Isaude.ne

Estudo indica novos caminhos que podem até reverter o diabetes tipos 2

Estudo indica novos caminhos que podem até reverter o diabetes tipos 2 Pesquisadores afirmam que regulação normal da glicose depende da relação entre sistema do cérebro e as ilhotas do pâncreas.
Uma revisão de estudo realizada em três universidades americanas e uma alemã, reafirma a tese de que o cérebro desempenha um papel-chave na regulação da glicose e no desenvolvimento do diabetes tipo 2. Equipes das Universidades de Washington, Cincinnati e Michigan, e a Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, apresentaram evidências de que um sistema centralizado no cérebro pode reduzir o açúcar no sangue, ou glicose através da insulina e de mecanismos que não usam insulina. Eles propõem que a regulação normal da glicose depende de "interações altamente coordenadas" entre esse sistema do cérebro e as ilhotas produtoras de insulina no pâncreas. Se esta concepção estiver correta, poderia dar início a novas abordagens para prevenir e tratar a diabetes tipo 2, talvez até mesmo revertê-la, dizem os pesquisadores. A diabetes tipo 2 desenvolve-se quando o corpo não produz suficiente insulina ou as células do organismo que não reagem à insulina (conhecido como resistência à insulina), levando os níveis de açúcar no sangue se tornarem muito elevados (hiperglicemia). Neste estudo, os pesquisadores observaram que cerca de um século atrás, os cientistas acreditavam que o cérebro desempenhava um papel importante em manter a glicose sob controle. Mas, desde a descoberta da insulina, em 1920, quase todos os tratamentos para a diabetes são concebidas no sentido de aumentar a insulina ou aumentar a sensibilidade do organismo aos hormônios de regulação da glicose. O novo enfoque sugere que a regulação normal de glicose depende de uma parceria entre as células produtoras de insulina (células das ilhotas) do pâncreas e circuitos-chave do hipotálamo, além de outras áreas do cérebro. Os autores argumentam que a diabetes do tipo 2 é o resultado de uma falha tanto do sistema de células do pâncreas como deste sistema centralizado no cérebro. Estudos com animais e humanos mostram que sistema de regulação do cérebro tem um poderoso efeito sobre os níveis de açúcar no sangue independentes da insulina. Este mecanismo cerebral usa um processo chamado de "eficácia de glicose" para promover a absorção de glicose nos tecidos. Este processo é responsável por quase metade do consumo normal da glicose. O modelo proposto agora usa os dois sistemas. As ilhotas pancreáticas reagem ao aumento de glicose no sangue pela liberação de insulina, ao mesmo tempo que o sistema cerebral aumenta o metabolismo da glicose insulino-dependente. De acordo com a investigação, o sistema cerebral tem maior probabilidade falhar, pressionando o sistema do pâncreas, que pode compensar a falha do outro sistema por algum tempo, mas acaba perdendo sua capacidade de manter os níveis adequados, causando ainda mais descompensação no sistema cerebral. O resultado é um ciclo vicioso de deterioração que termina no diabetes tipo 2. Fonte: Isaude.net

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Fio de sutura com células-tronco acelera a cicatrização de feridas

Fio de sutura com células-tronco acelera a cicatrização de feridas Material desenvolvido na Unicamp foi capaz de acelerar a regeneração de tecidos em fístulas intestinais.
O resultado surpreendeu até mesmo os pesquisadores que acompanhavam a evolução de uma fístula intestinal - uma ferida aberta, provocada por uma falha de cicatrização ainda de origem desconhecida e de difícil tratamento. No terceiro dia após a aplicação de um inédito fio de sutura enriquecido com células-tronco, notaram que a área do ferimento havia diminuído de tamanho, e quase fechado (75%). Trata-se de uma regeneração bem acima da obtida com os atuais recursos convencionais e que aplicam uma longa e complicada recuperação nos pacientes com esse tipo de problema em humanos, que pode durar de oito a dez semanas. No estudo, células-tronco mesenquimais foram as responsáveis pelo "milagre" que acelerou a regeneração de tecidos em testes com animais (ratos). Elas estão no organismo humano porque possuem a capacidade de se diferenciar (transformar-se) em vários outros tipos de células, podendo iniciar a formação de um novo tecido, o que explica o resultado obtido. Na medicina, foram descritas pela primeira vez nos anos 70 e, desde então, pesquisadores têm buscado formas para aproveitá-las, o que não é tão simples, como mostram outros estudos no mundo e experimentos produzidos na Unicamp, para descobrir a melhor forma de transformá-las em outros tecidos e implantá-las no organismo. O tempo médio de recuperação de fístulas intestinais em ratos, no tratamento convencional, está próximo do necessário para o tratamento de humanos (até dez semanas). "As células mesenquimais podem ter se transformando em outras células (as que faltavam no local da ferida) ou liberado substâncias que propiciaram a diminuição do processo inflamatório e melhor vascularização na área e ativaram as células-tronco do próprio tecido na área afetada, para que se multiplicassem ali", afirma Ângela Luzo, sobre o efeito no processo de cicatrização acelerado observado durante a pesquisa de mestrado realizada pelo biólogo Bruno Bosch Volpe. Os efeitos provocados por elas serão estudados pelo Grupo de Multidisciplinar de Terapia Celular da Unicamp, na tese de doutorado do autor do trabalho, quando também deverão acontecer os estudos clínicos, ou seja, os testes em humanos. A grande inovação da pesquisa não foi o uso de células-tronco, mas a metodologia desenvolvida para "injetá-la" na fístula, por meio de um "fio de sutura enriquecido com células mesenquimais", patenteado pela Agência de Inovação Inova Unicamp. De acordo com os pesquisadores, a simples aplicação das células no local do ferimento, como demonstrado em experimentos com cobaias, não apresentou o mesmo efeito de cicatrização. A pesquisa juntou, com sucesso: um fio de sutura comum, usado há décadas pela medicina; uma cola cirúrgica humana (de fibrina), um selante biológico produzido a partir do plasma do sangue, que não tem contra indicações nem causa reação nos pacientes; e milhões de células tronco mesenquimais humanas, capazes de acelerar a cicatrização. "Com a aplicação do fio, observamos uma recuperação de 90% [média] da área afetada pela fístula, após 21 dias, sendo que em alguns animais a ferida fechou completamente", avalia Bruno. Em outras pesquisas realizadas no mundo, segundo o estudo brasileiro, foram testadas a aplicação de células-tronco diretamente na ferida (Espanha), mas sem o mesmo resultado de cicatrização, e a produção de um fio semelhante (Estados Unidos), produzido por meio de outro processo, mas em quantidade limitada - na Unicamp, os pesquisadores conseguiram a adesão de células em um fio longo com trinta centímetros, aplicado após dois dias da preparação, mas há uma expectativa de que ele "sobreviva" por sete dias. O grupo brasileiro já tinha avaliado a efetividade da capacidade de adesão de células-tronco na cola de fibrina em um projeto de iniciação científica realizado pela aluna Larissa Berbert, sob a orientação do professor Paulo Kharmandayan, do Departamento de Cirurgia da FCM, e da professora Angela Luzo, hematologista. Essa linha de investigação surgiu a partir de uma aula na disciplina de cirurgia plástica, realizada em 2005 pelo cirurgião plástico Ithamar Stocchero, que questionou a possibilidade de células-tronco aderirem ao fio de sutura. Anos mais tarde, o projeto da Unicamp funcionou porque, em laboratório, foi possível cultivar as células-tronco, aplicá-las no fio de sutura e, principalmente, mantê-las vivas, em quantidade suficiente, para que elas entrassem em ação na área do ferimento. Imagens captadas com a ajuda de microscópio mostram as células aplicadas aos filamentos que se entrelaçam no fio de sutura, completamente tomado pela cor verde, que marca cada uma delas, todas vivas, prontas para iniciarem o processo de cicatrização observado. Indicação Em média, 2% de pacientes submetidos a cirurgias no intestino desenvolvem esse tipo de fístula que serviu como base para os estudos, mas esse número pode chegar a 20% no caso de pacientes de risco, aqueles que estão tomando remédios imunossupressores, debilitados pelo câncer ou são portadores de algumas doenças específicas. "No tratamento convencional, na maior parte das vezes, é feita uma tentativa de sutura direta da fístula, o que é bastante complicado de fazer, ou há um suporte nutricional para o paciente e espera-se que a fístula feche, o que pode demorar, às vezes, 40 dias", afirma o médico Joaquim Bustorff-Silva, professor e coordenador do Departamento de Cirurgia da FCM, que participa do grupo de pesquisa. Quando estiver acessível à medicina, a nova tecnologia permitirá um "tratamento simples" e deve reduzir o tempo de recuperação dos pacientes. "Isso diminuirá muito a necessidade de internações, as complicações por causa das fístulas, mas, basicamente, reduzirá muito o tempo para a resolução do problema", avalia o professor. A ferida aberta degrada a saúde do paciente, provoca perda de peso, desidratação, entre outros problemas. Além disso, dois resultados chamam a atenção no estudo: não haveria a necessidade de avaliar a compatibilidade das células-tronco usadas no fio de sutura para os pacientes, como ocorre hoje em determinadas terapias; e não houve sinais de rejeição e inflamação do organismo em relação às células implantadas. Nos experimentos realizados pela Unicamp, fios de sutura foram enriquecidos com células-tronco humanas para aplicação em fístulas intestinais de cobaias (ratos), em um procedimento conhecido como "xenotransplante". Por enquanto, o tratamento é uma solução ainda cara, mas com potencial de aplicação em vários procedimentos da medicina, particularmente em pacientes de risco, como forma de acelerar a cicatrização e reduzir as complicações em procedimentos cirúrgicos, segundo os pesquisadores. O fio enriquecido tanto pode ser utilizado preventivamente como no tratamento de problemas desse e de outros tipos de fístulas. Recuperação ocorre em menos tempo A cicatrização das fístulas em ratos que receberam fios de sutura enriquecidos com células-tronco mesenquimais ocorreu, em média, 15 dias depois do procedimento, evolução mais rápida e bem diferente do que foi observado nos dois outros grupos de cobaias do experimento - dos que tiveram recuperação natural do ferimento e daqueles que passaram por procedimento de aplicação direta de células-tronco no local da ferida. "Sabemos que esse tipo de célula [mesenquimais] libera vários fatores estimulantes de crescimento, substâncias que melhoram a cicatrização, que diminuem o processo inflamatório na região e que, portanto, poderão ser aplicadas em outros tipos de cirurgias e tratamentos", afirma a hematologista Ângela Cristina Malheiros Luzo, professora da pós-graduação em Ciências da Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, orientadora da pesquisa. No experimento, todos os ratos tinham fístulas intestinais do mesmo tamanho. Os ferimentos foram acompanhados diariamente com o apoio de um programa de computador capaz de avaliar, por milímetro quadrado, a regeneração dos tecidos da área afetada. Segundo o autor do estudo, o biólogo Bruno Bosch Volpe, o grupo de cobaias que não recebeu nenhum tipo de tratamento, após 21 dias, apresentou pouca evolução depois de praticamente o dobro do tempo esperado para a cicatrização. "No outro grupo, que recebeu as células-tronco, semelhante ao realizado por pesquisadores espanhóis, a recuperação foi de 70% (da área afetada pela fístula). Com a aplicação do fio, no mesmo período, a recuperação média ficou em 90%", explica. Além disso, em três dos nove ratos que receberam a sutura enriquecida, de fato, tiveram cicatrização completa da ferida durante o período observado. O gráfico que mostra a evolução do fechamento da fístula, nos três grupos de cobaias, impressiona, assim como as fotos que demonstram a recuperação completa do tecido da ferida naqueles que receberam o fio com células mesenquimais. "No terceiro dia, o resultado obtido é praticamente igual ao obtido, depois de 21 dias, com a aplicação de células-tronco no local da fístula", afirma o pesquisador. A aplicação direta das células, sem o fio, foi um experimento realizado na Espanha e reproduzido pela Unicamp para comparação. Lá, pesquisadores realizaram o trabalho voltado para um possível tratamento da doença de Crohn, uma inflamação crônica do intestino, de origem autoimune e ainda desconhecida. Os sintomas e o tratamento dependem de cada caso, mas é comum a ocorrência de dor abdominal, diarreia, perda de peso e febre. Atualmente, não há cura, mas procedimentos para aliviar as complicações enfrentadas pelos doentes. O resultado obtido pela pesquisa demonstra a importância do fio de sutura enriquecido desenvolvido na pesquisa da Unicamp para o processo de recuperação e prevenção de fístulas intestinais. Mais do que isso, a mesma metodologia poder ser experimentada em outros tipos de procedimentos semelhantes, o que aumenta o potencial de uso pela medicina, de acordo com os pesquisadores do Grupo de Multidisciplinar de Terapia Celular. Esse grupo de pesquisa da Unicamp, além de pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), envolve ainda as Faculdades de Engenharia Mecânica (FEM), Engenharia Química (FEQ), mais os Institutos de Biologia(IB), Química (IQ) e Física (IFGW), além do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biofabricação (Biofabris) e o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Fabricação No estudo realizado na Unicamp, as células-tronco mesenquimais foram extraídas da gordura. "Esse tipo de célula existe em todos os tecidos, mas, para extrair, manipular, a gordura é a fonte mais fácil", explica a pesquisadora Ângela Luzo. A medula óssea ou do sangue de cordão umbilical seriam outras fontes desse tipo de material. De cerca de 20 ml a 30 ml de gordura, onde existem em torno de um milhão de células mesenquimais, o método permite multiplicá-las em laboratório e, ao final de 20 dias, existirão de 4 a 5 milhões delas, prontas para o processo de fabricação do fio enriquecido. A cola humana de fibrina, usada na produção, foi aprimorada para favorecer a adesão delas às fibras de sutura (veja na arte). Os médicos a usam para conter um sangramento, principalmente quando os pontos não dão conta sozinhos de estancar o sangue. Na prática, ao absorver o fio enriquecido com células, o organismo recebe o "remédio" que acelera a proliferação de tecido no local da ferida e isso apressa a cicatrização. "Pego o fio de sutura, coloco em cultura, gotejo um milhão de células nele e aplico a cola para que elas fiquem aderidas. Depois que impregnou o material, não solta e elas ficam vivas", explica Bruno, ao lembrar que havia três problemas principais a serem superados: que as células morressem em contato com a cola, que ambas não resistissem ao procedimento cirúrgico (aplicação no tecido) e que não houvesse quantidade suficiente delas para ativar o processo de regeneração da área afetada pelo ferimento. Na etapa de testes em animais, foram acompanhados três grupos: o primeiro, no qual observou-se a recuperação espontânea do organismo; o segundo, de ratos que receberam a aplicação direta de células-tronco mesenquimais; e o terceiro, formado por aqueles que tiveram a ferida tratada com os fios de sutura enriquecidos. A próxima etapa da pesquisa é estudar a função das células-tronco na cicatrização, onde e como elas ajudaram no processo. O Grupo de Multidisciplinar de Terapia Celular da Unicamp planeja produzir, em maior escala, os fios de sutura enriquecidos com células mesenquimais aderidas para a realização de testes em humanos, que devem ocorrer ao longo dos próximos quatro anos. Fonte: UNICAMP

Ômega-3 pode prevenir demência relacionada ao álcool

Ômega-3 pode prevenir demência relacionada ao álcool O uso do óleo de peixe diminuiu em 95% a morte celular em cérebros de ratos expostos à grandes quantidades de álcool.
O óleo de peixe Omega-3 pode ajudar a proteger contra a demência relacionada ao álcool, de acordo com estudo apresentado no 14 º Congresso da Sociedade Europeia para a Investigação Biomédica sobre Alcoolismo, que está sendo realizado em Varsóvia, na Polônia. O estudo, conduzido por pesquisadores da Loyola University Chicago Stritch School of Medicine, analisou as células do cérebro de ratos que haviam sido expostos à grandes quantidades de álcool. Em um estudo anterior, realizado pela mesma equipe de investigação, foi descoberto que beber de forma moderada (cerca de dois drinques por dia para homens e uma para mulheres) poderia reduzir o risco de declínio cognitivo e demência. A pesquisa mostrou que pequenas quantidades de álcool podem melhorar a aptidão das células cerebrais, por "endurecer-las" para lidar com o estresse que leva à demência. No entanto, o mesmo estudo comprovou que elevadas quantidades de álcool podem "esmagar" as células, levando à inflamação e a morte celular. De acordo com a Alzheimer's Society, a demência relacionada ao álcool (muitas vezes referida como a síndrome de Wernicke-Korsakoff), é diagnosticada em cerca de 1 em cada 8 pessoas com alcoolismo. Estudos têm demonstrado que a condição é mais comum nos homens entre as idades de 45 e 65, com uma longa história de abuso de álcool. Para este estudo, os pesquisadores avaliaram as células do cérebro de ratos adultos que foram expostos à grandes quantidades de álcool (o equivalente a um ser humano consumindo quatro vezes o limite legal de álcool para dirigir). As células foram então comparadas com as células do cérebro que foram expostos ao óleo de peixe omega-3 - ácido docosahexanóico (DHA) - juntamente com a mesma quantidade de álcool. Os resultados mostraram que as células do cérebro expostas à combinação de óleo de peixe e de álcool tiveram uma diminuição de quase 95% nos processos inflamatórios e de morte celular em comparação com as células do cérebro que foram expostos ao álcool sem o omega-3. "Nós descobrimos que a presença de DHA reduz significativamente ou elimina a morte neuronal. O cérebro contém níveis significativos de DHA endógeno em membranas, mas esta presença é reduzida pelo consumo excessivo de álcool, o que pode ser solucionado com uma suplementação. Além disso, existem certos passos críticos 'neuroinflamatórios' das enzimas que podem levar à morte neuronal, possivelmente aumentando a radicais livres de oxigénio. Estes processos são aumentados com o consumo excessivo do álcool e podem ser balanceados com a suplementação de DHA," afirma o autor do estudo Michael Collins. Fonte: Isaude.net

Microscópio para smartphones consegue detectar vírus

Microscópio para smartphones consegue detectar vírus individualmente O avanço vai ajudar médicos de locais distantes e sem recursos a monitorar a evolução dos tratamentos para as infecções.
Novos dispositivos são capazes de converter smartphones em poderosos mini-microscópios com condições de detectar bactérias e vírus. Procedimento que, até agora, depende de microscópios caros, com várias lentes e outros componentes óticos. De acordo com os responsáveis pelo estudo, o avanço vai ajudar médicos de locais distantes e sem recursos a monitorar a evolução dos tratamentos para as infecções, já que o equipamento permite detectar os vírus individualmente. A equipe de Aydogan Ozcan, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, desenvolveu vários microscópios compactos que podem ser instalados em smartphones para detectar os vírus ou bactérias ou verificar a visão pacientes.Os dispositivos funcionam em nanoescala para contar o número de bactérias sub-mícron ou vírus na amostra. O resultado é um sistema de imagem portátil que utiliza a energia digital de smartphones para detectar vírus, determinando a carga viral, o que permite identificar a gravidade da infecção, tornando o tratamento mais eficaz. O novo dispositivo pesa pouco mais de 100 gramas e, nos testes inciais, permitiu a detecão de patógenos como o citomegalovírus humano, um membro da família do vírus herpes, que pode ser fatal em pacientes com baixa imunidade. Fonte: Isaude.net

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Técnica utiliza nanopartículas para entregar medicamentos dentro do olho Droga com revestimento de liberação programada trata a degeneração macular por mais tempo e de forma mais segura.
Engenheiros biomédicos da Johns Hopkins University, nos EUA, desenvolveram uma nova estratégia para a entrega de droga a pacientes com um tipo de perda de visão central causada pelo crescimento dos vasos sanguíneos na parte posterior do olho, onde esse crescimento não deve ocorrer. Além de testar um novo medicamento eficaz que para o crescimento de vasos, a equipe criou um revestimento biodegradável para o medicamento a fim de mantê-lo no olho por mais tempo. Se mostrado eficaz em humanos, os engenheiros acreditam que o tratamento pode significar apenas duas ou três picadas de agulha no olho por ano, em vez das injeções mensais que são o padrão atual de tratamento. A nova droga, com seu revestimento de liberação programada, foi testada em camundongos com alterações semelhantes às vividas por pessoas com degeneração macular relacionada à idade, ou AMD "úmida". "Se você perde a visão central, você não pode dirigir um carro e você não pode ver seus netos. Você está disposto a fazer o que for preciso para manter a sua visão. Esperamos que o nosso sistema possa funcionar em pessoas, e torne os tratamentos menos invasivos e muito menos frequentes e, portanto, mais fácil de serem cumpridos e mais seguros", afirma o pesquisador Jordan Green. Atualmente, os doentes de AMD úmida são tratados com injeções frequentes (tão frequentemente quanto uma vez por mês) dentro do olho de um medicamento que bloqueia um dos principais estimuladores do crescimento anormal de vasos sanguíneos. "Os pacientes recebem agentes antibacterianos e analgésicos localizados e, em seguida, uma agulha muito fina é passada através do branco do olho dentro da cavidade central, onde o medicamento é injetado. Não é doloroso, mas não é algo que os pacientes não apreciam. As visitas frequentes para injeções são um fardo e cada injeção traz um pequeno risco de infecção, por isso um dos nossos objetivos é encontrar novas abordagens que permitam menos consultas e injeções", afirmam os autores. Green e seus colegas descobriram a nova droga, um pequeno pedaço de proteína que bloqueia o crescimento dos vasos sanguíneos indesejados. Quando o grupo testou o medicamento sobre células cultivadas em laboratório, eles descobriram que ele matou as células dos vasos sanguíneos e impediu o crescimento de novos vasos sanguíneos. O mesmo efeito foi encontrado quando a droga foi injetada nos olhos de ratos com vasos sanguíneos anormais, como aqueles vistos em AMD úmida, mas, como acontece com o tratamento padrão atual, a droga foi eficaz apenas por cerca de quatro semanas. A solução da equipe foi retardar a liberação e o esgotamento da droga, cobrindo-a de revestimentos biodegradáveis não tóxicos. Primeiro eles criaram "nanopartículas", pequenas esferas pequenas cheias de droga. Quando as esferas foram colocadas em um ambiente aquoso, a água quebrou progressivamente o revestimento e o medicamento foi liberado um pouco de cada vez. Para maximizar esse efeito, a equipe criou esferas maiores, chamadas de micropartículas, preenchidas com cerca de uma centena de nanopartículas, e unidas por outro tipo de "cola" biodegradável. Em teste das micropartículas em ratos, a equipe descobriu que a droga persistiu em seus olhos por pelo menos 14 semanas, três vezes mais que o tratamento atual. Green diz que os tratamentos podem durar mais tempo em humanos do que em ratos, mas os ensaios clínicos não começarão antes de mais testes em outros animais. Fonte: Isaude.net

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Imagem da retina detecta pacientes mais propensos a sofrer derrame Fotografia do olho revela informações sobre o estado dos vasos sanguíneos no cérebro de pessoas hipertensas.
A imagem da retina pode ajudar os médicos a avaliar se uma pessoa está mais propensa a desenvolver um acidente vascular cerebral (AVC). É o que revela estudo publicado pela American Heart Association. Os resultados demonstram que a retina fornece informações sobre o estado dos vasos sanguíneos no cérebro. De acordo com o líder da pesquisa, Mohammad Kamran Ikram, do Singapore Eye Research Institute, a imagem da retina é uma forma não invasiva e barata de examinar os vasos sanguíneos. Em todo o mundo, a hipertensão arterial é o fator de risco mais importante para o AVC. No entanto, ainda não é possível prever quais os pacientes hipertensos têm maior probabilidade de desenvolver um acidente vascular cerebral. Os pesquisadores acompanharam a ocorrência de AVC por uma média de 13 anos em 2.907 pacientes com pressão arterial elevada, que não tinham sofrido um acidente vascular cerebral. Cada paciente teve fotografias tiradas da retina, a camada sensível à luz na parte de trás do globo ocular. Danos aos vasos sanguíneos da retina atribuídos à hipertensão, chamado retinopatia hipertensiva, evidentes nas fotografias foram classificados como nenhum, leves ou moderados / graves. Durante o acompanhamento, 146 participantes sofreram um derrame causado por um coágulo de sangue e 15 por hemorragia no cérebro. Pesquisadores ajustaram para vários fatores de risco para AVC, como idade, sexo, raça, níveis de colesterol, glicemia, índice de massa corporal, tabagismo e leituras de pressão sanguínea. Eles descobriram que o risco de acidente vascular cerebral foi 35% maior em pessoas com retinopatia hipertensiva leve e 137% maior em pessoas com retinopatia hipertensiva moderada ou grave. Mesmo em pacientes sob medicação e que alcançaram um bom controle da pressão arterial, o risco de um coágulo de sangue foi 96% maior em pessoas com retinopatia hipertensiva leve e 198% maior em pessoas com retinopatia hipertensiva moderada ou grave. "É muito cedo para recomendar mudanças na prática clínica. Outros estudos são necessários para confirmar nossos resultados e analisar se a imagem da retina pode ser útil para fornecer informações adicionais sobre o risco de AVC em pessoas com pressão arterial elevada", afirma Ikram. fonte:Isaude.net
Especialistas querem medidas de proteção contra radiações na medicina AIEA aponta que cerca de 10 milhões de pessoas recebem diagnóstico terapêutico ou médico com intervenções que envolvem radiações.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) defendeu novas medidas para proteger pacientes de todo o mundo das radiações na medicina. De acordo com a agência, diariamente, cerca de 10 milhões de pessoas recebem diagnóstico terapêutico ou intervenções que envolvem o uso de radiações. A medicina é tida como o setor que expõe o maior número de trabalhadores aos efeitos das radiações, se comparada aos demais campos profissionais. Apesar se considerar que grande parte dos procedimentos médicos com radiação ionizante é feita com de forma segura e justificável, a preocupação surge com aumento dos casos sem nenhuma justificativa sob o ponto de vista médico ou de segurança. Uma conferência internacional organizada na cidade alemã de Bona debateu a proteção contra as radiações. Nas vésperas Conferência da AIEA foi lançada a "Chamada para a Ação de Bona", que destaca as projeções contra radiações na medicina. Com informações da ONU Fonte: Isaude.net
Tecnologia monitora quantidade de radiação na pele durante terapia anticâncer Dispositivo reduz doses em excesso e tem potencial para tornar radioterapia mais segura e eficaz, em especial para crianças.
Pesquisadores da Universidade de Wollongong, na Austrália, desenvolveram uma nova tecnologia que torna o tratamento do câncer mais seguro e eficaz, especialmente em crianças. O novo dispositivo, conhecido como Moskin, detecta a quantidade de radiação à qual os pacientes são expostos durante a radioterapia, e em tempo real. Com cerca de dois terços dos pacientes com câncer submetidos a radioterapia durante a doença, o inventor da tecnologia, Anatoly Rozenfeld, afirma que é imperativo garantir a segurança e o sucesso do tratamento. "Enquanto a radioterapia contemporânea é muito precisa, a garantia de qualidade durante a entrega do tratamento é de suma importância porque overdoses de radiação podem induzir efeitos colaterais crônicos ou agudos, tais como eritema cutâneo", ressalta Rozenfeld. De acordo com os pesquisadores, Moskin monitora a quantidade de radiação que a pele recebe e, portanto, estes efeitos colaterais podem ser mais estritamente controlados. Ao monitorar medições de dose na pele, em tempo real, a tecnologia melhora as técnicas para minimizar as doses em excesso, que são de especial preocupação nas crianças. "Essa tecnologia foi desenvolvida ao longo de 10 anos de pesquisa, e temos recebido resultados de testes científicos e clínicos muito positivos", conclui Rozenfeld. Fonte: Isaude.net

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Novas nanoparticulas levam medicamentos diretamente às células cancerosas

Novas nanoparticulas levam medicamentos diretamente às células cancerosas O conceito chamado pH phoresis criou nanoparticulas que se acumulam em regiões de maior acidez liberando as drogas. Nanopartículas que se concentram e, em seguida, podem se expandir na presença de maior acidez encontrada em células de câncer. Este novo conceito pode ser usado para melhorar a entrega de medicamentos contra vários tipos de câncer. O conceito implica na utilização de nanoparticulas feitas de weak polybases ( polibases fracas), compostos que se expandem quando transportados em ambientes que possuem uma acidez maior do que os tecidos circundantes, imitando as células tumorais. Os pesquisadores usaram um modelo sofisticado para mostrar como as partículas se acumulam em regiões de maior acidez e lá permanecer por tempo suficiente para entregar as drogas anticâncer. "Este fenômeno, que chamamos pH phoresis , pode fornecer um mecanismo útil para melhorar a entrega de drogas para as células cancerosas em tecidos de tumores sólidos", afirmou o professor You-Yeon Won. As soluções com um pH inferior a 7 são consideradas ácidas, e aquelas com um pH mais elevado são básicas ou alcalinas. O conceito de pH phoresis usa "micelas de polímero" sintéticas, minúsculas esferas que abrigam medicamentos no seu núcleo e são revestidas de um material que pode se expandir dramaticamente com as mudanças de pH alcalino para ácido. "Tumores sólidos têm um pH extracelular significativamente menor, cerca de 6,5-6,9, em comparação com o tecido normal, que tem um pH médio de 7,4", afirmou Won. A carga positiva diminui a circulação de micelas para fora do tecido do tumor, o que faz com que as nanopartículas se acumulem no interior da massa do tumor o tempo suficiente para penetrar nas células tumorais e liberar as drogas. "Tal efeito seria uma virada de jogo, oferecendo a dose adequada de drogas anticâncer dentro das células tumorais. Este novo conceito também pode ser combinado facilmente dentro de outras metodologias de distribuição de medicamentos estabelecidos, tornando-se potencialmente prático para aplicação médica," completou o pesquisador pesquisador. Fonte: Isaude.net

Smartphones estão contribuindo, mais que a TV, para aumentar o sedentarismo

Smartphones estão contribuindo, mais que a TV, para aumentar o sedentarismo Conceitos como "sleep text", escrever dormindo, ou mesmo o fim do hábito de parar para se alimentar, estão na lista dos usuários.
Estudo realizados entre jovens universitários mostrou que, assim como assistir televisão, o uso de smartphones pode diminuir de forma significativa a atividade física e os níveis de aptidão. O estudo descobriu que os estudantes permanencem uma média cinco horas/dia em seus celulares. Como dispositivos multifuncionais com recursos semelhantes a um computador conectado à Internet, o usuário pode estar conectado permanentemente interagindo com mídias sociais, pesquisas na Internet, assistindo a vídeos e eventos ao vivo, jogos, entre outras infinitas possibilidades. Segundo os resultados da pesquisa, todas estas atividades são sedentárias. "Antes que você perceba que caiu neste buraco negro, vai se ver sentado em um banco do parque, jogando em seu telefone, ou respondendo e-mails", disse um dos integrantes da equipe de pesquisadores, Jacob Barkley, da Kent State University, em Ohio (EUA). O estudo também mostrou que o dispositivo está influenciando seus usuários até durante o sono, criando um novo conceito de "sleep text" (escrever dormindo). "Nosso estudo mostrou que muitos usuários enviam mensagens durante o sono que nem se lembram ao acordar," afirma Barkley Apesar do estudo ter avaliado o uso dos equipamentos entre universitários, com média de 20 anos, os pesquisadores afirmam que o hábito está atingindo muito alunos do ensino fundamental. "Isso provavelmente está afetando a atividade física em crianças mais jovens, durante um importante período de desenvolvimento." "Acreditamos que estas novidades vão causar uma mudança tão significativa na vida das pessoas quanto a revolução industrial", disse Nancy Copperman, diretora de iniciativas de saúde pública do Sistema de Saúde de North Shore-LIJ, em Great Neck (NY). "O uso destes equipamentos pode chegar a ponto de tornar sem sentido o hábito de parar para se alimentar. Se você estiver usando o seu smartphone durante a maior parte do seu tempo acordado, vai acabar se alimentando durante o uso do dispositivo." O estudo Para o estudo, os pesquisadores entrevistaram mais de 300 estudantes universitários sobre o uso de celulares, atividades de lazer e atividade física. Em seguida, 49 estudantes usaram um teste de esforço para avaliar as condições cardíacas e pulmonares. Nesse grupo, aqueles que passaram muito tempo em seus celulares (até 14 horas diárias) estavam menos aptos do que os participantes que utilizavam, média, por 1,5 horas. Os resultados levaram em conta fatores como sexo, percentual de gordura corporal e "auto-eficácia" (a confiança do participante que ele ou ela pode ser ativo em uma variedade de atividades). Fonte: Isaude.net

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Uso prolongado de anti-inflamatórios aumenta risco de ataques cardíacos Pesquisa internacional reuniu resultados de 639 estudos aleatórios envolvendo mais de 350 mil pessoas. O uso prolongado de alguns anti-inflamatórios analgésicos aumenta o risco de ataques cardíacos. A afirmação é de estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford no Reino Unido. Segundo a pesquisa, altas doses de diclofenaco e o ibuprofeno, classe de analgésicos denominados anti-inflamatórios não-esteróides (NSAIDs), aumentaram o risco de ataques cardíacos, Acidente Vascular Cerebral ou morte por doença cardiovascular. "A pesquisa mostra que o uso de doses elevadas destes medicamentos causa cerca de 3 ataques cardíacos a mais a cada 1000 pacientes tratados, um dos quais seria fatal, afirma Colin Baigent, da Unidade de Serviço de Ensaio Clínico de Oxford e líder do estudo. "Gostaríamos de enfatizar que os riscos são principalmente relevantes para as pessoas com artrite que precisam tomar doses elevadas durante um longo período. O uso de baixas doses de comprimidos comprados sem receita médica, por exemplo, para uma dor muscular, não causa este tipo de risco," afirmou o pesquisador. Os pesquisadores reuniram resultados de 639 estudos aleatórios envolvendo mais de 350 mil pessoas. A disponibilidade de dados detalhados permitiu prever com precisão o aumento do risco de ataques cardíacos e úlcera hemorragia em determinados tipos de pacientes. Somente na Inglaterra, em 2010, havia 17 milhões de prescrições de NSAIDs, com cerca 30% de diclofenaco, 30% de ibuprofeno, e 15% de naproxeno. Os NSAIDs são mais utilizados para o alívio da dor de propriedades anti-inflamatórias em pacientes com osteoartrite ou artrite reumatóide. Naproxeno A pesquisa apontou, ainda, que outro medicamento utilizado com a mesma finalidade não " pareceu" aumentar o risco de ataques cardíacos. De acordo com os pesquisadores, estas características podem dar ao naproxeno condições de atuar para o equilíbrio dos risco adicional de ataques cardíacos, mas ainda tem seus efeitos colaterais. Para Alan Silman, diretor médico da " Arthritis Research UK" , "os NSAIDs são uma tábua de salvação para muitos milhões de pessoas com artrite, e, quando utilizados de forma adequada, podem ser extremamente eficazes no alívio da dor. No entanto, devido aos seus potenciais efeitos secundários, principalmente o aumento do risco de complicações cardiovasculares, existe uma necessidade urgente de encontrar alternativas que mesmo não sendo tão eficazes, sejam mais seguras. "Para pacientes com artrite, não fumar, uma dieta saudável e ter sua pressão arterial verificada regularmente são fatores mais importantes na redução do risco de um ataque cardíaco. Aconselhamos às pessoas com artrite que tomam NSAIDs a não se preocuparem excessivamente com estas últimas descobertas e a buscar o aconselhamento de seu médico," completa Silman. Fonte: Isaude.net
Equipe cria técnica não invasiva que permite manipular a memória Método pode substituir medicamentos usados no tratamento de condições como transtorno de estresse pós-traumático. Comentar tamanho da letra A- A+ Foto: Iowa State University Jason Chan usa clipes de vídeo para testar a recuperação da memória no laboratório. Jason Chan usa clipes de vídeo para testar a recuperação da memória no laboratório. Uma série de estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Iowa, nos EUA, revelou que é possível manipular a memória existente simplesmente sugerindo informações novas ou diferentes. Técnica não invasiva de manipular a memória pode substituir medicamentos, que muitas vezes têm efeitos colaterais, no tratamento de condições como transtorno de estresse pós-traumático. "Se você reativar uma memória recuperando-a, essa memória torna-se suscetível a mudanças novamente. E se nesse momento você fornecer às pessoas novas informações contraditórias, isso pode tornar a memória original muito mais difícil de ser recuperada depois", observa o pesquisador Jason Chan. A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Uma das principais conclusões dos estudos é o impacto sobre a memória declarativa, memória que pode ser conscientemente lembrada e verbalmente descrita, como o que você fez na semana passada. Os efeitos são poderosos porque as pessoas estão recuperando a memória e, em seguida, incorporando novas informações. Chan e a pesquisadora Jessica LaPaglia testaram o impacto de novas informações quando apresentadas em diferentes intervalos de tempo após a recuperação da memória original. Se a nova informação é inserida de imediato, a memória pode ser alterada. No entanto, não houve qualquer efeito sobre a memória original quando a informação foi apresentada após 48 horas. Segundo Chan, com base em outros estudos, parece que há uma janela de seis horas antes de a memória ser reconsolidada após a recordação e não poder ser alterada. "Durante esse período de reconsolidação é quando a memória é fácil de ser alterada. Uma vez que a janela se fecha e a memória se torna estável novamente, se você receber nova informação, ela não deve interferir com a memória original", afirma Chan. Impacto fora de um ambiente experimental Para os estudos, os participantes assistiram a um episódio de 40 minutos do programa de TV "24 Horas", no qual um terrorista usa uma agulha hipodérmica para atacar uma aeromoça. Eles foram, então, testados para reativar a memória do programa. Após o teste, os participantes ouviram uma recapitulação de áudio que incluiu detalhes diferentes, tais como o terrorista usando uma arma de choque em vez de uma agulha. De acordo com Chan, os participantes tiveram dificuldade em lembrar a agulha quando perguntados sobre isso em um teste, mas apenas se eles tivessem recordado da agulha antes de ouvir sobre a arma de choque. A equipe acredita que a pesquisa fornece uma melhor compreensão de como processar novas informações que são aprendidas no trabalho ou na escola. Isso pode afetar o modo como os alunos se lembram do material para um exame. Em estudos futuros, Chan e seus colegas planejam identificar formas para a utilização desta técnica não invasiva de manipular a memória em vez de usar medicamentos que muitas vezes têm efeitos colaterais em casos de transtorno de estresse pós-traumático, por exemplo. Chan afirma que o método pode ser direcionado a memórias indesejáveis específicas, preservando outras que são menos traumáticas. Fonte: Isaude.net
Médicos implantam vaso sanguíneo artificial no braço de paciente humano Procedimento pioneiro nos EUA foi realizado em um homem de 62 anos de idade que sofre de insuficiência renal. Médicos do Duke University Hospital implantaram, pela primeira vez nos EUA, um vaso sanguíneo criado em laboratório no braço de um paciente humano com doença renal em estágio final. O primeiro paciente a receber o implante foi um homem de 62 anos de idade, de Danville, Virgínia, que tem insuficiência renal. Ele recebeu o enxerto de veia em um procedimento de duas horas no dia 5 de junho de 2013. O procedimento, primeiro ensaio clínico dos EUA para testar a segurança e a eficácia do vaso sanguíneo criado por meio da bioengenharia, é um marco no campo da engenharia de tecidos. O vaso sanguíneo foi criado com base em células humanas doadas, sem propriedades biológicas que causem a rejeição. Em testes pré-clínicos, as veias tiveram desempenho melhor do que outros implantes sintéticos e de origem animal. A Food and Drug Administration dos EUA (FDA) aprovou, recentemente, um estudo fase 1, envolvendo 20 pacientes em diálise nos Estados Unidos. O julgamento inicial concentra-se em implantar os vasos sanguíneos em um local de fácil acesso nos braços de pacientes renais em hemodiálise. Mais de 350 mil pessoas nos Estados Unidos requerem hemodiálise, que muitas vezes necessita de um enxerto para ligar uma artéria a uma veia para agilizar o fluxo de sangue durante os tratamentos. As opções atuais têm desvantagens. Enxertos vasculares sintéticos são propensas à coagulação, levando a frequentes hospitalizações. Se as veias criadas por meio da bioengenharia forem benéficas para pacientes de hemodiálise, em última análise, os pesquisadores pretendem desenvolver um enxerto prontamente disponível e durável para as cirurgias de ponte de safena e para o tratamento de vasos sanguíneos bloqueados nos membros. Inicialmente, os investigadores tentaram desenvolver veias utilizando as próprias células de uma pessoa para crescer em andaime, reduzindo o risco de que o corpo do paciente rejeite o tecido implantado. Mas cultivar veias personalizadas levou muito tempo e descartou a produção em massa, de modo que os pesquisadores mudaram de rumo para desenvolver um produto universal. Eles utilizaram, então, tecido humano doado. "Quando implantados em animais, os enxertos de veia efetivamente adotaram as propriedades celulares de um vaso sanguíneo. Eles não apenas evitaram a rejeição, mas tornaram-se indistinguíveis dos tecidos vivos conforme as células cresceram no implante", observa a pesquisadora Laura Niklason. Segundo os pesquisadores, o enxerto é funcionalmente ativo. "Nós não saberemos, até testá-lo, se ele funciona dessa maneira nos seres humanos, mas sabemos a partir dos modelos animais que o sangue flui através dos vasos sanguíneos e têm as propriedades naturais que mantêm as células sanguíneas saudáveis", afirma Jeffrey H. Lawson, que ajudou a desenvolver o vaso sanguíneo. Fonte: Isaude.net
Equipe internacional afirma ter descoberto origem do câncer de mama Tumores se originam a partir de disfunção nos telômeros localizados nas glândulas mamárias que pode produzir células malignas. Cientistas da Indiana University, nos EUA e do Terry Fox Laboratory, British Columbia Cancer Agency, no Canadá, afirmam ter descoberto a origem do câncer de mama. A pesquisa revela que os tumores da mama nascem a partir de uma disfunção dos telômeros localizados nas glândulas mamárias que pode levar à produção de células malignas. Os resultados foram publicados na revista Stem Cell Reports. A equipe, liderada por David Gilley e Connie Eaves, demonstrou que todas as mulheres, propensas ou não a desenvolver câncer de mama, têm uma classe particular de com telômeros, estruturas que formam as extremidades do cromossomo, muito curtos, independente da idade. Os telômeros são essenciais para a integridade genômica, mas pouco se sabe sobre sua regulamentação na glândula mamária humana normal. Segundo os pesquisadores, estes cromossomos com extremidades bem curtas, fazem com que as células fiquem mais propensas a sofrer mutações que podem desenvolver o câncer. Eles demonstram que os telômeros cronicamente disfuncionais têm implicações potencialmente importantes para o desenvolvimento de certos tipos de câncer de mama. Todas as mulheres terem células com telômeros bem curtos, no entanto, nem todas desenvolvem câncer de mama. A equipe explica que, em alguns casos, a multiplicação dessas células pode funcionar mal e produzir uma célula maligna. O novo estudo permite aos cientistas entender o que está por trás do início do câncer de mama e estabelecer marcadores que possam auxiliar a detecção precoce da doença a partir de amostras de tecidos e sangue. Fonte: Isaude.net